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Frederico Figner (1866-1947)

Biografia

Frederico Figner nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia.

Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.

Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.

Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz. O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.

Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.

Na Cidade Maravilhosa, Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edison, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos.

Fred era um homem generoso e solidário. Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso.

Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham de enfrentar ao chegar à velhice. Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.

Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier.

Bibliografia

Livros:

ARAÚJO, Vicente de Paula. A bela época do cinema brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 1976.
_________ . Salões, circos e cinemas de São Paulo. São Paulo: Perspectiva, 1981.
BARRO, Máximo. A primeira sessão de cinema em São Paulo. São Paulo: Tanz do Brasil, 1996.
_________ . Na trilha dos ambulantes. São Paulo: Maturidade, 2000.
BERNARDET, Jean-Claude. Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro. São Paulo: Annablume, 1995.
GOMES, Paulo Emílio Salles. Cinema: trajetória no subdesenvolvimento. Rio de janeiro: Paz e Terra. 1980.
MATOS, Marcos Fábio Melo. E o cinema invadiu a Atenas: a história do cinema ambulante em São Luís 1898 – 1909. São Luís: FUNC, 2002.
MOURA, Roberto. A bela época (primórdios). In: RAMOS, Fernão. História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Art Editora, 1987.
NORONHA, Jurandyr. No tempo da manivela. Rio de janeiro: Embrafilme, EBAL, 1984.
RAMOS, Fernão, MIRANDA, Luís Felipe. Enciclopédia do Cinema Brasileiro. São Paulo: SENAC, 2000.
SILVEIRA, Walter. A história do cinema vista da província. Salvador: Fundação Cultural Do Estado da Bahia, 1978.
TINHORÃO, José Ramos. Música Popular: teatro e cinema. Petrópolis: Vozes, 1972.
VIANY, Alex. Introdução ao cinema brasileiro. Rio de janeiro: MEC/Instituto Nacional do Livro, 1957.
__________. Notas sobre o som e a música no cinema brasileiro. In: Cultura. Brasília: Embrafilme, 1977.

Internet:

http://www.mnemocine.art.br/index.php?option=com_content&view=article&id=93:primeiras-tentativas-de-sonorizacao-no-cinema-brasileiro-os-cinematografos-falantes-1902-1908&catid=42:historia-no-cinema-historia-do-cinema&Itemid=67 – Mnemocine – Brasil

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