fbpx

Fernando Collor de Melo

Biografia

Foto oficial do presidente Fernando Collor de Melo.Fernando Affonso Collor de Mello, mas conhecido como Fernando Collor de Mello, ou simplesmente Fernando Collor, é um político e empresário brasileiro nascido no Rio de Janeiro (RJ) no dia 12 de agosto de 1949. Foi o primeiro Presidente brasileiro a sofrer processo de impeachment.

Jornalista e bacharel em Ciências Econômicas, formado pela Universidade Federal de Alagoas, Collor foi Presidente do CSA, diretor da Gazeta de Alagoas e superintendente da Organização Arnon de Mello, grupo que congrega as empresas de comunicação da família.

Filho de Arnon Affonso de Farias Mello e Leda Collor, Fernando Collor de Mello é proveniente de uma família com grande tradição política. Seu pai, Arnon de Mello, foi Governador de Alagoas e Senador da República, falecendo durante o exercício deste cargo. O avô materno, Lindolfo Collor, foi um dos líderes da Revolução de 1930, exerceu vários mandatos políticos e foi Ministro do Trabalho no governo Getúlio Vargas, quando elaborou e consolidou o conjunto das leis trabalhistas brasileiras – considerado, na época, um dos maiores avanços sociais da América Latina e, após romper com Getúlio Vargas, participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Na vida pessoal, Fernando Collor de Mello casou-se pela primeira vez com Celi Elizabeth Júlia Monteiro de Carvalho, em 1975. Sua esposa era herdeira do Grupo Monteiro Aranha, um grupo empresarias especializado em investimentos, e com ela teve dois filhos, Arnon Afonso de Melo Neto e Joaquim Pedro Monteiro de Carvalho Collor de Mello. Em 1980, teve um filho com sua amante Jucineide Braz da Silva, Fernando James Braz Collor de Mello, o qual também seguiu carreira política. Já divorciado, casou-se pela segunda vez, em 1984. Sua nova esposa, Rosane Brandão Malta, era proveniente de uma família de políticos alagoanos. Em 2006, Fernando Collor de Mello casou-se pela terceira vez. A escolhida foi a arquiteta Caroline Medeiros Collor de Mello, com quem teve duas filhas – as gêmeas Cecile e Celine.

Desde pequeno, mostrava sua vocação para a vida pública. Gostava de acompanhar o pai nas atividades políticas e acabou tornando-se o mais jovem prefeito de Maceió, indicado para o cargo pelo então governador Guilherme Palmeira, em 1979, aos 29 anos de idade.

Em 1982, foi eleito Deputado Federal, e em 1986, elegeu-se Governador de Alagoas. Com discurso incisivo e medidas de impacto, como o corte de mordomias e supersalários no serviço público, tornou-se conhecido nacionalmente.

Assim, Collor despontou como o principal candidato nas primeiras eleições diretas para Presidente da República – após o período da Ditadura Militar no Brasil. Na ocasião, final da década de 1980, o então jovem político se tornou popular ao ficar conhecido como Caçador de Marajás, pois seu mote de campanha era acabar com a corrupção no país e eliminar os políticos que se aproveitavam do Estado. Mais que isso, projetou-se como um forte nome na disputa pela Presidência da República e, em 1989, ganhou a eleição contra adversários, como Ulysses Guimarães, Mário Covas, Leonel Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva. Bem recebido por grande parte da população brasileira, Collor derrotou Luiz Inácio Lula da Silva, com quem acabou disputando o segundo turno nas eleições de 1989, e assumiu a presidência do país no ano seguinte. Sua vitória foi muito ligada a forte campanha midiática desenvolvida em torno de sua imagem, sobre a qual a televisão, especialmente a emissora de Rede Globo de Televisão, ajudou a fortalecer desde a edição de seus telejornais às vésperas do pleito. Entretanto, como Presidente em exercício, Fernando Collor de Mello não teria o mesmo sucesso que foi sua campanha eleitoral.

Foi o mais jovem presidente da história do Brasil – assumiu o mandato com apenas 40 anos de idade – e o primeiro a ser eleito pelo voto direto do povo, após o período do Regime Militar (1964-1985).

Fernando Collor de Mello foi o responsável pela introdução do Neoliberalismo no país. Sob seu governo, o Estado brasileiro promoveu as primeiras privatizações do pós-Ditadura como tentativa de contar os índices inflacionários. Collor ainda lançou outras medidas econômicas, as quais chamou de Plano Collor, para tentar tornar a economia brasileira estável e competitiva. Em continuidade ao Plano Collor, veio o Plano Collor II e o Plano Marcílio que resultaram na insatisfação da população brasileira. Este último, em específico, determinou o confisco dos bens que os brasileiros tinham em poupança para uso do Estado. A medida repercutiu negativamente e a situação tornou-se ainda pior quando o irmão de Fernando Collor de Mello, Pedro Collor de Mello, denunciou o presidente por corrupção e desvio de dinheiro público. As acusações geraram uma investigação que comprovou os atos ilegais do presidente e o aproveitamento do dinheiro que teria sido confiscado da poupança dos brasileiros, culminando com o primeiro processo de impeachment do Brasil. Fernando Collor de Mello chegou a renunciar no final do ano de 1992 para não perder seus direitos políticos, mas o Congresso já havia votado pela sua deposição. Coube a Itamar Franco, seu vice, assumir a presidência e concluir o mandato, enquanto Fernando Collor de Mello estaria afastado da carreira política por alguns anos.

