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Fernando Spencer (1927-2014)

Biografia

Fernando José Spencer Hartmann, em arte mais conhecido como Fernando Spencer, foi um cineasta e jornalista brasileiro nascido em Recife (PE) no dia 17 de janeiro de 1927. Falecido no dia 17 de março de 2014.

Foi cronista de cinema do Diário de Pernambuco por 40 anos e, entre outras atividades, presidiu a Associação Brasileira de Documentaristas, além de ocupar o cargo de diretor da Divisão de Teatro e Cinema da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura do Recife, na década de 1970. Em 1980, assumiu a coordenação da cinemateca da Fundação Joaquim Nabuco onde trabalhou até o ano 2000, quando se aposentou.

O interesse pelo cinema começou ainda criança, quando seu pai o levava para assistir O Gordo e o Magro e Carlitos. Na adolescência, passou a freqüentar o cinema Ellite, no bairro de Casa Forte, onde fez amizade com o zelador e conseguia ver os filmes de graça, mas, em troca, ele tinha que limpar o cinema após as sessões. Conhecido como o “cineasta das três bitolas” (16mm, 35mm e super 8), foi com os filmes em super 8 que ganhou destaque, presenteando Pernambuco com um acervo de imagens, muitas delas certamente únicas, sobre o cotidiano, o imaginário, a memória e a cultura do Estado. Foi Spencer, por exemplo, que revisitou o Ciclo do Recife em cinco filmes, entre eles Memorando Ciclo do Recife (1982).

Spencer também se interessou pela cultura popular, filmando Toré, a Nossa Senhora das Montanhas (1976). Esta produção mostra a dança dos índios xucurus na vila de Cimbres, no município de Pesqueira, local do senado da Câmara, fundado em 1762. Também se dedicou à adaptação de obras literárias para o cinema. Reconhecido não somente como roteirista e diretor, mas, especialmente, como pesquisador do cinema pernambucano, Fernando Spencer foi agraciado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2007.

Filmografia

Caboclinhos do Recife (Super-8, 10m), melhor filme do I Festival Brasileiro de Cinema Super 8, Curitiba, PR, 1974.
Valente é o galo (Super-8, 10 m),, melhor filme da III Jornada Brasileira de Curta Metragem da Bahia, 1974;
Bajado – um artista de Olinda (Super-8, col., 10 m), 1975;
O teu cabelo não nega (Super-8, col., 10 m), 1975;
Domingo de fé (Super-8, col., 10 m., 1976),
Quem matou Marilyn, melhor montagem do IV Festival de Cinema Nacional de Sergipe, 1976;
Toré a Nossa Senhora das Montanhas (Super-8, col., 10 m), melhor fotografia do IV Festival de Cinema Nacional de Sergipe, 1976;
Farinhada (Super-8, col., 10 m), 1977;
A eleição do Diabo e a posse de Lampião no Inferno (Super-8, col., 10 m), 1977;
Frei Damião: um santo no Nordeste? (Super-8, col., 10 m), 1977;
Adão foi feito de barro (16 mm., col., 13 m), 1978. Ampliado para 35 mmpor haver sido selecionado pelo Conselho Nacional de Cinema – CONCINE,
RH positivo, melhor direção do Festival de Cinema do departamento Cultural do Centro Médico Cearense;
As corocas se divertem, melhor filme de comunicação e 2º melhor filme do VI Festival Nacional de Cinema de Sergipe, 1978;
Noza – santeiro do Carirí (16 mm., col., 10 m.), selecionado pelo CONCINE, Prêmio: Argumento, FUNARTE, 1979;
Cinema Glória, 3º lugar no VII Festival Nacional de Sergipe, 1979 (em parceria com Feliz Filho);
Eróticos Corbinianos, melhor filme na V Jornada de Cinema do Maranhão, 1981;
Santa do Maracatu (16 mm., col., 10 m), melhor filme e melhor montagem do IX Festival de Cinema Nacional de Sergipe, 1981;
Memorando Ciclo do Recife, melhor filme do concurso da TV Tropical, Recife, 1982;
Estrelas de celulóide, prêmio especial do Júri (Candango de Ouro) no XX Festival Brasileiro de Cinema de Brasília, 1987;
O último bolero no Recife, prêmio da Fundação de Cultura do Recife no I Concurso de Roteiro de Cinemas e Vídeo, 1987;
Trajetória do frevo (35 mm., col., 9 m), prêmio da Fundação de Cultura do Recife no I Concurso de Roteiro de Cinema e Vídeo, 1987;
Evocações Nelson Ferreira, melhor filme na Jornada Latino-Americana de Cinema e Vídeo, Maranhão, 1987. Melhor filme do III Festival de
Cinema dos Países de Língua Portuguesa, Aveiro, Portugal, 1988 (em parceria com Flávio Rodrigues);
A arte de ser profano (vídeo, 14 m), sobre os pastoris profanos de Pernambuco, 1999.
Almery, a estrela (vídeo digital), com o apoio da Diretoria de Cultura, da Fundação Joaquim Nabuco, lançado no Recife, em abril de 2007.

Bibliografia

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Fernando Spender. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/fernando-spencer/

História do Cinema Brasileiro

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