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Lyonel Lucini (1939-2005)

Biografia

Ignácio Lyonel Lucini, em arte mais conhecido como Lyonel Lucini, é um diretor de fotografia nascido em Tamangueyú, na Patagônia, em 08 de outubro de 1939. Cineasta, cineclubista e professor. Forma-se em Belas Artes/Cinema pela Universidade de Buenos Aires.

Em 1963, muda-se para o Brasil, inicialmente no Rio de Janeiro e, a partir de 1967 em Brasília, cidade pelo qual era apaixonado, por causa da sua concepção estética e humanista. Seu primeiro emprego no Brasil é o de professor do antigo Instituto de Artes da Universidade de Brasília – UnB, mas é expulso alguns anos depois pela ditadura militar. Dirige seu primeiro filme em 1968, o documentário Pirenópolis, o Divino, as Máscaras. Faz poucos filmes, atuando mais como professor e fomentador cultural do Festival de Cinema de Brasília, a Associação Brasileira de Documentaristas (ABD) e a Associação Brasileira de Cinema e Vídeo (ABCV). Dedica-se a projetos como Cinema na Praça, em Santa Maria, Recanto das Emas e Gama. Preside a Associação Brasileira de Documentaristas e dedica especial carinho à revitalização do cineclubismo no País, através do Centro de Estudos Cineclubistas de Brasília-CECIBRA, do qual é um dos fundadores. Em dezembro de 2004, participa ativamente do I Encontro Ibero-americano de Cineclubes em Rio Claro e da XXV Jornada Nacional de Cineclubes onde é um dos homenageados. Nos últimos anos buscava apoio para a realização de seu grande sonho, o longa-metragem Berocan, ou Água Grande sobre temas indígenas com locação no Rio Araguaia, e cujo roteiro fora premiado pela Embrafilme nos anos 1990. Grande incentivador e colaborador na formação de vários artistas e cineastas da nova geração, morre em Brasília, DF, em 30 de março de 2005, aos 64 anos de idade. Sobre cinema, costumava dizer: Não faço cinema como quem produz linguiça. Dispenso a temática do tédio burguês ou os populares filmes-piada. Cinema é uma arte especial, na qual busco uma reflexão profunda.

Filmografia

1968- Pirenópolis, o Divino e as Máscaras (CM) (dir.); 1970-Açorianos e o Divino (CM) (dir.); As Folias que Faltavam (CM); 1971- O Santo Protetor (CM) (dir., fot.); 1974- Caminho Aberto (CM) (dir., fot.); 1979- Taim (CM) (dir., fot.); 1984-Antártida (MM) (dir.); 1986- Carnaval, Pela Força do Amor e do Carinho (CM) (dir.); 1994-Babaçu (CM) (dir.); 2001- Eu Sou o Cerrado (CM) (dir., fot.)

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2011.

História do Cinema Brasileiro

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