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Homens sem paz (1957)

Sinopse

POSTER Homens sem pazEm 1957, o diretor Carlos Coimbra havia filmado a vida do bandido Diogo da Rocha Figueira no filme intitulado Dioguinho, também considerado um faroeste nacional. Dioguinho foi interpretado por Hélio Souto e no elenco também estava John Herbert, o mocinho de Matar ou Correr. Nesse mesmo ano, de 1957, com suporte financeiro parecido com o do Ciclo Campineiro, foi produzido Homens Sem Paz, filmado em Lucélia, cidade do Oeste de São Paulo (próxima a Presidente Prudente e Santo Anastácio).

Homens Sem paz foi dirigido por Lorenzo Serrano, espanhol radicado em São Paulo. Homens Sem Paz é um autêntico faroeste caboclo com cavalgadas, lutas, troca de tiros e o final feliz em que o mocinho beija a mocinha que está na garupa de seu cavalo. O mocinho é novamente Maurício Morey e o bandidão é Édio Esmânio, conhecido como Tarzan Brasileiro.

Um rapaz começa a trabalhar em uma fazenda no interior paulista e logo desperta a hostilidade do proprietário. Por ocasião de um rodeio provoca a inquietação de vários moradores ao cantar uma velha canção romântica, que encobria um segredo do local.

Na década de 50, o cinema nacional iniciou um novo gênero cinematográfico, fugindo dos dramas urbanos e comédias musicais que eram as marcas de nossa cinematografia até então. Quase que simultaneamente, a Vera Cruz (em São Paulo) e a Atlântida (no Rio de Janeiro) lançaram filmes de faroeste no mercado nacional. Em São Paulo, produzido pela Vera Cruz, um faroeste passado no Nordeste e que ganhou prêmios pelo mundo afora, que foi O Cangaceiro, dirigido por Lima Barreto, realizado em 1953. No Rio de janeiro, em 1954, a Atlântida, especializada em comédias e paródias, pegou carona no sucesso de Matar ou Morrer e Carlos Manga dirigiu Matar ou Correr, que fez tanto ou maior sucesso que o western de Fred Zinnemann.

Em Campinas, cidade distante 90 quilômetros de São Paulo, teve início também em meados dos anos 50 o quase desconhecido Ciclo Cinematográfico Campineiro. Esse ciclo não teve uma empresa cinematográfica estruturada, tendo os filmes realizados o apoio financeiro de fazendeiros da região que acreditavam no potencial artístico de apaixonados pela Sétima Arte. Em 1954, Antoninho Hossri escreveu, dirigiu e montou Da Terra Nasce o Ódio, drama rural que já indicava semelhanças com os faroestes norte-americanos. Interessante notar que o título desse filme nacional acabou sendo adaptado anos mais tarde para um grande western de Hollywood que foi Da Terra Nascem os Homens, que em Inglês teve o título de The Big Country. O ator principal de Da Terra Nasce o Ódio era o campineiro Maurício Morey. Em 1955, o mesmo Antoninho Hossri escreveu e dirigiu A lei do Sertão, decididamente um faroeste nacional. Milton Ribeiro, que havia interpretado Galdino em O Cangaceiro, volta a ser bandido com o nome de Trovoada em A Lei do Sertão. O mocinho era outra vez Maurício Morey.

Elenco

Maurício Morey
Monteiro, Norma
Azeitona
Cesar, Amaro
Esmanio, Edio
Arlete, Ruth
Freire, Lucila
Dunga, Antônio
Ferreira, Cícero
Tersitano, Reinaldo
Firpo, Theonas
Silva, José Augusto da
Paly, Alexandre
Bancow, David
Bueno, Antonio
Pinto, Manoel
Ravagnani, Jeronino
Kaulak, Demetrio
Lopes, João
Bagunsa
Goiano

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Homens sem paz (1957) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Serrano, Lorenzo
Argumento: Gomes, Antônio Smith
Roteiro: Gomes, Antônio Smith
Produção: Serrano, Lorenzo
Direção de produção: Mariano, Osvaldo
Assistência de produção: Chevarelli, Antônio
Gerente de produção: Chavarelli, Antonio; Ferreira, Cícero
Direção de fotografia: Landini, Juan Carlos
Câmera: Smith, Antonio
Assistência de câmera: Oliveira, Oswaldo de
Chefe eletricista: Martins, José
Técnico de som: Costa, Juarez Dagoberto da
Montagem: Guadalupe, Maria
Edição: Guadalupe, Maria
Maquiagem: Barry, Isac
Música: Portoalegre, Walter Schultz
Companhia(s) produtora(s): Lorenzo Serrano Produções

Canção
Título: Saudade de cabloco;
Autor da canção: Morey, Mauricio e Poli;
Intérprete: Azeitona;

Título: Bom pião;
Autor da canção: Morey, Mauricio; Poli e Fernandes, Paulo;
Intérprete: Fernandes, Paulo;

Título: Mas não era famía daqui
Autor da canção: Morey, Mauricio e Poli
Intérprete: Raimundo, Chico

Locação: Lucélia – SP

Bibliografia

Internet:

WESTERN CINEMANIA. http://westerncinemania.blogspot.com.br/2011/05/homens-sem-paz-um-faroeste-caboclo.html

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
FCB/FF
Press-release
ACPJ/I
AV/ICB
LRB/CP
CENS/I
Certificado de Censura Federal
LFM/DCB
Folha da Noite, 07.06.1957
Gazeta Esportiva, 23.05.1957

Fontes consultadas:
FSN/MCB

Observações:
ACPJ/I acrescenta a distribuição da Distribuidora Livio Bruni; gerência de ; Antonio Chevareli e Constantino Iani como assistentes; sonografia de Antonio S. Gomes; cenografia de Manoel Erbolato e no elenco Chico Raimundo.
Fotografia: Folha da Noite, 07.06.1957 e Gazeta Esportiva, 23.05.1957.
O nome completo da montadora é Maria Guadalupe Landini.

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