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Homero de Souza Campos (1930-1997)

Sinopse

Homero de Souza Campos foi um ator, cantor e humorista brasileiro nascido em Campos Gerais (MG) no ano de 1930. Como cantor e humorista, ficou conhecido no mundo sertanejo como Ranchinho II (apesar de ter sido o “terceiro”) da famosa dupla-cômica Alvarenga e Ranchinho, ao lado de Murilo Alvarenga (1912-1978), e após o falecimento deste, se apresentava com o pseudônimo de Ranchinho da Viola. Faleceu na cidade de Guarulhos (SP) no dia 31 de julho de 1997.

Amacio Mazzaropi não foi responsável apenas em revelar grandes nomes para a dramaturgia brasileira, há algumas exceções, e uma delas foi Homero de Souza Campos, um dos grandes nomes da musica sertaneja.

Bem antes de tornar-se o “Ranchinho”, Homero atendia por outro pseudônimo, o de “Nhô Pinta” – uma alusão a “pinta” que tinha do lado direito do rosto – com o qual em 1950, se junta a “Bolinha” (Euclydes Pereira Rangel) e “Cosmorama” para formarem o “Trio Mineiro”, fazendo parte do elenco fixo da Rádio Piratininga de São Paulo.

Em 1956, ouve mudanças no trio com a saída de “Bolinha” e “Cosmorama”, substituídos por “Mariano da Silva” e “Robertinho do Acordeon”. Nesse período apresentaram-se nos programas “Festa na roça”, na Rádio Tupi e “Alvorada cabocla”, na Rádio Nacional, ambas de São Paulo. Apresentavam-se também em circos e chegaram a gravar – em ambas as duas formações – um total de 12 discos 78 RPM. O trio se desfez em 1957.

E só para esclarecer, em 1959 surge outro “Trio Mineiro”, sem ligação alguma com as duas formações anteriores, formado por “Mineirinho”, “Hernandez” e “Goia”.

Com o fim do trio, segue na estrada cantando e se apresentando ainda como “Nhô Pinta”, ora nos rádios, ora nos circos. Nesse meio conhece Amacio Mazzaropi, que estava fazendo uma temporada de shows por varias cidades do interior, para terminar a produção de seu primeiro filme autoproduzido. Se tornam amigos, e pouco tempo depois, Homero aparece como seu motorista e companheiro em suas apresentações, começando assim uma nova etapa em sua carreira artística.

No dia 03 de maio de 1959, Homero dirigia uma perua de placa 4-36-09, com a qual levava Mazzaropi a São Caetano, a fim de verificarem a frequência nas salas que exibiam a película de “CHOFER DE PRAÇA” – primeira produção da PAM Filmes – que havia sido lançada três semanas atrás nos cinemas de São Paulo. Tudo corria bem, até que na confluência das avenidas “Quarto Centenário” e “Republica do Líbano”, próximo ao Parque do Ibirapuera, o automóvel foi atingido por um Fusca que vinha em sentido transversal e em grande velocidade, guiado por Aldo Valente.

Mazzaropi foi o único a se ferir no acidente, pois não estava usando o cinto de segurança, tendo sido arremessado a distancia, e na queda teve fraturas expostas nos dois braços e lesões em varias vertebras. Foi socorrido e levado ao Hospital das Clinicas, sendo transferido em seguida ao Hospital Santa Catarina, onde passou por duas cirurgias, uma na espinha e outra nos braços, permanecendo internado.

Após passado o grande susto do acidente, Homero recebe um convite especial de Mazzaropi, que já recuperado, prepara-se para começar as filmagens de um novo filme. O convite é para fazer parte do elenco de Jeca Tatu (1959), no qual recebe uma espécie de homenagem, ao aparecer como o motorista de carro de aluguel, que leva o Jeca (já na cidade grande) até a mansão do Deputado, causando a maior confusão na hora de pagar a corrida. Este é seu único trabalho no cinema, e também o único em que aparece usando seu nome de batismo.

Na década de 60, Homero conhece o cantor e humorista Murilo Alvarenga (1912-1978), que ao lado de Diésis dos Anjos Gaia (1913-1991), formava a famosa dupla caipira “ALVARENGA E RANCHINHO”, conhecida nacionalmente por suas músicas cômicas e paródias. Desde a formação original da dupla, em 1933, Diésis se fez ausente várias vezes, chegando a ser substituído por Delamare de Abreu (1920), irmão por parte de mãe de Murilo, e que também adotava o nome de “Ranchinho”. Até que em 1965 depois de tantas “idas e voltas”, Diésis abandona de vez a dupla, e acaba sendo substituído definitivamente, desta vez por Homero, que passa ser o novo “Ranchinho”.

A nova dupla segue fazendo sucesso, se apresentando com certa frequência em programas de TV, até o inicio da década de 70, quando passam a se apresentar quase que exclusivamente em turnês pelo interior do país. Em 1973, gravam pela RCA aquele que viria ser o último LP da dupla, intitulado de “Os Milionários do Riso”. Homero foi o “Ranchinho” que mais tempo ficou ao lado de Murilo Alvarenga, permanecendo desde 1965 até a morte do mesmo, ocorrida em 18 de janeiro de 1978. Os três “Ranchinhos” estiveram presentes no velório de “Alvarenga”.

Homero de Souza Campos faleceu no dia 31 de julho de 1997, vitima de Câncer de Pulmão, tendo sido sepultado no dia seguinte, 01/08 em Guarulhos (SP).

Filmografia

1959 :: Jeca Tatu …. Taxista

Bibliografia

Livros:

Internet:

BLOG TROUPE MAZZAROPI. Homero de Souza Campos. Disponível no endereço: http://troupemazzaropi.blogspot.com.br/2015/08/homero-de-souza-campos.html
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Homero de Souza Campos. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/

História do Cinema Brasileiro

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