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O Processo (2017)

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Sinopse

O Processo retrata o complexo processo político-jurídico que culminou no impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016, concentrando-se na equipe de defesa, que luta para provar sua inocência contra a maioria dos votos de um Congresso repleto de corrupção. Um conto de traição e corrupção, o filme apresenta a história pessoal de Dilma: presa e torturada durante a ditadura militar, ela enfrenta agora a acusação de crimes fiscais. Dilma se declara inocente e acusa a oposição de perpetrar um Golpe de Estado parlamentar. O Processo testemunha como o impeachment desencadeia uma profunda crise política no país. Analisa o colapso das instituições democráticas e os interesses econômicos e geopolíticos presentes no cerne dessa crise. O filme oferece um olhar único dos bastidores desse momento histórico. A cineasta teve acesso exclusivo à equipe de defesa, a deputados e senadores e à própria presidente.

O estilo de Maria Augusta Ramos é totalmente observacional, sem entrevistas e narrações. A câmera captura interações físicas e conversas em esferas privadas e políticas, enquanto oferece aos espectadores um vislumbre das manifestações de massa nas ruas.

Depois de se debruçar sobre o sombrio sistema judiciário brasileiro em seus últimos filmes, O Processo dá continuidade às abordagens desenvolvidas pela diretora na trilogia formada por Justiça (Grande Prêmio no Festival Visions du Réel, Suiça 2004, e Prêmio Anistia no CPH:Dox), Juízo (Grande Prêmio no One World, Prêmio Fipresci no Dok-Leipzig, 2008) e, num olhar complementar e anterior aos corredores da burocracia, Morro dos Prazeres (Melhor Direção, Fotografia e Som no Festival de Brasília, 2013). Com o novo documentário, a cineasta coloca mais uma vez as instituições nacionais em xeque.

O novo projeto da cineasta reúne todas as questões da trilogia anterior e vai mais além. Busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro através de um processo que revela uma crise estrutural do Estado e do próprio regime democrático.

A crise econômica, a inquietação social, a pressão midiática e os conflitos internos entre as pessoas envolvidas formaram o caldo em ebulição que levou à destituição de Dilma Rousseff. Considerado como um Golpe “branco” por uma grande parcela da sociedade civil, e por juristas e intelectuais, que o consideram ilegítimo diante da ausência de crime de responsabilidade, o impeachment se tornou um grande evento espetaculoso apoiado por significativos setores da mídia, do Judiciário, do Executivo e do Legislativo.

Para realizar O Processo, Maria Augusta Ramos passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment. Ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado que deram prosseguimento à queda da Presidenta e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários de cadeia nacional. A diretora teve acesso único a Presidenta e sua defesa. Filmou horas e horas de reuniões e discussões a portas fechadas com a presença do advogado José Eduardo Cardozo, sua equipe e os senadores e assessores da Liderança do PT e da minoria no Senado.

O estilo da diretora, característico em toda a sua obra, mescla a observação e a escuta. Maria Augusta Ramos não filma entrevistas, não encena acontecimentos, não interage com quem está sendo filmado. Ela enquadra o mundo tal como lhe aparece aos olhos. A intervenção na realidade – inevitável e inerente a qualquer processo documental – vem em fase posterior, durante a montagem e na reestruturação das imagens. Nos filmes da trilogia assim como em Futuro Junho (Melhor Direção no Festival do Rio, Melhor Filme na Janela Internacional de Cinema de Recife, 2016), a diretora segue a ordenação cronológica, numa teia de relações que se constrói junto com o espectador, integrando-o no fluxo das complexidades e contradições dos jogos de poder. Das 450 horas de material filmado durante o impeachment de Dilma Rousseff para O Processo, a diretora quer expor um olhar particular às entranhas de Brasília e de um procedimento jurídico marcado por lances controversos e interesses muitas vezes nebulosos.

Retratar esse momento de maneira complexa, na busca por enxergar as possíveis outras narrativas fora dos meios oficiais e radiografar as relações de poder de uma sociedade, é a ambição do filme.

O Processo foi selecionado para o Festival de Berlim de 2018.

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de O Processo (2017) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Maria Augusta Ramos
Roteiro: Maria Augusta Ramos
Produção: Leonardo Mecchi
Produção Executiva: Maria Augusta Ramos
Direção de Produção: Paula Alves
Direção de Fotografia: Alan Schvarsberg e David Alves
Montagem: Karen Akerman
Som: Marta Lopes
Edição de Som: Bernardo Uzeda
Mixagem: Gustavo Loureiro
Produtora: Nofoco Filmes | Enquadramento Produções
Coprodução: Autentika | Conjin Film | Canal Brasil
Distribuição: Vitrine Filmes

Doc | Brasil | 139 min.

Bibliografia

Internet:

ENQUADRAMEN.TO. O Processo. Disponível no endereço: https://www.enquadramen.to/o-processo-out
EXIBIDOR. O Processo. Disponível no endereço: http://www.exibidor.com.br/filme/11284/o-processo.html
FACEBOOK. O Processo. Disponível no endereço: https://www.facebook.com/documentariooprocesso/
HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. O Processo. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/o-processo/
KICKANTE. O Processo. Disponível no endereço: https://www.kickante.com.br/campanhas/documentario-o-processo-de-maria-ramos

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