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LIVRO – Paulo Hesse: a vida fez de mim um livro e eu não sei ler

Sinopse

Libertário, político, contestador e rebelde. Estes são alguns dos adjetivos que usa a jornalista Eliana Pace para descrever o biografado Paulo Hesse. Também é descrito com um homem bom, um dos profissionais mais estimados do teatro paulista, é ótimo no que faz, pelo crítico Jefferson Del Rios. O próprio Paulo escolheu o título bem-humorado da biografia: A Vida Fez de Mim um Livro e Eu Não Sei Ler.

Autor

Eliana Pace é jornalista e profissional de relações públicas, com vivência em jornais, emissoras de rádio e agências de publicidade. Desde 1985 dirige a Pace Consultoria em Comunicação, voltada para a prestação de serviços de Assessoria de Imprensa, Relações Públicas, Planejamento e Organização de Eventos.

Eliana Pace integra O Grupo Contares, formado por profissionais que atuam nas mais diversas áreas e que tem em comum o prazer de escrever. O grupo tem três livros de contos publicados: Contares (1996), Outros Contares (1999) e Contares Conta o Natal (2000). Um de seus trabalhos faz parte do livro As Crônicas dos Anjos de Prata (2001). Busca, como jornalista ou como contista, o que as duas formas de expressão têm de mais belo: a verdade e a transparência.

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Dados Técnicos

Título: Paulo Hesse: a vida fez de mim um livro e eu não sei ler
Coleção: Coleção Aplauso – Perfil
Autor: Eliana Pace
Editora: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
Ano da Edição: 2010
Especificações: Brochura | Dimensões 12 cm x 18 cm | 448 páginas
ISBN: 9788570608468

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Coleção

A Coleção Aplauso, concebida pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, visa resgatar a memória da cultura nacional, biografando atores, atrizes e diretores que compõem a cena brasileira nas áreas de cinema, teatro e televisão. Foram selecionados escritores com largo currículo em jornalismo culturalparaesse trabalho em que a história cênica e audiovisual brasileiras vem sendo reconstituída de maneira singular. Em entrevistas e encontros sucessivos estreita-se o contato entre biógrafos e biografados. Arquivos de documentos e imagens são pesquisados, e o universo que se reconstitui a partir do cotidiano e do fazer dessas personalidades permite reconstruir sua trajetória.

A decisão sobre o depoimento de cada um na primeira pessoa mantém o aspecto de tradição oral dos relatos, tornando o texto coloquial, como seo biografado falasse diretamente ao leitor.

Um aspecto importante da Coleção é que os resultados obtidos ultrapassam simples registros biográficos, revelando ao leitor facetas que também caracterizam o artista e seu ofício. Biógrafo e biografado se colocaram em reflexões que se estenderam sobre a formação intelectual e ideológica do artista, contextualizada na história brasileira.

São inúmeros os artistas a apontar o importante papel que tiveram os livros e a leitura em sua vida, deixando transparecer a firmeza do pensamento crítico ou denunciando preconceitos seculares que atrasaram e continuam atrasando nosso país. Muitos mostraram a importância para a sua formação terem atuado tanto no teatro quanto no cinema e na televisão, adquirindo, linguagens diferenciadas – analisando-as com suas particularidades.

Muitos títulos exploram o universo íntimo e psicológico do artista, revelando as circunstâncias que o conduziram à arte, como se abrigasse em si mesmo desde sempre, a complexidade dos personagens.

São livros que, além de atrair o grande público, interessarão igualmente aos estudiosos das artes cênicas, pois na Coleção Aplauso foi discutido o processo de criação que concerne ao teatro, ao cinema e à televisão. Foram abordadas a construção dos personagens, a análise, a história, a importância e a atualidade de alguns deles. Também foram examinados o relacionamento dos artistas com seus pares e diretores, os processos e as possibilidades de correção de erros no exercício do teatro e do cinema, a diferença entre esses veículos e a expressão de suas linguagens.

Se algum fator específico conduziu ao sucesso da Coleção Aplauso – e merece ser destacado –, é o interesse do leitor brasileiro em conhecer o percurso cultural de seu país.

À Imprensa Oficial e sua equipe coube reunir um bom time de jornalistas, organizar com eficácia a pesquisa documental e iconográfica e contar com a disposição e o empenho dos artistas, diretores, dramaturgos e roteiristas. Com a Coleção em curso, configurada e com identidade consolidada, constatamos que os sortilégios que envolvem palco, cenas, coxias, sets de filmagem, textos, imagens e palavras conjugados, e todos esses seres especiais – que neste universo transitam, transmutam e vivem – também nos tomaram e sensibilizaram.

É esse material cultural e de reflexão que pode ser agora compartilhado com os leitores de todo o Brasil.

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