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O Olho Mágico do Amor (1982)

Sinopse

POSTER O Olho magico do amorVera, uma menina de 17 anos, consegue seu primeiro emprego: secretária de uma sociedade de Amigos da Ornitologia, um escritório empoeirado e cheio de aves empalhadas, que funciona bem no meio da Boca do Lixo. Prolíxenes, seu patrão, fica ausente a maior parte do tempo, e Vera, um dia, ao trocar de lugar dois quadros, descobre um orifício na parede que dá para o quarto de hotel. Vera volta para casa, onde o irmão estuda piano; na televisão se anuncia a morte de alguém; a mãe e a avó discutem com o pai, que procura uma saída fazendo furos na parede. No dia seguinte Vera investiga pelo orifício. Sua vizinha é Penélope, uma prostituta que recebe em seu quarto todos os tipos de clientes: um motorista de caminhão que a presenteia com fumo do Maranhão, um gigolô com quem mantém uma relação instável, um office-boy, um travesti, policiais, músicos, um bandido que Penélope ajuda a fugir e até mesmo Prolíxenes. A vida do quarto ao lado representa para Vera o seu sonho de libertação. Um dia resolve procurar Penélope. Encontra-se com Átila, o gigolô, na porta do hotel, que a intimida e acaba estuprando-a. Vera larga o emprego. Passa também a não suportar seu ambiente doméstico. À noite, mata o gigolô com uma ave de chumbo e assume o seu lugar junto a Penélope.

Vera consegue emprego como secretária do sr. Prolíxenes na ‘Sociedade Paulista de Amigos da Ornitologia’. Ao trocar de lugar um quadro, ela descobre um buraco na parede do escritório por onde enxerga o quarto de uma prostituta. Nas ausências de Prolíxenes, Vera aproveita para olhar pelo buraco por onde sempre se depara com situações sexuais e excitantes. À noite, Vera sai com seu namorado, Marcos. A moça passa a observar constantemente a vizinha e, influenciada pelo que vê, excita-se e acaricia seu corpo. A prostituta discute com seu cafetão, Átila. Vera continua chegando tarde em casa, e à noite tem sonhos eróticos. No trabalho, assiste às mais diversas transas. A prostituta e Átila se drogam e se divertem no quarto. Marcos vai atrás de Vera, mas ela não sente mais nada por ele. Vera vê Prolíxenes divertindo-se com a prostituta e no escritório, ele tenta tocar o corpo da secretária, mas ela não deixa. Átila encontra-se com Vera e, ameaçando-a com uma faca, a obriga transar com ele. Ela chega transtornada em casa. Depois de três dias, ela volta ao trabalho e mente sobre o ocorrido. Não resistindo, Vera volta a olhar no buraco da parede e vê a prostituta transando com Átila. Vera pede demissão e sai do emprego. Em casa, os pensamentos e lembranças do que via pelo buraco ainda lhe incomodam. Vera se arruma bem para sair e vai até o escritório de Prolixenes. Após olhar pelo buraco, Vera vai até a janela e vê Átila passando na rua. Joga um objeto pesado em sua cabeça e Átila cai no chão. Ela desce na rua, pega seu casaco, veste-o e vai até o quarto da prostituta. As duas finalmente se encontram. Elas se beijam, trocam carícias e transam. Os personagens do filme aparecem e as duas se exibem beijando-se na frente de todos.

Elenco

Camuratti, Carla (Vera Maria Gatta)
Alves, Tânia (Penélope)
Mamberti, Sérgio (Prolíxenes)
Gonçalves, Ênio (Átila)
Moreyra, Cida
Alencastro, Tito (Nelson)
Lambertini, Leonor
Ivo, Ismael
Galizia, Luiz Roberto
Loren, Sofia
Garcia, José Antonio
Felipe, Luiz
Torres, Vavá
Mutarelli, Eduardo
Maschio, Antonio
Reis, Gisele
Helena, Maria
Mamberti, Maria Duarte
Barbosa, Hércules
Santos, Alaor

Participação especial:
Arrigo Barnabé …. Office-boy
Mautner, Jorge
Jacobina, Nelson
Wladimir
Pitta

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de O Olho Mágico do Amor (1982) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: José Antonio Garcia e Icaro Martins
Argumento: Garcia, José Antonio; Martins, Icaro
Roteiro: Garcia, José Antonio; Martins, Icaro
Produção: Fragano, Adone
Direção de produção: Aidar, Felix
Assistência de produção: Cunha, Marcos; Filé
Continuidade: Braidotti, Aparecida
Direção de fotografia: Antonio Meliande
Assistência de fotografia: Oliveira, Luiz Antonio de
Câmera: Antonio Meliande
Assistência de câmera: Oliveira, Luiz Antonio de
Fotografia de cena: Barbosa, Hércules
Eletricista: Manir, José; Rodrigues, Valdecy; Manchu, Fu
Montagem: Duarte, Jair Garcia
Assistente de montagem: Klein, Wanderley
Editor musical: Duarte, Jair Garcia
Direção de Arte: Cristina Mutarelli
Cenografia: Cristina Mutarelli
Contra-regra/acessórios de cenografia: Filet
Maquiagem: Torres, Vavá
Trilha musical: Lopes, Luís
Companhia Produtora: Olympus Filmes
Companhias Distribuidoras: Ouro Nacional Distribuidora de Filmes | Art Films Ltda. | Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.

Dados adicionais de música
Intérprete(s): Cascarelli, Celso, Infantosi, Albino e Paolillo, Franklin

Prêmios

Melhor Atriz Coadjuvante para Camuratti, Carla no Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, 10, 1982, RS..
Prêmio Governador do Eetado de São Paulo, 1982 de Melhor Atriz Coadjuvante para Camurati, Carla.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
Guia de Filmes, 1981
Concine/Ficha Técnica
O Estado de S. Paulo, 07.03.1982, p. 48
CB/EMB-110.2-00679

Fontes consultadas:
MSP/5
Visão, 15.03.1982, p. 47
Folha de S. Paulo, 12.03.1982, p. 35
Jornal da Tarde, 25.02.1982, p. 18 e 12.03.1982, p. 16
O Globo, 27.07.1982, p. 31
Isto É, 10.03.1982, p. 3

Observações:
Exibido a 26.02.1982 na Mostra Perspectiva do Cinema Brasileiro, MASP, SP e a 25.03.1982 no 10º Festival de Gramado (1982), RS.
A atriz Sofia Loren é brasileira.

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