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Juca de Oliveira

Biografia

FOTO Juca de OliveiraJosé de Oliveira Santos, em arte conhecido como Juca de Oliveira, é um ator e dramaturgo brasileiro nascido na cidade de São Roque (SP) no dia 16 de março de 1935. É um dos grandes atores/autores/diretores brasileiros.

Filho de Antônio de Oliveira Santos, Juca estudou em São Roque e posteriormente se mudou para a capital do estado, onde entrou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Fez também um teste vocacional, em que ficou sabendo que sua inclinação era ser ator. Aquilo o empolgou tanto, que em 1958, aos 22 anos de idade, abandonou o terceiro ano da Faculdade de Direito do Largo São Francisco para se matricular na Escola de Arte Dramática. Não demorou muito para que desistisse de Direito, para se dedicar à profissão de ator. Conheceu ali Aracy Balabanian, Glória Menezes, e vários outros, que seguiram com ele a profissão que escolheram.

Começou então pelo teatro. Entrou logo para o famoso TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde fez inúmeras peças, como: O Semente, O Pagador de Promessas, A Morte do Caixeiro Viajante. Passou para o revolucionário Teatro de Arena onde trabalhou com Augusto Boal, Flávio Império e Paulo José, e ali fez: Eles não Usam Black-tie, O filho do cão, de Gianfrancesco Guarnieri, entre outras.

Na época militava politicamente, era de esquerda comunista, e por isso se auto-exilou na Bolívia.

Na volta, se ligou à TV Tupi de São Paulo. E começou a fazer inúmeros TV de Vanguarda e TV de Comédia, na época dirigidos por Benjamin Cattan. Fez Essa noite se improvisa, Em moeda corrente do país, tendo como parceira Vida Alves. Estreou na novela Quando o Amor é Mais Forte (1964) e, depois, aconteceu o sucesso extraordinário da novela Nino, o Italianinho (1969), de Geraldo Vietri, e A Fábrica (1971).

Na década de 1960, dedicou-se quase que totalmente ao teatro, ao participar de mais de 40 peças. Em 1968/1969, ganhou todos os prêmios de interpretação, por sua atuação nas peças Dois na Gongorra, A Cozinha e A Morte do Caixeiro Viajante.

Construiu uma marcante carreira na televisão, contratado pela TV Globo, atuando em O Semideus (1973), Fogo sobre Terra (1974) e Espelho Mágico (1977). No SBT, fez As Pupilas do Senhor Reitor (1996) e, de volta à TV Globo, Torre de Babel (1998), O Clone (2001) e as minisséries Mad Maria (2005), como Stephan Collier; Amazônia: de Galvez a Chico Mendes (2007), como José de Carvalho; e Queridos Amigos (2009), como Alberto; entre outras produções e especiais.

Embora não tenha nenhuma dificuldade em atuar no cinema e na televisão, nunca escondeu sua preferência pelo teatro, acumulando mais de sessenta peças como ator, quase sempre no papel central, aquele que dá a linha-mestra à história encenada. Em 1984, encarnou o personagem Sérgio na peça De braços abertos, de Maria Adelaide Amaral. Faz sucesso em 1998 com a peça Caixa Dois, texto de sua autoria.

Passou para a Rede Globo e recebeu consagração nacional, como um dos maiores atores do Brasil. Jamais, porém, deixou de fazer teatro, sua grande paixão. Montou companhia própria e aí descobriu sua outra grande vocação, a de autor teatral. As casas estiveram sempre lotadas, quando Juca de Oliveira montou Meno Male, Hotel Paradiso, Caixa Dois. Essas são comédias, o que não era esperado, pois como ator, Juca é dramático.

Estreou no cinema em 1967 no filme O Caso dos Irmãos Naves. Destacam-se em sua filmografia O Jogo da Vida e da Morte (1971); A Mulher, a Serpente e a Flor (1983); Bufo & Spallanzani (2001), O Signo da Cidade (2007), entre outros.

Na televisão, deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em Saramandaia, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole. Mais recentemente, em 2002 também ganhou bastante destaque em O Clone, na pele do cientista Augusto Albieri.

Em 2012, após anos ganhou grande destaque em novelas como o cruel vilão Santiago Moreira, que parecia bem intencionado no início da trama ao ponto que a máscara caiu e no final todos descobriram que ele era o pai e mentor da vilã Carminha (Adriana Esteves) na novela Avenida Brasil de João Emanuel Carneiro.

Em 2013, dá vida a Samuel Schnaider em Flor do Caribe, de Walther Negrão. Seu personagem é um pobre senhor judeu que viveu na Europa na época do nazismo e que por isso vive traumatizado e atormentado com sombras do passado.

Nas 60 peças em que atuou como ator, fez quase sempre o papel central, aquele que dá a linha mestra à história encenada, e que por isso sempre são os personagens mais pesados. Casou-se por duas vezes, na primeira com a atriz Cláudia Mello e na segunda, em 1986, com Maria Luiza, com quem tem uma filha, Isabel, que é fazendeira, cantora e estudou biologia. Juca de Oliveira diz que adora a tribo artística, que pode ser estigmatizada, como ele diz, mas à qual tem muito orgulho de pertencer. E agora está pensando em entrar na sua essência caipira, e a transportar para o teatro.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

2017 :: Anjos das Marquises (CM)
2015 :: De onde eu te vejo
2007 :: O Signo da Cidade
2004 :: Onde Anda Você?
2001 :: Bufo & Spallanzani
1999 :: Outras Estórias
1983 :: A Mulher Serpente e a Flor (O Orgasmo da Serpente)
1982 :: Deu Veado na Cabeça
1982 :: Perdida em Sodoma
1976 :: À Flor da Pele …. Marcelo Fonseca
1973 :: A Gaiola de Ouro (CM) …. Narração
1971 :: Jogo da Vida e da Morte
1967 :: O Caso dos Irmãos Naves

:: Filmografia como Roteirista ::

2007 :: Caixa Dois

:: Filmografia como Ele Mesmo ::

2015 :: Vilanova Artigas, o Arquiteto e a Luz

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Juca de Oliveira. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/juca-de-oliveira/

História do Cinema Brasileiro

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2 comentários sobre “Juca de Oliveira

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