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Maximo Barro (1930-2020)

Máximo Barro foi um montador, roteirista, pesquisador, escritor e professor de cinema brasileiro nascido em São Paulo (SP) no dia 13 de abril de 1930. Lecionou no curso da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Filho de Damaso Mario Barro, um gráfico, e Edwige Tosi Barro, uma dona de casa, desde cedo demonstrava aptidão para o cinema, lendo revistas especializadas, assistindo repetidamente a alguns filmes, colecionando fotos e biografias de diretores. Maximo Barro era frequentador assíduo da sala do Cine Lux, na rua José Paulino, no centro da capital paulista.

Em 1949, o MASP abriu inscrições para o Seminário de Cinema, ele imediatamente se inscreveu. Simultaneamente, frequentava a Cinemateca do Museu de Arte Moderna, onde era sócio-fundador, para assistir aos clássicos do cinema mudo e falado.

Em 1953, foi um dos alunos do Seminário de Cinema convidados a trabalhar experimentalmente na Cinematográfica Multifilmes, que havia instalado seus estúdios em Mairiporã (SP), na esteira do cinema industrial. Depois foi trabalhar na Musa Filmes, produtora pioneira de filmes de propaganda para a televisão, quando Máximo Barro se decidiu pela área da montagem,

Foram mais de 50 filmes, desde sua entrada no estúdio Multifilmes, em 1953.

Na montagem, iniciou-se com o curta, O Inimigo Invisível, de John Waterhouse, em 1953, e depois veio o primeiro longa, Se a Cidade Contasse, em 1954, de Tito Batini, com Eva Wilma e John Herbert. Trabalhou com frequência com Mazzaropi (As Aventuras de Pedro Malasartes, Zé do Periquito, O Corintiano), com o então iniciante José Mojica Marins (Meu Destino em tuas Mãos, 1962); além de inúmeros cineastas importantes do cinema nacional, como Walter Hugo Khouri (A Ilha); Ozualdo Candeias (A Margem); Rubem Biáfora (O Quarto); Silvio de Abreu (A Árvore dos Sexos); Fernando de Barros (A Arte de Amar… Bem, As Cariocas); Rodolfo Nanni (Cordélia, Cordélia).

Em agosto de 2008, durante a exposição O Cinema em Cartaz, da qual foi o curador, recebeu da FAAP uma medalha pelos cinquenta anos de magistério naquela casa.

Como escritor e pesquisa, publicou cerca de uma dezena de livros dentre os temas de Cinema e da História da cidade de São Paulo. Foi um importante colaborador na Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, escrevendo as biografias dos cineastas José Carlos Burle, Agostinho Martins Pereira, o compositor Rogério Duprat, o ator Sérgio Hingst e a edição do roteiro do filme O Caçador de Diamantes, de Vittorio Capellaro.

Faleceu, aos 90 anos de idade, no dia 30 de outubro de 2020.

:: Filmografia como Montador ::

1980 :: Colegiais e Lições de Sexo
1978 :: Ninfas Diabólicas
1977 :: O Conto do Vigário
1977 :: A Árvore dos Sexos
1971 :: Cordélia, Cordélia
1970 :: A Arte de Amar… Bem
1968 :: O Quarto
1967 :: A Margem
1966 :: As Cariocas
1966 :: O Corintiano
1963 :: O Cabeleira
1963 :: A Ilha
1962 :: Meu Destino em tuas Mãos
1960 :: Zé do Periquito
1960 :: As Aventuras de Pedro Malasartes
1958 :: O pão que o diabo amassou
1954 :: Se a Cidade Contasse
1953 :: O Inimigo Invisível

:: Filmografia como Roteirista ::

1974 :: As Delícias da Vida

:: Filmografia como Assistente de Produção ::

1953 :: O Homem dos Papagaios

:: Filmografia como Ele Mesmo ::

2019 :: Na Ilha
2018 :: Quando as Luzes das Marquises se Apagam
2013 :: Mazzaropi

BARRO, Máximo. A primeira sessão de cinema em São Paulo.. São Paulo: , 1978.
______. Agostinho Martins Pereira: o idealista. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, .
______. Caminhos e Descaminhos do Cinema Paulista a Década de 50. São Paulo: Centro Pesquisadores de Cinema, 1997.
______. José Carlos Burle: drama na chanchada. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, .
______. O Caçador de Diamantes, de Vittorio Capellaro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, .
______. Participação italiana no cinema brasileiro. São Paulo: SESI-SP Editora, 2017.
______. Rogério Duprat: ecletismo musical. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, .
______. Sérgio Hingst: um ator de cinema. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008.

Livros:

RAMOS, Fernão (org.); MIRANDA, Luiz Felipe (org.). Enciclopédia do cinema brasileiro. São Paulo: Senac, 2000. p.46
STERNHEIM, Alfredo. Máximo Barro: talento e altruismo. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Máximo Barro. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/maximo-barro/
TV CULTURA. Morre o montador Máximo Barro, grande figura do cinema brasileiro. https://cultura.uol.com.br/noticias/13774_morre-o-montador-maximo-barro-grande-figura-do-cinema-brasileiro.html. Acessado em: 31 de outubro de 2020.

História do Cinema Brasileiro

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