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Leona Cavalli

Alleyona Canedo da Silva, em arte conhecida como Leona Cavalli, é uma atriz brasileira nascida na cidade de Rosário do Sul (RS) no dia 06 de novembro de 1969.

Sua cidade natal é banhada pelo rio Santa Maria, com uma linda praia chamada Praia das Areias Brancas.

Seu pai chama-se Alsom Pereira da Silva, é político, advogado, e poeta por vocação; minha mãe chama-se Sirley Nobre Canedo, é professora e amante da moda e da beleza. Tem três irmãos, Alleysom, Brenda, e Anelise. Ao nascer, Leona Cavalli recebeu o nome de Alleyona Canedo da Silva, sua mãe queria que fosse Leona, mas seu pai achou o nome muito forte para um bebê e resolveu adaptá-lo; atualmente uso o nome de Leona por ser mais simples… Cavalli vem dos meus padrinhos, Luíz e Helena.

Sua infância foi junto à natureza, brincando pelos campos gaúchos, onde aprendeu a correr a cavalo, subir em árvores, nadar e a praticar muitos outros esportes.

Com seu pai, que foi prefeito de Rosário do Sul por duas vezes, aprendeu desde cedo a conviver com muita gente, subindo em palanques, frequentando comícios, sem se incomodar em ser filha de uma pessoa com vida pública. Com sua mãe, que sempre foi muito independente, aprendeu a tomar decisões sozinha, a gostar da beleza e amar a liberdade.

Aos dez anos, Leona Cavalli já viajava, tinha namorados, idéias próprias, e queria ser atriz. Fez sua estreia no teatro aos seis anos de idade, numa peça em que era mãe de um peixinho, mas a família era contra. Segundo o website oficial da atriz, Leona Cavalli afirma ter sido uma adolescente rebelde. Aos quatorze anos, quando todas as minhas amigas faziam planos para as festas de quinze anos e para o baile de debutantes, ela viajava para o Rio de Janeiro, onde assistiu sua primeira grande peça, A Divina Sarah, com Tônia Carrero, e, consecutivamente, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, As Lágrimas amargas de Petra Von Kant, com Fernanda Montenegro e Renata Sorrah, e Brincando em cima daquilo, com Marília Pera.

A vontade de ser atriz fervia. Decidiu então que devia começar sua carreira logo. Porém, seu pai não permitia que ela fosse morar em Porto Alegre.

No ano seguinte, aos quinze anos, depois de renunciar à festa e ao baile de debutantes, vai para Londres, onde assistiu um espetáculo chamado Motim, que confirma nela a vontade de ser atriz e volta ao Brasil decidida. Depois da peça, ligou para seu pai e disse-lhe que ficaria morando em Londres, e que desejava ser atriz. Ele ficou alucinado. Leona Cavalli disse que só voltaria para o Brasil se fosse para morar em Porto Alegre e fazer teatro. E conseguiu.

Assim que chegou, começou a fazer um curso de teatro com um ator de São Paulo, que estava em temporada em Porto Alegre na Companhia do Paulo Autran, com a peça TARTUFO, José Barbosa Costa. Como finalização do curso fez A Valsa n° 6, de Nelson Rodrigues, sua estréia profissional no teatro, com 16 anos. Era um monólogo e durante os ensaios começamos a namorar. Foi um tempo em que se alimentava de tudo o que queria ser, vendo muitos filmes, lendo livros e textos, conhecendo novos autores, indo a shows.

Leona Cavalli entrou no curso de Artes Cênicas, na UFRGS, e, paralelamente, no curso de direito na PUC-RS, uma exigência do pai. Até que chegou um momento em que não aguentava mais só estudar teatro, ela queria fazer. Decidiu então largar tudo: namorado, faculdades, pais e amigos… e veio para São Paulo.

Chegou em São Paulo de carro, no dia 10 de janeiro de 1990. Sua irmã Brenda, que sempre lhe incentivou, veio junto e logo depois retornou, deixando Leona Cavalli no apartamento de um amigo, Tochio Shimada, que era a única pessoa que ela conhecia em São Paulo. Dias depois, ele foi morar no Japão, deixando-lhe o seu apartamento alugado para ela, pago com o apoio financeiro do pai.

