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Monique Gardenberg

Biografia

Monique Pedreira Gardenberg, em arte conhecida como Monique Gardenberg, é uma cineasta e produtora cultural brasileira nascida em Salvador (BA) no dia 28 de julho de 1958.

De mãe baiana de família tradicional e pai judeu polonês, Monique Gardenberg nasceu em Salvador e passou parte da infância em Santos. É uma artista multimídia, com atuações importantes em várias frentes: música, dança, videoclipe, teatro e, claro, cinema.

Em 1975, Monique Gardenberg mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou Economia na UFRJ. Ligada ao Movimento Estudantil, em seguida passou a ser diretora cultural do Centro Acadêmico, promovendo shows e eventos na Universidade. A partir daí, entrou em contato com gravadoras e artistas, trabalhou como manager numa turnê de Milton Nascimento, tornou-se empresária de Djavan e Marina Lima. Assim que concluiu o curso de Economia, passou a produzir peças teatrais de Gerald Thomas.

Em 1982, em parceria com sua irmã Sylvia Gardenberg, criou a Dueto Produções, que se tornou uma das mais importantes produtoras do país, responsável por festivais históricos de música e dança, através da qual produziu grandes eventos culturais periódicos, como o Free Jazz Festival (1985-2001), o Carlton Dance (nove edições) e o TIM Festival (a partir de 2002), além de shows no Brasil de artistas internacionais como Rolling Stones e Elton John.

Em 1989, fez um curso de 3 meses na escola de cinema da New York University, onde realizou os curtas-metragens “Insônia” e “Day 67”. De volta ao Brasil, tentando iniciar-se na realização cinematográfica exatamente no difícil período Collor, Monique descobriu que, para viabilizar seu primeiro projeto de longa-metragem, precisava antes provar que podia dirigir um curta de forma profissional.

Assim, realizou Diário noturno (1993), que recebeu quatro prêmios no Festival de Gramado, incluindo o de melhor direção de curta, e foi selecionado para o Festival de Veneza.

Em 1996, seu primeiro longa-metragem, Jenipapo (1995), parcialmente falado em inglês, foi selecionado para o Sundance Film Festival, além dos festivais de Toronto e Roterdã.

A partir daí, passou também a dirigir videoclipes, tendo sido premiada por “Não Enche”, com Caetano Veloso, com o qual realizou também dois espetáculos filmados – “Caballero da Fina Estampa” (1996) e “Prenda Minha” (1999), ambos lançados em DVD. Voltando também à produção teatral, trabalhou com José Celso Martinez Corrêa, Bia Lessa e Pedro Cardoso.

Em 2002, Monique Gardenberg tornou-se também diretora teatral, levando aos palcos “Os Sete Afluentes do Rio Ota”, de Robert Lepage, espetáculo de cinco horas duração que fez grande sucesso de público e concorreu ao Prêmio Shell em 5 categorias – direção, ator (Caco Ciocler), cenário (Hélio Eichbauer), figurino (Marcelo Pies) e iluminação (Maneco Quinderé).

Com seu segundo longa, Benjamim, adaptado do livro homônimo de Chico Buarque, Monique Gardenberg trabalhou com o ator Paulo José e lançou a atriz Cléo Pires. O filme foi premiado nos Festivais do Rio e de Miami, inclusive como Melhor Filme.

Em 2007, Monique Gardenberg lançou seu terceiro longa-metragem, Ó Paí, ó, a partir de uma peça de Márcio Meirelles que havia sido grande sucesso nos anos 1990 do Bando de Teatro Olodum.

Filmografia

:: Filmografia como Diretora ::

2018 :: Paraiso Perdido
2007 :: Ó Paí, Ó
2003 :: Benjamim
1995 :: Jenipapo
1993 :: Diário Noturno
1989 :: Day 67
1989 :: Insônia

Bibliografia

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

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3 comentários sobre “Monique Gardenberg

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