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LIVRO – Tônia Carrero: movida pela paixão

Sinopse

Tônia Carrero, movida pela paixão é um livro escrito pela jornalista Tânia Carvalho, para a Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com a proposta de resgatar e preservar a memória cultural brasileira, apresenta uma de nossas mais consagradas atrizes, em momentos marcantes de sua carreira e de sua vida.

O livro homenageia Tônia Carrero, uma mulher que sempre surpreendeu pelo seu talento, presença cênica e elegância de uma verdadeira diva.

Olhos azuis, cachinhos dourados, jeito de princesa. A mãe desde cedo notou: Mariinha não tirava uma foto natural. Em todas, fazia pose. Se desde pequena já seria possível adivinhar a vocação da menina, a feição angelical disfarçava a mulher de fibra, grandes vontades e decidida em que se transformaria algumas décadas depois. Era, desde sempre, Movida pela paixão, como o título do livro que traça o perfil de Maria Antonietta Portocarrero, ou simplesmente Tônia Carrero, como se tornaria conhecida do grande público. A obra, escrita pela jornalista Tania Carvalho, faz parte da Coleção Aplauso Especial, produzida em grande formato e papel especial, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Tônia Carrero nasceu em 23 de agosto de 1922. Era filha de militar e de mãe severa. Com uma combinação de “arrojo, inquietude e força”, como diz sua biógrafa, ela venceu todas as dificuldades que uma mulher de sua geração e com sua origem, que pretendia ser atriz, encontrava pela frente. Na época de normalista, já sonhava com Hollywood, e pensava em Paris quando passeava na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Aos 17 anos, a primeira rebeldia: casa-se com o jovem Carlos Arthur Thiré, artista plástico cinco anos mais velho, filho de pais desquitados. Dois anos depois, nasce o filho Cecil Thiré, que se tornaria mais tarde ator e diretor de sucesso, pai de seus netos.

Com Autran e Celi, revolucionaria o teatro brasileiro das décadas de 50 e 60 com montagens elogiadas de autores clássicos como Shakespeare, Pirandello e Ibsen, e de vanguarda como Sartre. Na TV, o grande público a conhece por novelas como “Pigmalião” (1970) – quando exibiu um corte de cabelo que virou moda e recebeu na época o mesmo nome da novela –, “Água Viva” (1980), “Louco Amor” (1983) e “Sassaricando” (1987). No cinema, a participação foi menos constante, mas fez trabalhos importantes como “É proibido beijar” (1957), de Ugo Lombardi, e “A bela Palomera” (1988), de Ruy Guerra. Sobretudo, em todos os momentos foi movida pela paixão. “Tudo na minha vida aconteceu em decorrência de paixões. Sempre quis viver longe da racionalidade. A paixão me empurrou, me fez fazer coisas e por isso não me arrependo de nada”, diz a atriz.

A biógrafa conta que teve toda colaboração da atriz na hora de aprontar o livro. Tônia foi incansável em remexer em seus arquivos, contar histórias, procurar material de texto. Todas as vezes que nos encontramos em sua casa no Jardim Botânico, onde viveu as últimas décadas e se preparava para mudar e começar uma vida nova no Leblon, Tônia foi de uma gentileza enorme, mesmo quando já estava cansada de tanto puxar pela memória ou mesmo de remexer nas gavetas em busca das melhores fotos, explica Tania Carvalho.

Dados Técnicos

Título: Tônia Carrero: movida pela paixão
Coleção: Coleção Aplauso – Série Especial
Autor: Tania Carvalho
Editora: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
Especificações: Brochura | Dimensões 23 cm x 31 cm | 276 páginas
Ano da Edição: 2009
ISBN: 9788570606884

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Coleção

A Coleção Aplauso, concebida pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, visa resgatar a memória da cultura nacional, biografando atores, atrizes e diretores que compõem a cena brasileira nas áreas de cinema, teatro e televisão. Foram selecionados escritores com largo currículo em jornalismo culturalparaesse trabalho em que a história cênica e audiovisual brasileiras vem sendo reconstituída de maneira singular. Em entrevistas e encontros sucessivos estreita-se o contato entre biógrafos e biografados. Arquivos de documentos e imagens são pesquisados, e o universo que se reconstitui a partir do cotidiano e do fazer dessas personalidades permite reconstruir sua trajetória.

A decisão sobre o depoimento de cada um na primeira pessoa mantém o aspecto de tradição oral dos relatos, tornando o texto coloquial, como seo biografado falasse diretamente ao leitor.

Um aspecto importante da Coleção é que os resultados obtidos ultrapassam simples registros biográficos, revelando ao leitor facetas que também caracterizam o artista e seu ofício. Biógrafo e biografado se colocaram em reflexões que se estenderam sobre a formação intelectual e ideológica do artista, contextualizada na história brasileira.

São inúmeros os artistas a apontar o importante papel que tiveram os livros e a leitura em sua vida, deixando transparecer a firmeza do pensamento crítico ou denunciando preconceitos seculares que atrasaram e continuam atrasando nosso país. Muitos mostraram a importância para a sua formação terem atuado tanto no teatro quanto no cinema e na televisão, adquirindo, linguagens diferenciadas – analisando-as com suas particularidades.

Muitos títulos exploram o universo íntimo e psicológico do artista, revelando as circunstâncias que o conduziram à arte, como se abrigasse em si mesmo desde sempre, a complexidade dos personagens.

São livros que, além de atrair o grande público, interessarão igualmente aos estudiosos das artes cênicas, pois na Coleção Aplauso foi discutido o processo de criação que concerne ao teatro, ao cinema e à televisão. Foram abordadas a construção dos personagens, a análise, a história, a importância e a atualidade de alguns deles. Também foram examinados o relacionamento dos artistas com seus pares e diretores, os processos e as possibilidades de correção de erros no exercício do teatro e do cinema, a diferença entre esses veículos e a expressão de suas linguagens.

Se algum fator específico conduziu ao sucesso da Coleção Aplauso – e merece ser destacado –, é o interesse do leitor brasileiro em conhecer o percurso cultural de seu país.

À Imprensa Oficial e sua equipe coube reunir um bom time de jornalistas, organizar com eficácia a pesquisa documental e iconográfica e contar com a disposição e o empenho dos artistas, diretores, dramaturgos e roteiristas. Com a Coleção em curso, configurada e com identidade consolidada, constatamos que os sortilégios que envolvem palco, cenas, coxias, sets de filmagem, textos, imagens e palavras conjugados, e todos esses seres especiais – que neste universo transitam, transmutam e vivem – também nos tomaram e sensibilizaram.

É esse material cultural e de reflexão que pode ser agora compartilhado com os leitores de todo o Brasil.

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