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Mário Lago (1911-2002)

Biografia

Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na década de 30, na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou sua militância política no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, então fortemente influenciado pelo Partido Comunista Brasileiro. Durante a década de 1930, a então principal Faculdade de Direito da capital da República era um celeiro de arte aliada à política, onde estudaram Lago e seus contemporâneos Carlos Lacerda, Jorge Amado, Lamartine Babo entre outros.

Depois de formado, exerceu a profissão de advogado por apenas alguns meses. Envolveu-se com o teatro de revista, escrevendo, compondo e atuando. Sua estréia como letrista de música popular foi com Menina, eu sei de uma coisa, parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação de “Nada além”, da mesma dupla de autores.

Suas composições mais famosas são Ai que saudades da Amélia, Atire a primeira pedra, ambas em parceria com Ataulfo Alves; É tão gostoso, seu moço, com Chocolate, Número um, com Benedito Lacerda, o samba Fracasso e a marcha carnavalesca Aurora, em parceria com Roberto Roberti, que ficou consagrada na interpretação de Carmen Miranda.

Em Amélia, a descrição daquela mulher idealizada, ficou tão popular que Amélia tornou-se sinônimo de mulher submissa, resignada e dedicada aos trabalhos domésticos.

Na Rádio Nacional, Mário Lago foi ator e roteirista, escrevendo a radionovela Presídio de Mulheres. Mas só ficou conhecido do grande mais tarde, pela televisão, quando passou a atuar em novelas da Rede Globo, como O Casarão, Nina, Brilhante, Elas por Elas e Barriga de Aluguel, entre outras. Também atuou em peças de teatro e filmes, como Terra em Transe, de Glauber Rocha.

Mário esteve na União Soviética, em 1957, a convite da Rádio Moscou, para participar da reestruturação do programa Conversando com o Brasil, do qual participavam artistas e intelectuais brasileiros. Mas os programas radiofônicos produzidos no Brasil., que Mário mostrou aos soviéticos, foram por eles qualificados de “burgueses” e “decadentes”. A avaliação que Mário Lago fez da União Soviética também não foi das melhores. Ali, segundo ele, a produção cultural sofria pelo excesso de gravidade e autoritarismo. Apesar da decepção com a experiência soviética, Mário Lago jamais abandonou a militância política.

Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram seus direitos políticos cassados pelo regime militar, e perdeu suas funções na Rádio Nacional.

Em 1989, ligou-se ao Partido dos Trabalhadores e atuou como âncora dos programas eleitorais do então candidato do partido, Luís Inácio Lula da Silva, à presidência da República, em 1998.

Autor dos livros Na Rolança do Tempo (1976), Bagaço de Beira-Estrada (1977) e Meia Porção de Sarapatel (1986), foi biografado em 1998 por Mônica Velloso na obra: Mário Lago: boêmia e política.

No carnaval de 2001, Mário Lago foi tema do desfile da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz.

Em dezembro de 2001, recebeu uma homenagem especial por sua carreira durante a entrega do Troféu Domingão do Faustão, que, no ano seguinte, ganharia o nome de Troféu Mário Lago, sendo anualmente concedido aos grandes nomes da teledramaturgia.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

1983 – Idolatrada
1978 – O Velho Gregório
1977 – Lá Menor
1973 – Café na Cama
1971 – São Bernardo
1970 – Os Herdeiros
1970 – Badalada dos Infiéis
1969 :: Tempo de Violência
1969 – Pedro Diabo Ama Rosa Meia-Noite
1969 :: O Bravo Guerreiro
1969 – Incrível, Fantástico, Extraordinário
1968 – Desesperato
1968 – A Vida Provisória
1968 – Massacre no Supermercado
1967 – Terra em Transe
1967 – Na Mira do Assassino
1966 – O Padre e a Moça
1966 :: Essa gatinha é minha
1966 – Na Onda do Iê-iê-iê
1966 – Cuidado, Espião Brasileiro em Ação
1965 – História de um Crápula
1962 – Assalto ao Trem Pagador
1962 :: Assassinato em Copacabana
1959 – Mulheres, Cheguei!
1957 – Papai Fanfarrão
1952 :: Balança mas não cai
1952 – Pecadora Imaculada
1950 – A Sombra da Outra
1949 – O Homem que Passa
1948 – Uma Luz na Estrada
1948 – Terra Violenta
1947 – Asas do Brasil
1947 – O Homem que Chutou a Consciência

Bibliografia

Fontes de Referência

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

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