Governou o país por dois anos e meio. Isolado pela classe política e sem apoio do Congresso Nacional, foi alvo de julgamento político, culminando com a sua renúncia à Presidência da República. Mais tarde (1994 e 2014), seria inocentado nos dois processos que tramitaram no Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante 10 anos, Fernando Collor de Mello não pode se candidatar a cargos políticos no Brasil. Entretanto, apesar do impeachment sofrido, da corrupção comprovada e do envolvimento no caso da morte de P.C. Farias, Collor foi candidato ao governo de Alagoas em 2002. Naquela ocasião, o político foi derrotado. Todavia, nas eleições de 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. O que é ainda pior, pois uma vez eleito senador, Fernando Collor de Mello garantiu o direito de circular livremente pelo Senado e pelo Congresso até o final de sua vida.

Em 2006, Collor elegeu-se novamente Senador por Alagoas, numa campanha recorde, de apenas 28 dias, reelegendo-se em 2014 e tornando-se o primeiro senador da história de Alagoas a ser o mais votado em todos os municípios do Estado. Para a Legislatura 2015-2019 assumiu a Liderança do PTB e do Bloco Parlamentar União e Força (PTB – PR – PSC – PRB).

Bibliografia

Livros:

CARUSO, Chico. Fora Collor: o fenômeno em decomposição. : Editora Globo, .
CARVALHO, Rodrigo de. A Era Collor: da Eleição ao Impeachment. : , .
CONTI, Mario Sergio. Notícias do Planalto: a imprensa e Fernando Collor. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1999.
FARIA, Olavo Ribeiro de. A Farsa do Impeachment de Collor. : , .
LAMOUNIER, B.. Antecedentes, riscos e possibilidades do governo Collor. In: ______. (org.). De Geisel a Collor: o balanço da transição. São Paulo: Idesp, 1990.
______. Depois da transição: democracia e eleições no governo Collor. São Paulo: Edições Loyola, 1991.
______. Estrutura institucional e governabilidade na década de 1990. In: VELLOSO, J. P. (org.). O Brasil e as reformas políticas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1992.
______. Bagatela sobre uma lorota. Jornal da Tarde, 15 dez. 1992
______. A questão institucional brasileira. In: ______; NOHLEN, D. (orgs.). Presidencialismo ou parlamentarismo: perspectivas sobre a reorganização institucional brasileira. São Paulo: Edições Loyola, 1993.
MALTA, Rosane. Tudo que vi e vivi o testemunho corajoso da Primeira-Dama mais jovem que o Brasil Já teve. São Paulo: Leya Brasil, 2014.
MELO, C.. Collor: o ator e suas circunstâncias. São Paulo: Ed. Novo Conceito, 2007.
MELLO, Pedro Collor de. Passando a limpo: a trajetória de um farsante. Rio de Janeiro: Editora Record, 1993.
NETO, Geneton Moraes. Dossiê Brasilía: os Segredos dos Presidentes. São Paulo: Editora Globo, 2005.
PEDROSA, Mino. Collor: o Impeachment de fato!. : , .
RODRIGUES, A. T.. O Brasil de Fernando a Fernando: neoliberalismo, corrupção e protesto na política brasileira de 1989 a 1994. Ijuí: Unijuí, 2000.
SALLUM JR., Brasilio. Labirintos: dos generais à Nova República. São Paulo: Hucitec, 1995.
______. O Impeachment de Fernando Collor: Sociologia de uma crise. São Paulo: Editora 34, 2015.
______. As metamorfoses do Estado brasileiro no final do século XX. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 18, no 52, pp. 35-54. 2003.
______; GRAEFF, E. P.; LIMA, E. G.. Eleições presidenciais e crise do sistema partidário. Lua Nova, vol. 20, pp. 69-87. 1990.
SILVA, Cláudio Humberto Rosa e. Mil dias de solidão: Collor bateu e levou. São Paulo: Geração Editorial, 1993.
SKIDMORE, T.. A queda de Collor: uma perspectiva histórica. In:
ROSENN, K. S.; DOWNES, R. (orgs.). Corrupção e reforma política no Brasil: o impacto do impeachment de Collor. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2000.
SOUZA, A. 2000. O impeachment de Collor e a reforma institucional no Brasil. In: ROSENN, K. S.; DOWNES, R. (orgs.). Corrupção e reforma
política no Brasil: o impacto do impeachment de Collor
. Rio de Janeiro: Ed. FGV, .
TAVARES, O.. Fernando Collor: o discurso messiânico/o clamor ao sagrado. São Paulo: Annablume, 1998.
VILLA, Marco Antonio. Collor Presidente: trinta anos de turbulências, reformas, intrigas e corrupção. Rio de Janeiro: Record, 2016.

Internet:

FERNANDO COLLOR – SITE OFICIAL. http://www.fernandocollor.com.br/
INFO ESCOLA. http://www.infoescola.com/biografias/fernando-collor-de-mello/

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

Qualquer interesse de envio de textos, dúvidas, opiniões, sugestões, acréscimos de conteúdo, relato de erros ou omissão de informações publicadas, entre em contato com a Coordenação Geral do História do Cinema Brasileiro pelo seguinte email: [email protected]

Artigos Relacionados

3 comentários sobre “Fernando Collor de Melo

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.