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Marcelo Yuka (1965-2019)

FOTO Marcelo YukaMarcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, em arte conhecido como Marcelo Yuka, foi um músico, compositor, artista e ativista brasileiro nascido no Rio de Janeiro (RJ) no dia 31 de dezembro de 1965. Notabilizou-se como baterista e compositor da maioria das canções do O Rappa no período em que esteve na banda, da qual foi dos fundadores, com letras carregadas de intenso teor social e crítico.

Foi um dos fundadores da banda O Rappa e, posterior, do grupo F.UR.T.O.. Era baterista até ser baleado em um assalto na noite do dia 09 de novembro de 2000, fato que o deixou paraplégico e o impossibilitou de tocar bateria.

Como peça chave da banda O Rappa, o rumo que a banda seguia era dirigido por ele. Com suas letras bem elaboradas e socio-políticas, como Pescador de Ilusões, A Feira, Minha Alma (A paz que eu não quero), O que sobrou do céu, entre outras canções. Seguiu na banda até o ano de 2001.

Em 2000, foi atingido por tiros ao tentar impedir um assalto e, devido às lesões na medula, ficou paraplégico. Mesmo impossibilitado de tocar bateria, continuou na banda, lançando em 2001 o álbum Instinto Coletivo, gravado em show realizado antes do incidente. Por causa do ocorrido e as divergências que se criaram entre ele e o resto dos integrantes, acabou saindo da banda.

Em 2004, fundou a banda F.UR.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organizados) como parte de um projeto social que já existia na época de O Rappa.

Cinco anos depois, foi vítima de outro assalto e levou socos e pontapés de bandidos que tentavam levar seu carro. O músico chegou a ficar sob as rodas do veículo e só não foi atropelado porque os assaltantes não conseguiram dar partida no veículo, adaptado para deficientes.

Sua vida e seu ativismo foram registrados no documentário Marcelo Yuka – No caminho das setas (2011) e, posteriormente, no livro Não se preocupe comigo, de sua autoria, em parceria com Bruno Levinson, livro este lançado em 2014.

Em janeiro de 2017, quando se encontrava já internado, foi lançado seu primeiro álbum solo, Canções para depois do ódio, com uma sonoridade que mesclava batidas eletrônicas e ritmos afro, fruto da parceria com o produtor e DJ Apollo 9. Céu, Seu Jorge, Cibelle e Bukassa Kabengele participaram do disco.

Na política, foi filiado ao PSOL desde 2010. E integrou a chapa do partido na eleição municipal do Rio de Janeiro em 2012, como candidato a vice-prefeito de Marcelo Freixo em 2012. A chapa Freixo-Yuka terminou em 2º lugar com 914.082 votos, equivalente a 28,05%, porém não chegou ao 2º turno.

Nos seus últimos dias foi líder de uma ONG, de nome homônimo à sua última banda; através desta ONG, lutou por maior realização de pesquisas com células tronco.

A saúde do músico vinha se deteriorando desde agosto de 2018, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Na madrugada do dia 04 de janeiro de 2019 entrou em coma induzido, após sofrer outro AVC.

Infelizmente, Marcelo Yuka veio a falecer, vítima de infecção generalizada, no dia 18 de janeiro de 2019 no Hospital Quinta D’or, no Rio de Janeiro (RJ), onde estava internado.

Livros:

YUKA, Marcelo; LEVINSON, Bruno. Não se preocupe comigo. Rio de Janeiro: Sextante, 2014.

Internet:

G1. Marcelo Yuka, fundador d’O Rappa, morre aos 53 anos no RJ. Disponível no endereço: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/01/19/marcelo-yuka-fundador-do-rappa-morre-aos-53-anos-no-rio-de-janeiro.ghtml. Acesso em: 19 de jan. de 2019.
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Marcelo Yuka. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/marcelo-yuka/

História do Cinema Brasileiro

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