Leona Cavalli ficou longe da família, mas descobriu São Paulo, em sua abundante diversidade de raças, linguagens e hábitos, o que lhe seduziu completamente. Entrou para a escola de teatro da PUC-SP, marcando sua estreia com a peça O Homem e o Cavalo, de Oswald de Andrade, com direção de Pablo Moreira e Carlos Gardin. Logo depois, fez o curso de atuação de Míriam Muniz, com quem trabalhei o grande escritor Garcia Lorca. Fez uma leitura com o ator Pascoal da Conceição, que lhe chamou para fazer A Farsa de Inês Pereira e O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, com sua direção, substituindo a atriz que fazia a Inês, que estava grávida. Fizeram espetáculos nos mais diversos lugares, 3 a 4 sessões ao dia, durante mais de um ano, com um público atuante e sedento, que na sua maioria nunca tinha visto teatro. Se gostavam, aplaudiam delirantemente, se não, vaiavam da mesma forma. Assim, Leona Cavalli adquiriu experiência de palco e começou a receber pelo meu trabalho.

Nessa época, Leona Cavalli e Pascoal, fizeram uma oficina com o diretor Zé Celso Martinez Corrêa na Casa de Cultura de Santo Amaro. O texto era As Troianas, de Eurípedes. Leona Cavalli queria fazer o papel de Cassandra, mas a atriz que fazia Hécuba – a matriarca – não pôde mais ir e Zé Celso lhe perguntou: “Você decora Hécuba para amanhã?” Leona Cavalli fez o ensaio geral e no dia seguinte apresentamos. No final, Zé lhe chamou para fazer “HAM – LET” que ele estava montando para reinaugurar o Teatro Oficina. E assim, começou uma carreira de grandes desafios, que se amplia diariamente, exigindo de Leona Cavalli uma entrega cada vez maior, para que os obstáculos possam ser superados, as vitórias reveladas e as alegrias vividas.

Em 1996, ainda como Alleyona, estreou no cinema em Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral, e surpreendeu por sua desenvoltura, num difícil papel de mulher torturada. A partir daí, passou a ser bastante requisitada no cinema, chegando ao auge em Amarelo Manga, de Cláudio Assis.

Atriz de muitas qualidades, teve um inicio de carreira no teatro e cinema, mas depois rendeu-se finalmente à televisão.

Estreou na televisão em 2002 em um episódio do programa Os Normais. Participou, em 2003, de um episódio de A Grande Família, até estrear sua primeira novela, Da Cor do Pecado, em 2004. Alcançou o sucesso em Belíssima, como Valdete Pereira. Depois, fez pequenas atuações em Bang Bang (2006) e Pé na Jaca (2006), além de participar da minissérie Amazônia: de Galvez a Chico Mendes, como Justine, em 2007 Duas Caras no papel de Dália e Negócio da China (2009) como Maralanis.

Filmografia

2013 :: Anna K.
2013 :: Casa da Mãe Joana 2
2010 :: Aparecida – O Milagre
2009 :: Os Inquilinos
2006 :: Antonia
2005 :: Cafundó
2004 :: Quanto vale ou é por quilo?
2004 :: Capital Circulante (CM)
2004 :: Olga
2004 :: Contra Todos
2003 :: Desequilíbrio (CM)
2002 :: Carandiru
2002 :: Amarelo Manga
2001 :: Ilha (CM)
2000 :: Através da Janela
1997 :: O Trabalho dos Homens (CM)
1996 :: Um Céu de Estrelas

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

BALLERINI, Franthiesco. Cinema Brasileiro no Século 21. São Paulo: Summus Editorial, 2012.
SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Leona Cavalli. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/leona-cavalli/
LEONA CAVALLI – SITE OFICIAL. Disponível no endereço: http://www.leonacavalli.com.br

História do Cinema Brasileiro

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2 comentários sobre “Leona Cavalli

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