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Nelson Hoineff (1948-2019)

Biografia

Nelson Hoineff foi um cineasta, roteirista, jornalista, produtor e crítico de cinema brasileiro nascido no Rio de Janeiro (RJ) no dia 01 de janeiro de 1948. Especializou-se em cinema pela New York University, e em novas tecnologias da televisão pela New School for Social Research (NY). Era crítico de cinema desde 1968.

Em televisão, Nelson Hoineff dirigiu o departamento de Programas Jornalísticos da Rede Manchete e foi diretor de programas jornalísticos no SBT, Rede Bandeirantes, GNT, TV Cultura e TVE do Rio, onde também atuou como consultor de programação em 2003. Entre as séries e programas mais conhecidos que dirigiu está o Documento Especial (premiado várias vezes no Brasil e também em Monte-Carlo e Berlim), programa que revolucionou a linguagem, o universo temático e a forma de abordagem do telejornalismo brasileiro. Entre os muitos outros programas de televisão que dirigiu figuram o Primeiro Plano (GNT depois Cultura, sobre as vanguardas artísticas brasileiras), Programa de Domingo (Manchete), Realidade (Band), Curto-Circuito (TVE) e outros. Especializou-se em HDTV e novas tecnologias de distribuição de TV em Nova York – onde fez seu mestrado e doutorado – e Tóquio.

Em jornalismo impresso, Nelson Hoineff foi editor-executivo do Jornal do Brasil, além de ter passado, como editor, colunista ou articulista, por veículos como Veja, O Globo, Folha de S.Paulo, Observatório da Imprensa, entre muitos outros. No Jornal do Brasil e no Observatório da Imprensa publicou mais de 200 artigos sobre televisão, políticas do audiovisual e cultura brasileira. Através de sua produtora, participou da produção de séries para o Discovery Channel e Discovery Kids. Dirigiu de mais de 500 documentários, seja na forma de séries de televisão ou como produtos isolados. Entre os mais conhecidos estão O Século de Barbosa Lima Sobrinho, TV Ano Zero, O Filtro da Imprensa (sobre a modernização da imprensa brasileira a partir do final dos anos 40) e O Homem Pode Voar, documentário de longa-metragem sobre a obra de Alberto Santos-Dumont, que teve como roteirista o físico brasileiro Henrique Lins de Barros. O filme foi lançado comercialmente nos cinemas em 2006 pela RioFilme e depois distribuído em DVD pela Editora Abril e exibido no History Channel, TVE e outras emissoras.

Em 2008, dirigiu o longa-metragem Alô, Alô, Terezinha!, sobre a obra de Abelardo “Chacrinha” Barbosa, filmando mais de 150 horas e levantando igual tempo de material de arquivo. Alô, Alô, Terezinha! destrincha a carreira de mais de 25 chacretes e outros tantos calouros e artistas que passaram pelos programas de Chacrinha. No mesmo ano, iniciou também o projeto de outro longa-metragem, Caro Francis, sobre a vida e sobretudo a veia transgressora de Paulo Francis, um dos mais influentes jornalistas brasileiros do século 20, de quem Hoineff foi um dos amigos mais próximos. Caro Francis foi filmado no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York e tem lançamento previsto para 2009.

Autor de vários livros sobre televisão, muitos deles antecipando em anos o advento de novas tecnologias, descrevendo-as e discutindo o seu futuro impacto sobre o meio. Neste caso figuram TV em Expansão – Novas Tecnologias, segmentação, Abrangência e Acesso na Televisão Moderna (ed. Record) onde, ainda no final dos anos 80, discutia temas como TV por Assinatura, operações satelitais domésticas e TV de Alta Definição (HDTV). Em A Nova Televisão – Desmassificação e o Impasse das Grandes Redes (ed. Relume-Dumará), debatia assuntos como a iminência da convergência de meios e a implantação das plataformas digitais.

Foi coordenador do curso de Radialismo (Audiovisual) da Faculdade de Comunicação Helio Alonso (Facha). e, na mesma instituição, fundou e coordenou da Faculdade de Cinema e Audiovisual, que começou a operar no segundo semestre de 2015. Hoineff lecionou durante 30 anos na instituição, deixando-a em 2017.

Lecionou também Televisão Digital em MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade Cândido Mendes, ambas no Rio. Antes disso, foi professor de jornalismo na Sobeu, Sociedade Barramansense de Ensino Universitário.

Em 2001, Hoineff criou o Instituto de Estudos de Televisão (IETV), do qual foi presidente. O IETV promove eventos permanentes como o Festival Internacional de Televisão, o Fórum Internacional de TV Digital e o Seminário Esso-IETV de Telejornalismo.

Além de fundador e atual vice-presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACC-RJ), Nelson Hoineff foi fundador e membro da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPITV). Participou ainda da fundação do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB). Foi membro do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e membro do Conselho Superior de Cinema da Presidência da República.

Nelson Hoineff faleceu, aos 71 anos, no dia 15 de dezembro de 2019, vítima de complicações causadas pelo diabetes.

Filmografia

:: Filmografia como Diretor ::

2017 :: Eu, Pecador
2016 :: 82 Minutos
2015 :: Cauby – Começaria Tudo Outra Vez
2009 :: Caro Francis
2009 :: Alô, Alô, Terezinha!
2006 :: O Homem que pode voar

:: Filmografia como Roteirista ::

2017 :: Eu, Pecador
2016 :: 82 Minutos
2015 :: Cauby – Começaria Tudo Outra Vez
2009 :: Caro Francis
2009 :: Alô, Alô, Terezinha!
2006 :: O Homem que pode voar

Publicações

HOINEFF, Nelson. Expansão – Novas Tecnologias, segmentação, Abrangência e Acesso na Televisão Moderna. : Record, .
______. A Nova Televisão – Desmassificação e o Impasse das Grandes Redes. : Relume-Dumará, ,

Bibliografia

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Nelson Hoineff. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/nelson-hoineff/
JORNAL DO BRASIL. Nelson Hoineff, jornalista e crítico de cinema, morre aos 71 anos. Disponível no endereço: https://www.jb.com.br/cadernob/2019/12/1020926-nelson-hoineff–jornalista-e-critico-de-cinema–morre-aos-71-anos.html

História do Cinema Brasileiro

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