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José Carlos Avellar (1936-2016)

Biografia

José Carlos Avellar foi um importante cineasta, crítico de cinema, diretor de fotografia, pensador, professor de cinema, curador e gestor público brasileiro nascido na cidade do Rio de Janeiro no dia 15 de dezembro de 1936. Formado em jornalismo, por mais de 20 anos foi crítico de cinema do Jornal do Brasil.

Nos anos 1960 e 1970, José Carlos Avellar também exerceu várias funções como cineasta. Estreou na direção com o curta experimental Trailer (4 min, 1965), e co-dirigiu dois filmes coletivos: Destruição Cerebral (25 min, 1977), com Nick Zarvos e Joatan Vilela; e Viver é uma festa (14 min, 1972) com Tereza Jorge, Isso Milan, Manfredo Caldas e Alvaro Freire.

Foi diretor de fotografia do média Manhã Cinzenta (1969) de Olney São Paulo; e do longa Triste Trópico (1974), de Arthur Omar. Produziu o documentário Passe Livre (1974), de Oswaldo Caldeira e montou Ião (1976), de Geraldo Sarno.

Foi Membro fundador da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) e secretário para a América Latina da FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema), Avellar foi ainda consultor de vários festivais internacionais como o de Berlim, San Sebastián e Montreal. Dedica grande parte de sua vida à administração cultural do cinema brasileiro. Por suas atividades cinematográficas, recebe, em dezembro de 2006, a condecoração de Chevalier des Arts et Lettres, conferida pelo governo francês, através do Cônsul-Geral da França no Rio de Janeiro.

Atuou como representante do Festival de Berlim no Brasil, além de compor, por diversas vezes, os júris nos Festivais de Cannes e de Veneza.

Como gestor público, foi diretor cultural da Embrafilme, vice-diretor da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), diretor presidente da Riofilme. Desde 2008, era curador do Instituto Moreira Salles (IMS).

Autor de vários livros, entre eles O Chão da Palavra: cinema e literatura no Brasil (1994) e A Ponte Clandestina – teorias de cinema na América Latina (1995).

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de março de 2016.

Deixou outros livros publicados, tais como: Glauber Rocha; Deus e o diabo na terra do sol; O cinema dilacerado e Imagem e som, imagem e ação, imaginação.

Filmografia

:: Filmografia como Diretor ::

1965-Trailer (CM) (dir., fot.)
1966-A Força do Mar (CM)
1967-O Velho e o Novo (CM) (cofot.. Carlos Egberto e Fernando Duarte)
1969-Manhã Cinzenta
1971-O Cantor das Multidões (CM)
1972-Feira (CM)
Viver é uma Festa (CM) (dir.,fot., codir. Tereza Jorge, Isso Milan, Manfredo Caldas e Álvaro Freire)
1974-Triste Trópico (cofot. Iso Milman e Arthur Omar)
1975-Espaço Sagrado (CM) (cofot.. João Carlos Horta)
1976-Iaô (cofot.. Geraldo Sarno, João Carlos Horta e Walter Goulart)
1977-Destruição Cerebral (CM) (dir.) (codir.. Carlos Fernando Borges, Joatan Vilela Berbel, Nikolau (Nick) Zarvos e Paulo Chaves Fernandes.

:: Filmografia como Roteirista ::

2016 :: Pitanga – O Filme

:: Filmografia como Ele Mesmo ::

2014 :: Cine Paissandu: histórias de uma geração

Publicações

Livros:

2007: O Chão da Palavra: Cinema e Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
2002: Glauber Rocha. Madrid: Editorial Cátedra, 2002.
1995: A ponte clandestina – teorias de cinema na América Latina. São Paulo, Editora 34, 1995.
1995: Deus e o Diabo na Terra do Sol. Rio de Janeiro, Rocco, 1996.
1986: O Cinema Dilacerado. Rio de Janeiro: Editora Alhambra, 1986.
1982: Imagem e ação, imagem e som, imaginação. São Paulo: Paz e Terra, 1982.

Organização de volumes:

2007: “O Que o Cinema Vê, o que Vemos no Cinema” (ed. Aeroplano, Rio de Janeiro, co-org. Sérgio Sanz)
1999: “O Processo do Cinema Novo”, de Alex Viany (ed. Aeroplano, Rio de Janeiro)
1990: “A forma do filme” e “O sentido do filme”, de Sergei Eisenstein (Editora Jorge Zahar, Rio de Janeiro)

Artigos em obras coletivas:

2008: “Hacer cine – producción audiovisual en América Latina” (org. Eduardo Russo, ed. Paidós, Buenos Aires)
2007: “Toda a vida mais cem anos” em “Ecos do cinema – de Lumière ao digital” (org. Ivana Bentes, ed. da UFRJ, Rio de Janeiro)
2006: “O paraíso do espectador” (e mais 4 textos) em “Cinema Político Italiano – Anos 60 e 70” (org. Alvaro Machado, editora Cosac e Naify, São Paulo)
2005: “Os Anos 70, ainda sob a Tempestade” (org. Adauto Novaes, Editora Europa, Rio de Janeiro)
2004: “Mujeres y cine en América Latina” (org. Patricia Tores San Martín, Universidad de Guadalajara)
2003: “Alle radici del cinema brasiliano” (org. Gian Luigi De Rosa, Università degli Studi di Salerno)
2003: “Cine Documental en América Latina” (org. Paulo Paranaguá, Editora Cátedra, Madrid)
2003: “The Cinema of Latin America” (org. Alberto Elena e Marina Díaz López, Wallflower Press, Londres)
2002: “Julio Bressane” (org. Simona Fina e Roberto Turigliatto, edição do Torino Film Festival, Turim)
2001: “Brasilien in lateinamerikanischen Kontext” (org. Walter Bruno Berg, Max Niemeyer Verlag, Tübingen, Alemanha)
1998: “Cinema Novo and Beyond” (The Museum of Modern Art, Nova York)
1997: “Framing Latin American Cinema” (org. Ann Marie Stock, Minnesota Press, EUA)
1996: “O cinema no século” (org. Ismail Xavier, Editora Imago, Rio de Janeiro)
1995: “El documental como creación” (org. Teresa Toledo, Filmoteca de la Generalitat Valenciana, Valencia)
1995: “Prima e dopo la rivoluzione, dal Cinema Novo al Cinema Marginal” (org. Marco Giusti e Marco Melani, editora Lindau e Festival Internazionale Cinema Giovani, Turim)
1992: “A la decouverte de l’Amerique Latine” (org. Paulo Paranaguá, Cinema du Réel, Centre Georges Pompidou, Paris)
1988: “Latin American Vision” (org. Patricia Aufderheide, International House of Philadelphia, USA)
1987: “Le Cinéma Brésilien” (org. Paulo Pranaguá, Centre Georges Pompidou)
1986: “O bestiário de Chris Marker” (org. Robert Grélier, edição Livros Horizonte, Portugal)
1980: “Anos 70: Cinema” (ed.

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Dicionário de fotógrafos do cinema brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

História do Cinema Brasileiro

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2 comentários sobre “José Carlos Avellar (1936-2016)

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