fbpx

Maria Fernanda Cândido

Biografia

Maria Fernanda Cândido é uma atriz e modelo brasileira nascida em Londrina (PR) no dia 25 de maio de 1974.

Filha dos comerciantes José Reginaldo e Agda, viveu em Curitiba dos quatro aos doze anos, quando mudou-se para São Paulo com a família.

Matriculada num dos mais tradicionais da capital, o Colégio São Luís, localizado na Avenida Paulista, sempre mostrou-se boa aluna. Aos 14 anos, iniciou sua vida profissional como modelo, depois de ser descoberta por uma produtora de moda, sua vizinha. Posou para editoriais de moda, capas de revistas e campanhas de grifes famosas. Aos 15 anos, durante as férias escolares, viajou a Paris a trabalho. Cinco anos se passaram assim, entre a carteira escolar, os testes, os desfiles e as fotos. Após concluir o ginásio, morou seis meses em Nova York e, antes de retornar ao Brasil, passou pela capital francesa para mais uma temporada de desfiles. Sempre impressionou pela sua disciplina com horários. Mais de um ano morando fora foi o suficiente para que decidisse colocar um fim na carreira de modelo internacional.

De volta ao Brasil, prestou vestibular para Terapia Ocupacional e entrou para o curso pela Universidade de São Paulo (USP). Dedicou-se ao curso, de período integral, por três anos de sua vida. Quando faltava pouco para concluir, recebeu o convite para ser VJ do programa Ilha do Biquíni, na MTV. Após gravar o piloto, descontente com o que viu, buscou aprimoramento técnico em um estúdio de São Paulo. Como essa experiência, descobriu seu talento diante das câmeras. Trancou a faculdade e foi estudar técnica vocal e interpretação com Fátima Toledo, voltada para o cinema, por três anos.

Em 1997, gravou a abertura da novela A Indomada, e, estreou nos palcos de teatro com o espetáculo Anchieta, Nossa História.

Decidida a seguir a carreira artística, em 1998, fez uma participação especial na novela Pérola Negra, do SBT; e ainda atuou na novela Serras Azuis, da Rede Bandeirantes. Na trama, viveu a voluptuosa manicure Magali e protagonizou cenas de nudez, como o banho de tina com pétalas de rosa.

O sucesso veio verdadeiramente em 1999. Após mandar um videobook para o diretor Jayme Monjardim, na Globo, foi convidada a fazer um teste. Aprovada, integrou o elenco da novela Terra Nostra, como a italiana Paola. Para o trabalho, chegou a procurar uma professora a fim de aperfeiçoar o sotaque italiano. Pela sua interpretação, recebeu o Troféu Imprensa de Revelação do Ano.

A bisavó da atriz, como sua personagem na novela, chegou ao Brasil por volta de 1880. A atriz é descendente das famílias Bortolacci e Malvezi por parte materna e Guiraldelli pelo lado paterno, originárias de Veneza, no Norte da Itália. O engraçado é que uso o Cândido no meu nome, que é a única parte brasileira da família, ressaltou ela. Mas até mesmo o local onde seus parentes se instalaram no Brasil, é o mesmo onde vai se desenrolar a história de sua personagem, o Oeste Paulista. A personagem também é filha do italiano Anacleto, que trabalha numa fazenda de café, mesma atividade que os bisavós exerceram quando chegaram no Brasil. Para compor Paola, assistiu os filmes como Ladrões de Bicicleta, Matrimônio à Italiana e O Ouro de Nápoles, e, para conhecer melhor a época em que vivia a personagem, assistiu também 1900, de Bernardo Bertolucci.

Em 2000, foi eleita a mulher mais bonita do século, numa votação do programa Fantástico. Nessa época, chegou a ser comparada à atriz italiana Sophia Loren, quando jovem, pela beleza e pelo talento mostrado.

Também nesse ano, ganhou sua primeira protagonista na TV, quando interpretou a cantora Isa Galvão na minissérie Aquarela do Brasil.

