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Michel Temer

Biografia

Michel Miguel Elias Temer Lulia, mais conhecido como Michel Temer, é um político, advogado, professor universitário e escritor brasileiro nascido na cidade de Tietê (SP) no dia 23 de setembro de 1940. Como político, foi eleito diversas vezes ao cargo de Deputado Federal, chegando, finalmente, à Vice-Presidente da República Federativa do Brasil nos dois mandatos de Dilma Rousseff. No primeiro mandato, foi considerado por si próprio e pelo partido como um vice decorativo. No segundo, ganhou mais poder ao comandar a articulação política.

Após desentendimentos públicos com a Presidente, Temer articulou pessoalmente o apoio ao afastamento de Dilma Rousseff. Com o impeachment da presidente em 31 de agosto de 2016, assumiu, definitivamente, as atribuições presidenciais. Assumiu a Presidente da República Federativa do Brasil após o impeachment da titular, Dilma Rousseff, em 2016.

Filho de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil na década de 1920, Temer nasceu e foi criado no interior paulista. Em 1963, graduou-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde atuou ativamente na política estudantil. Ao longo da década de 1960, trabalhou como advogado trabalhista, como oficial de gabinete de José Carlos de Ataliba Nogueira e num escritório de advocacia. Também lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e na Faculdade de Direito de Itu (FADITU). Em 1974, concluiu um doutorado em direito público na PUC-SP.

Desde 1985, é o terceiro vice-presidente membro de seu partido, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que chegou à Presidência da República sem ser eleito diretamente para o cargo (os outros dois foram Itamar Franco e José Sarney). Anteriormente, exerceu também os cargos de Presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal, Secretário da Segurança Pública e Procurador-Geral do Estado de São Paulo.

Em 1970, Temer começou a trabalhar como procurador do Estado de São Paulo. Em 1978, tornou-se procurador-chefe da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo. No mesmo período em que era servidor público, trabalhou em escritórios de advocacia. Em 1981, filiou-se ao PMDB. Em 1983, foi nomeado pelo governador Franco Montoro para a Procuradoria-Geral do Estado, permanecendo neste cargo até 1984, quando assumiu a secretaria de Segurança Pública. Em 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte, mas obteve a suplência. Temer acabou tornando-se deputado no decorrer da Assembleia Nacional Constituinte. Em 1990, concorreu a deputado federal, mas novamente atingiu a suplência, assumindo o cargo posteriormente em 1994. Durante o Governo de Fleury Filho voltou a comandar a Procuradoria-Geral do Estado e, poucos dias após o Massacre do Carandiru, foi nomeado Secretário de Segurança Pública.

Em 1995, Temer foi escolhido para liderar o PMDB na Câmara. Contando com o apoio do Governo de Fernando Henrique Cardoso, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados duas vezes. Em 2001, foi eleito Presidente Nacional do partido. No segundo mandato de Lula, conseguiu, com êxito, tornar o PMDB parte da base governista, o que não havia conseguido no primeiro mandato do petista. Em 2009, com o apoio do governo, foi eleito para a presidência da Câmara. Na disputa presidencial de 2010, apesar de não ser o nome preferido dos governistas, conseguiu ser escolhido para candidato a vice de Dilma Rousseff. Com a vitória de ambos, foi empossado Vice-Presidente da República em janeiro de 2011.

Na Convenção Nacional do PMDB, realizada em 10 de julho de 2014, foi confirmado que Temer seria novamente o vice de Dilma Rousseff. A presidente discursou na convenção e elogiou o vice: Ele sabe aproximar as pessoas, unir e desarmar os espíritos, disse Dilma Rousseff. Os 40% de opositores à reedição da aliança, entretanto, foram mais altos que em 2010, quando apenas 15% eram contrários. A ala dissidente argumentou que o Governo Dilma não incluiu o partido nas decisões e criticou o comportamento dos petistas de privilegiar as candidaturas próprias aos governos estaduais em vez de formar alianças com o PMDB. Mesmo após esta decisão, algumas seccionais estaduais apoiaram os oposicionistas Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB).

Em meados de julho, reassumiu a presidência do PMDB para defender os interesses do partido nas eleições e ganhar mais protagonismo. Em 26 de outubro, na disputa mais acirrada da história, Dilma Rousseff e Michel Temer foram reeleitos para um segundo mandato com 51,64% dos votos válidos, ou 54,5 milhões de votos, derrotando os senadores tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes.

Após o Senado instaurar processo de impeachment de Dilma Rousseff em 12 de maio de 2016, Temer foi empossado interinamente na presidência da República, convertendo-se no presidente mais idoso da história do país e o primeiro descendente de árabes. No mesmo dia, empossou seu ministério, que era composto por membros do PMDB, PP, PSDB, PSD, DEM, PRB, PPS, PV, PSB, PTB e PR. O número de ministérios caiu de 32 para 23, nos quais não havia nenhuma mulher e nenhum afro-brasileiro; era a primeira vez desde o governo Ernesto Geisel que um ministério não contava com participação feminina. Na cerimônia de posse, Temer defendeu a unificação do país, um governo de salvação nacional, medidas para superar a crise econômica, o reequilíbrio as contas públicas, os programas sociais e a continuidade das investigações da Operação Lava Jato.

Antes de assumir interinamente o governo, Temer já havia atuado na presidência do país como substituto eventual do presidente da República durante 102 dias. A primeira vez ocorreu em janeiro de 1998, enquanto era presidente da Câmara dos Deputados. Como vice de Dilma Rousseff, coube a Temer substituí-la em 96 dias. Nestes períodos, ele assinou 202 decretos, 87 nomeações, 31 leis, vinte exonerações, dezesseis medidas provisórias e dois vetos a leis aprovadas pelo Congresso (um integral e um parcial).

Bibliografia

Internet:

MICHEL TEMER – SITE OFICIAL. http://micheltemer.com.br/
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. http://www.presidencia.gov.br/

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