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Gero Camilo

Biografia

Paulo Rogério da Silva, em arte conhecido como Gero Camilo, é um ator, dramaturgo, cantor e compositor brasileiro nascido em Fortaleza (CE) em 18 de dezembro de 1970. É formado na EAD (Escola de Arte Dramática) da USP.

Aos 19 anos, ainda em Fortaleza, cursou os princípios teatrais básicos no Teatro José de Alencar. Como militante da Teologia da Libertação, Gero Camilo iniciou-se no Ceará, no teatro amador, com objetivos didáticos.

Sua trajetória foi bem diferente do caminho traçado pela maioria dos nordestinos que migram para São Paulo em busca de uma vida menos sofrida.

Foi na EAD (Escola de Arte Dramática) da USP que trouxe o poeta, dramaturgo, ator e cantor Gero Camilo até São Paulo, em 1994.

Vencido o concorrido vestibular, não houve mais o que o detivesse. Os quatro anos vivendo na residência universitária, as dificuldades naturais e preconceitos pelos quais passam os nordestinos parecem fáceis quando contados com seu jeito doce e simples.

Nesse período, Gero Camilo integrou o elenco de montagens realizadas por alunos, que lhe valeram o contato com diretores como Celso Frateschi, que o dirigiu em Aquele que Diz Sim, Aquele que Diz Não (1996), de Bertolt Brecht; Cristiane Paoli-Quito, na improvisação Prelúdico para Clowns e Guitarra; e José Rubens Siqueira, em Tartufo, ou O Impostor (1997).

No processo seletivo da EAD, Gero Camilo manifestou vocação dramatúrgica, apresentando sua primeira peça, o monólogo A Procissão, escrita em julho de 1993 e encenada em 1998, com direção e interpretação do próprio Gero. Trata da luta de romeiros pela sobrevivência no sertão, narrada pela personagem Zé, em meio a um cenário composto por lampiões, cruzes e velas. Gero Camilo formou-se em 1998.

Um dos autores mais promissores dos primeiros anos de 2000, Gero Camilo escreveu para dar vazão a seu trabalho de intérprete. Encontrou a base de sua produção teatral no lirismo que procura extrair das lembranças da infância no Nordeste, confrontadas com a dureza da cidade grande.

Nas suas próprias palavras, é nítida a orientação de seu trabalho tanto de dramaturgo como de ator: Sou desavergonhadamente poeta. Acho que todo intérprete está à mercê da poesia. Minha vontade é sempre trazer a poesia para este tempo. A poesia é a mãe de todas as artes. De fato, as primeiras encenações de suas obras para o teatro revelam um tom marcadamente lírico, cujo resultado positivo ante o público e a crítica se dá rapidamente.

Já como profissional, participa de outras como A Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada (1999), Aldeotas (2004), Navalha na Carne (2008), etc., muitas com textos de sua autoria. Dirigiu duas peças: A Procissão (1998) e Entreatos (2004). Também compõe músicas com Cabeleira de Capim, Jobinamente, Tintura, entre outras.

A sua publicação independente, A Macaúba da Terra, já tinha rendido em 2003 a montagem As Bastianas pela Companhia São Jorge de Variedades, com direção de Luís Mármora, baseada nos contos do livro.

Em 2004, encena a peça “Aldeotas”, de sua autoria, dirigida por Cristiane Paoli-Quito. O espetáculo confirmou a sensibilidade do autor e rendeu à diretora o Prêmio Shell. Trata-se da história de um poeta, Levi, que envia ao melhor amigo de infância, Elias, na véspera de seu reencontro depois de muitos anos, uma peça de teatro que rememora causos e casos compartilhados por eles.

