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Linda Batista (1919-1988)

Biografia

Florinda Grandino de Oliveira, em arte conhecida como Linda Batista, é uma cantora brasileira nascida em São Paulo (SP) no dia 14 de junho de 1919.

Filha do famoso ventríloquo carioca João Batista de Oliveira Júnior, ou Batista Júnior, como era conhecido, por exigência da avó, que era paulista e muito supersticiosa, estudou nos melhores colégios religiosos do Rio de Janeiro. Aos dez anos, contaminada pela música, ganha um violão do pai e logo compõe uma canção.

Dois anos depois, já acompanhava a irmã Dircinha Batista, em apresentações na Casa do Estudante. Aos treze, acompanhada da irmã, canta nos programas de auditório das rádios Philips, Sociedade, Cruzeiro do Sul e Cajuti, ao lado de Francisco Alves. Foi eleita, pela primeira vez, Rainha do Rádio em 1937, título que manteve durante onze anos consecutivos.

A partir dessa época, sucedem-se shows por todo o Pais, a participação em filmes e a gravação de discos. Ainda em 1937, casou-se com Paulo Bandeira, mas a união só dura seis meses. Em 1938, inaugurou o Cassino da Ilha Porchat, onde permanece por seis meses com sucesso absoluto.

De volta ao Rio, trabalhou no Cassino da Urca, até seu fechamento em 1945. Estreou no cinema em 1936, no filme Alô, Alô, Carnaval. Durante vinte anos, entre 1940 e 1960, é uma das maiores artistas da gravadora RCA, que lhe organiza vitoriosas excursões ao exterior. Sua decadência começou após o golpe militar de 1964 e com o advento da Jovem Guarda.

Infelizmente, Linda Batista não soube, como tantos outros, explorar seus tempos de glória e morreu esquecida e na miséria, aos 68 anos de idade, no Rio de Janeiro (RJ) no dia 18 de abril de 1988.

Filmografia

Filmografia: 1936 – Alô, Alô, Carnaval; 1938 – Banana da Terra; Maridinho de Luxo; 1940 – Céu Azul; 1942 – Its All True (inacabado); 1943 – Samba em Berlim; 1944 – Tristezas não Pagam Dívidas; Abacaxi Azul; Berlim da Batucada; 1945 – Não Adianta Chorar; 1946 – Caídos do Céu; 1948 – Esta é Fina; Fogo na Canjica; Pra Lá de Boa; Folias Cariocas; 1949 – Eu Quero é Movimento; Não me Digas Adeus (No me Digas Adiós) (Brasil/Argenti na); 1950 – Aguenta Firme, Isidoro; Um Beijo Roubado (Noites de Copacabana); 1952 – Está com Tudo; É Fogo na Roupa; Tudo Azul; 1954 – Carnaval em Caxias; O Petróleo é Nosso; 1955 – Car-naval em Marte; 1956 – Depois eu Conto; Tira a Mão Daí; 1957 – Meti do a Bacana; 1958 – É de Chuá!; 1959 – Mulheres à Vista; 1960 – Virou Bagunça; Entrei de Gaiato.

1952 :: É Fogo na Roupa!

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Linda Batista. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/linda-batista/

História do Cinema Brasileiro

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