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LIVRO – A cor da vida

Sinopse

George Jonas lutou na Hungria, como partisan, contra os nazistas. Terminada a guerra, fugiu das tropas comunistas para a Itália. Lá, estabeleceu-se e teve domicílio por algum tempo nas ruínas do Coliseu. Nas ruínas da Europa do pós-guerra, vagueou por algum tempo e estudou Química na Alemanha. Resolveu então tentar a vida na América Latina, na Bolívia.

Quando chegou ao Brasil? “Não se sabe“, diz ele, com seu sotaque húngaro praticamente intacto depois de tantos anos. Ele se perdeu nas selvas da Bolívia no fim de um ano e foi localizado no início do outro ano às margens do rio Guaporé, no Brasil.

Ficou por aqui, e fundou duas empresas de grande sucesso: a Líder, o primeiro laboratório cinematográfico do país, e a Espiral, produtora de filmes e audiovisuais, um marco no mercado publicitário brasileiro.

Produziu o filme A Compadecida, baseado na obra de Ariano Suassuna, com Regina Duarte e Zózimo Bulbul. Conseguiu o milagre de desagradar a todos: ao regime militar (que proibiu o filme) e a uma ala da Igreja Católica, que não se conformavam com um Cristo negro; à esquerda que fazia oposição aos militares, reunida no Cinema Novo, porque Cinema Novo A Compadecida não era.

Este é um breve perfil de George Jonas, o húngaro mais brasileiro do Brasil, judeu pela Lei judaica, como filho de mãe judia, e orgulhoso de sua origem. Na próxima quinta-feira, lança A Cor da Vida, o livro contando todas as histórias aqui lembradas e muitas outras mais. Quem esteve no lançamento teve a oportunidade de levar o DVD com A Compadecida, o filme que esquerda e direita abominaram. E poderá, lendo uma despretensiosa autobiografia, lançada pela Editora de Cultura, acompanhar a história de nossos tempos, da Segunda Guerra até hoje.

História do Cinema Brasileiro

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