No mesmo ano, Ivan Andrade e o próprio dramaturgo dirigem “Entreatos”, composto inicialmente por duas e depois por três peças que abordam temas cotidianos e que são extraídas de seu livro A Macaúba da Terra, de 2002, que apresenta também contos, além de peças curtas. Em “Café com Torradas”, um homem está com uma senha numa fila de espera e interage com o público; “Quem Dará o Veredicto?” conta a aflição de uma telefonista que não suporta mais sua rotina e decide não sair mais de casa; em “Um Quatro Cinco”, há um encontro marcado pelo disque-amizade.

Cleide, Eló e as Pêras, dirigido por Gustavo Machado, em 2006, constituia-se de mais três textos do mesmo A Macaúba da Terra. Nas duas primeiras partes, as declarações de amor do vigia Ernesto por Cleide e de Isadora por um homem chamado Eló; na última, o encontro de Ernesto e Isadora. Mais uma vez, houvia o despojamento do cenário e a dramatização centrada nos atores, características que a dramaturgia de Gero Camilo demandava.

Gero Camilo dedicou-se também ao cinema. A trajetória no cinema começou ainda na EAD, com participações nos filmes Cronicamente Inviável e Domésticas. Mas foi em Bicho de Sete Cabeças, a primeira de muitas parcerias com Rodrigo Santoro, que Gero Camilo se tornou conhecido do grande público.

Gero Camilo atuou, também, nos filmes Abril Despedaçado, Madame Satã, Cidade de Deus, Carandiru, seu melhor momento como o amante do travesti; Narradores de Javé e Chamas da Vingança, uma produção norte-americana que conta com Denzel Washington, Mickey Rourke e Christopher Walken no elenco; Pequenas Histórias (2007), etc.

Na televisão, Gero Camilo participou da minissérie Hoje é Dia de Maria (2005), como Zé Cangaia, produzida e exibida pela Rede Globo.

Entre os seus projetos estão a publicação de um livro com contos e poemas ainda inéditos, a gravação de um CD chamado Canções de Invento e a filmagem de sua primeira produção em cinema, “Pagarás com Tua Alma”, melodrama circense de Gustavo Machado que será co-produzido com o amigo Rodrigo Santoro.

Filho de caminhoneiro e terceiro de cinco irmãos, quando não está trabalhando em nenhum de seus inúmeros projetos, Gero gosta de por o pé na estrada e conhecer o mundo. “Tenho fome de andarilho”.

Em 2008, Gero Camilo está no teatro com a peça Navalha na Carne, de Plínio Marcos, contracenando com Gustavo Machado e Paula Cohen, onde interpreta o homossexual Veludo. Ainda em 2008, Gero Camilo participa do tele-filme, para a TV Cultura, “A Noiva”, de Ivam Cabral. No cinema também pode ser visto no filme Pequenas Histórias.

Gero Camilo, em 2009, integra o elenco da minissérie Som & Fúria, de Fernando Meirelles, exibida pela Rede Globo. No mesmo ano, está no teatro com a peça Hamlet Máquina e nas telas dos cinemas no filme Hotel Atlântico, de Suzana Amaral.

Filmografia

2019 :: Abe
2018 :: Talvez uma história de amor
2015 :: Dá licença de contar
2015 :: A Família Dionti
2013 :: Os Pobres Diabos
2011 :: Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
2011 :: Morte e Vida Severina
2011 :: Assalto ao Banco Central
2009 :: Hotel Atlântico
2009 :: O Auto da Camisinha
2007 :: Pequenas Histórias
2007 :: 5 Frações de Uma Quase História
2004 :: Man on Fire (Chamas da Vingança) (EUA)
2003 :: Narradores de Javé
2002 :: Carandiru
2002 :: Madame Satã
2001 :: Abril Despedaçado
2001 :: Bicho de Sete Cabeças
2000 :: Cidade de Deus
2000 :: Domésticas- O Filme
1999 :: Cronicamente Inviável

:: Filmografia Diretor ::

2007 :: Parabéns (CM) (codir. Gustavo Machado)

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Gero Camilo. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/gero-camilo/

História do Cinema Brasileiro

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3 comentários sobre “Gero Camilo

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