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Juliana do Amor Perdido (1968)

Sinopse

POSTER Juliana do Amor PerdidoO apito de um trem de carga vem mexer com a lembrança e a consciência dos pescadores do litoral. Um estrangeiro, comerciante e proprietário da ilha, mantém os pescadores escravizados, os controla alimentando seus misticismos, induzindo seu velho líder de uma aldeia de pescadores a fazer de sua bela filha, Juliana, tida como santa em toda a região. Corrompe seu pai, obrigando-o a manter a santidade da filha.

Ela não acredita, mas mantém a santidade para escapar ao assédio dos homens da aldeia, indo buscar uma esperança, na beira da estrada, acenando para Faísca, o maquinista do trem. Nasce entre eles um romance, descoberto e proibido pelo pai, que resulta em fuga, durante a qual se fazem amantes.

Com isto mantém a comunidade presa à crença e ao trabalho escravo. Insatisfeita com a farsa que é obrigada a desempenhar ela foge com o maquinista do trem que passa próximo à aldeia mas é capturada de volta. Juliana é capturada e enclausurada, na volta, ultrajada pela incestuosidade do pai e a perda da santidade.

O estrangeiro propõe uma nova santa a um novo líder visando continuar o processo de escravidão. Juliana consegue escapar, mas é perseguida pelos pescadores; vai buscar o trem e é atropelada por ele durante a fuga. A aldeia passa a se martirizar todos os dias com o lamento do apito do trem, acionado pelo maquinista inconformado com sua morte.

Elenco

Maria do Rosário Nascimento Silva …. Juliana
Antonio Pitanga …. Jibóia
Francesco di Franco …. Faísca
Macedo Neto (Silva)
Ripoli Filho, Líbero (Moisés)
Napoleão, Reinuncio (Traíra)
Pôrto, Flávio (Louco)
Ferreira, Roberto (Chefe do trem)
Coleto, Mirian Del
Barros, Walderez de

Participação Especial:
Ítala Nandi …. Mãe de Juliana

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Juliana do Amor Perdido (1968) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Sérgio Ricardo
Argumento: Sérgio Ricardo
Roteiro: Roberto Santos e Sérgio Ricardo
Diálogos: Sérgio Ricardo
Assistência de direção: Barone, Enzo; Porto, Flávio
Continuidade: Maria, Silvia
Produção: Jorge Ileli
Direção de produção: Franco, Francisco di; Conci, Edmundo
Assistência de produção: Godoy, Jair Luis; Faria, Armando de Jesus
Anunciante: Franco, Francisco di
Gerente de produção: Conci, Edmundo
Direção de Fotografia: Dib Lutfi
Câmera: Dib Lutfi
Assistência de câmera: Icó, Raimundo; Noel, Rogério
Fotografia de cena: Kinjo, Yasuo
Eletricista: Faria, Antonio; Rubinho
Direção de som: Nanni, Raul; Vitale, Antônio
Montagem: Renoldi, Sylvio
Figurinos: Cruz, Carmélio
Guarda-roupa: Cidinha
Cenografia: Cruz, Carmélio
Consultoria de cor: Cruz, Carmélio
Vestuário: Cruz, Carmélio
Música: Sérgio Ricardo
Direção musical: Oliveira, Luis Roberto
Companhia(s) produtora(s): Entrefilmes | Brascontinental
Companhia(s) produtora(s) associada(s): Companhia Cinematográfica Vera Cruz ! Unifilm Cinematográfica
Companhia(s) distribuidora(s): Metro Goldwyn Mayer do Brasil

Dados adicionais de música
Intérprete(s): Coutinho, Vera Regina; Trio Marayá; Ricardo, Sérgio; Conjunto Folclórico e Coro da Academia de Lecco

Prêmios

:: Melhor fotografia colorida para Dib Lutfi; Terceiro lugar no Doze melhores filmes do ano e Prêmio Coruja de Ouro, 1970, do INC – Instituto Nacional de Cinema.
:: Melhor revelação para Franco, Francisco di; Melhor argumento para Ricardo, Sérgio e Melhor fotografia para Dib Lutfi no 1º Festival de Santos, 1970, SP.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
Guia de Filmes, 28
CB/Recorte Documentação, P. 618/17; P. 618/18 e P. 618/19
ALSN/DFB-LM

Fontes consultadas:
ACPJ/II
SCP/HICB

Observações:
Guia de Filmes 28 informa tratar-se do segundo longa-metragem dirigido por Sérgio Ricardo; e que o filme foi exibido como hors concours no Festival de Berlim de 1970.
ACPJ/II informa que o filme foi produzido no Rio de Janeiro e indica ainda: Vera Cruz como produtora associada; produção executiva de Edmundo Conci e Antonio Vitali como assistente de sonografia.
CB/Recorte Documentação, P. 618/17, inclui Zé Coió no elenco.
CB/Recorte Documentação, P. 618/18, informa que Míriam Mehler dublou , a personagem título Juliana.
CB/Recorte Documentação, P. 618/19, indica a distribuição da Premiére; o título original O ROMANCE DE SANTA JULIANA incluindo uma observação onde a cena de amor no vagão de carga foi quase toda eliminada por exigência da Censura.
ALSN/DFB-LM indica companhia produtora Unifilme Cinematográfica.

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