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O Profeta da fome (1970)

Sinopse

Num circo pobre trabalham um palhaço, um homem que se fantasia de leão, Manoel, o domador de leões, um mágico e sua sobrinha, um faquir, um malabarista e o proprietário do circo, seu Zé. A grande atração do circo é o João que se apresenta como o faquir Ali Khan no número “Os manjares do demônio”, no qual come giletes, pregos, cacos de vidro e parafusos. Após o número do faquir, a sobrinha do mágico põe na vitrola um disco com o rugido de um leão e o homem fantasiado finge ser a fera. O público percebe a farsa e promove um quebra-quebra. João propõe à sobrinha do mágico ser sua ajudante nas apresentações e sua companheira na vida. Os dois fazem sexo num celeiro das redondezas. O mágico morre de fome. Desesperado, seu Zé força Ali Khan a fazer o número “Homem que come gente”. No dia do espetáculo, o circo está lotado, todos querendo assitir ao canibal em ação. Entretanto, Ali Khan não consegue comer o menino que lhe fora oferecido pela platéia. O público começa um tumulto que culmina em incêndio. João, sua companheira e Manoel fogem e no caminho se juntam a um cego violeiro. Em disputa por um pedaço de pão, Manoel fura um olho de João e ameaça furar o outro, porém a moça bate com uma pedra em sua cabeça. João e sua companheira se põem de novo na estada. Ao chegarem numa cidadezinha, João decide fazer o mais novo número de Ali Khan: ser crucificado vivo, pregado pelas mãos. O povo passa a idolatrar Ali Khan, dando-lhe dinheiro e deixando ex-votos a seus pés. O padre, o delegado e o coronel decidem prender o homem que está lhes tirando o poder. O povo acampa na frente da delegacia onde se encontra o seu guia espiritual. João é solto após passar dias sem comer e decide ser um artista da fome. Em São Paulo, Ali Khan fica famoso ao conseguir bater o recorde mundial da fome, cem dias, e é homenageado em cerimônia ilustre como “o campeão da fome”. Por fim, Ali Khan permanece em sua cama de pregos, sem comer, velho e só, num lixão.

Elenco

Marins, José Mojica (Alikan)
Valle, Maurício do (Domador)
Miranda, Júlia (Maria)
Hingst, Sérgio (Seu Zé)
Soares, Jofre (Padre)
Império, Flávio (Soldado)
Evangelista, Silvio (Equilibrista)
Lima, Mário (Espectador)
Mataran, Angelo (Espectador)
Abreu, Luiz
Bernardet, Jean-Claude
Almeida, Hamilton de

Participação especial:
Bittencourt, Lenoir (Mágico)
Santos, Adauto (Cantador cego)
Brito, Heládio (Delegado)
Fuxico …. Palhaço

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de O Profeta da fome (1970) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Maurice Capovilla
Argumento: Maurice Capovilla e Peixoto, Fernando
Roteiro: Maurice Capovilla e Peixoto, Fernando
Assistência de direção: Penna, Hermano
Continuidade: Lima, Mario
Direção de produção: Almeida, Hamilton de
Produtor associado: Santos, Odécio Lopes dos
Assistência de produção: Stulbach, Roman; Koudela, Jan; Solnick, Alexandre
Direção de fotografia: Bodanzky, Jorge
Câmera: Bodanzky, Jorge
Assistência de câmera: Meliande, Antonio
Fotografia de cena: Toledo, Ruth
Eletricista: Mataran, Angelo
Maquinista: Portioli, Cláudio
Técnico de som: Cabalar, Julio Peres
Montagem: Renoldi, Sylvio
Figurinos: Império, Flávio
Cenografia: Império, Flávio
Assistencia de cenografia: Campos Jr., Plácido de; Raulino, Aloysio
Trilha musical: Rossi, Rinaldo
Companhia(s) produtora(s): Fotograma Produtora e Distribuidora de Filmes Ltda.
Companhia(s) distribuidora(s): Cinedistri – Companhia Produtora e Distribuidora de Filmes Nacionais

Financimento/patrocínio: Fundo Estadual de Cultura do Governo do Estado de São Paulo

Canção
Título: Ôlho por ôlho
Autor da canção: Santos, Adauto
Intérprete: Santos, Adauto

Locação: São Paulo – SP; São Luís do Paraitinga – SP

Prêmios

Prêmio Air France, 6, 1970, RJ, de Melhor diretor e Melhor ator para Valle, Maurício do..
Prêmio Curumim do Clube de Cinema de Marília, 1971, SP..
Prêmio Coruja de ouro, 1979, para Melhor fotografia e Oitavo lugar entre Os Melhores Filmes do Ano do INC – Instituto Nacional de Cinema..
Melhor argumento; Melhor roteiro; Melhor diálogo; Melhor montagem; Melhor ator coadjuvante para Valle, Maurício do e Melhor atriz coadjuvante para Miranda, Júlia no Festival de Brasília, 6, 1970, Brasília – DF..
Prêmio Governador do Estado, 1970, SP, de Melhor diretor.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
ALSN/DFB-LM
CENS/II
Guia de Filmes, 29/68
CB/Ficha Filmográfica
CB/Documentação Diversa
Folha de S. Paulo, 12.06.1970

Fontes consultadas:
ACPJ/II
FBR/16
FBR/6
Press-release

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. O Profeta da fome. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/o-profeta-da-fome/

Observações:
Guia de Filmes 29 indica também como roteirista.
Outras fontes apontam <1970> como o ano de produção.
Na Folha de S. Paulo, Capovilla afirma que O PROFETA DA FOME é seu filme mais pessoal e que a idéia surgiu tanto do exemplo do faquir Silk, que ficou 100 dias sem comer numa urna instalada na Avenida São João e bateu o recorde mundial de jejum, como do ensaio “A estética da fome”, de Glauber Rocha.

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