Em 2001, esteve em cartaz com a peça O Evangelho Segundo Jesus Cristo, e, em 2002, voltou a atuar numa trama italiana, mas dessa vez em um núcleo brasileiro. Na novela Esperança, sua personagem Nina é uma mulher humilde, pobre, muito atraente e com grande senso de justiça. Mora com a mãe em um cortiço e trabalha numa fábrica tecelã como operária. Para compor a personagem fez questão de estudar o movimento anarquista, que se originou na Europa e chegou ao Brasil ainda no final do século XIX. Um dos livros que leu sobre o assunto foi Anarquistas, Graças a Deus, de Zélia Gattai. Queria entender o espírito das pessoas, explicou na época da novela.

Em 2003, formou-se em Terapia Ocupacional pela Universidade de São Paulo (USP) e, paralelamente aos trabalhos como atriz, desenvolve projetos de integração de deficientes físicos e mentais.

No mesmo ano de 2003, estreou no cinema com o filme Dom e ganhou o Kikito de Melhor Atriz, pelo Festival de Cinema de Gramado. Na televisão, participou do episódio O Casal que Vive Brigando não Tem Crise, do seriado Os Normais.

Em 2004, co-protagonizou a novela Como uma Onda, em que interpretou a exuberante Lavínia, sua primeira personagem contemporânea, mulher pacata que mora numa vila de pescadores. Após esse trabalho, em 09 de setembro de 2005, casou-se com o empresário francês Petrit Spahira. Afastou-se da TV por cerca de dois anos para dedicar-se à maternidade, pois deu a luz de seu primeiro filho, Tomás, em 23 de janeiro de 2006.

Ainda em 2005 chegou a ser escalada para interpretar a corista Doramar na minissérie JK, mas devido à gestação, recusou ao convite, sendo substituída pela atriz Débora Bloch.

Em 2006, retornou ao trabalho na peça Pequenos Crimes Conjugais, dirigida por Márcio Aurélio.

Em 2007, retornou ao vídeo em uma participação especial na novela Paraíso Tropical, como a advogada Fabiana, que tem um caso extraconjugal com Antenor, seu cliente. Depois disso, novamente engravidou e, durante sua segunda gestação, rodou a minissérie Capitu, sendo que, foi a segunda vez que a atriz deu vida à personagem dos olhos de ressaca, criada por Machado de Assis. Em Dom, filme inspirado no romance do escritor, ela viveu uma versão moderna da personagem.

Em 2008, foi escolhida para ser o rosto da nova campanha da Orient Relógios para o primeiro semestre daquele ano. A atriz esteve presente nas duas campanhas para o lançamento da coleção que foram veiculadas ao longo dos meses de abril, maio e junho. Os modelos femininos da Orient chegaram ao mercado refletindo as principais tendências mundiais.

Seu segundo filho, Nicolas, nasceu em 17 de outubro de 2008.

Em 2010, esteve na minissérie Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor, como Lourdes, uma das amantes do compositor. Recentemente, foi convidada pelo autor Walter Negrão, com quem trabalhou em Como uma Onda, a atuar em sua próxima novela Araguaia, mas declinou ao convite, alegando estar envolvida com outros projetos.

Recentemente, prepara-se para rodar o filme Fronteiras de Sangue, com o ator Luciano Szafir.

Em 2012, participou do seriado As Brasileiras, protagonizando o episódio A Perseguida de Curitiba. Em 2014, é escalada para a minissérie Felizes Para Sempre, remake da minissérie Quem Ama não Mata.

Filmografia

2019 :: O Traidor
2019 :: O Incerto Lugar do Desejo
2015 :: Meu Amigo Hindu
2015 :: O Amuleto
2014 :: Apneia
2010 :: Aparecida – O Milagre
2005 :: Sal de Prata
2003 :: Dom

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Maria Fernanda Cândido. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/maria-fernanda-candido/

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

Qualquer interesse de envio de textos, dúvidas, opiniões, sugestões, acréscimos de conteúdo, relato de erros ou omissão de informações publicadas, entre em contato com a Coordenação Geral do História do Cinema Brasileiro pelo seguinte email: [email protected]

3 comentários sobre “Maria Fernanda Cândido

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.