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Os Fuzis (1964)

Sinopse

Um grupo de soldados é enviado ao nordeste do Brasil para impedir que cidadãos pobres saqueiem armazéns por causa da fome.

Nordeste, 1963. Policiais chegam à cidade para evitar que a população que não tem o que comer, invada e saqueie um depósito de alimento. O dono do armazém tem grande prejuízo, pois vende fiado e não recebe, situação agravada com a inadimplência do governo que não paga o bônus que deve. Mário, um dos soldados, conhece Luíza, que mora na cidade. No armazém, outro policial usa de sua autoridade para explicar o funcionamento de uma arma. Gaúcho, um caminhoneiro, consegue superá-lo na preparação da arma. O policial se sente desmoralizado na frente de todos. Mário conta que Gaúcho é o amigo que o salvou durante uma triste operação para expulsar posseiros, quando ainda era soldado. Eles conversam. Gaúcho questiona a situação local e diz não entender o governo, que ao invés de mandar alimentos, quando a população está morrendo de fome, manda soldados. Enquanto fazem a vigília à espera do caminhão que irá levar alimentos, os policiais, ociosos, apostam para ver se acertam em um cabrito que fugiu. Ao atirar, o policial acerta um homem, o dono do cabrito. Para não criar mal-estar na população, dizem que o homem foi encontrado morto e quem o matou foi um forasteiro. Gaúcho insinua para Mário e Zé que foram eles, junto com outros policiais, que mataram o homem. Mário vai ao velório do homem, pois Luíza está lá. Triste, ela o insulta, dizendo desconfiar deles, mas depois o beija. O caminhão chega para levar a comida estocada do armazém. Os policiais, assustados, vigiam tudo sob olhares famintos da população, que vê a comida ir embora. Um homem chega ao bar pedindo uma caixa para enterrar o filho, que morrera de fome. Gaúcho se revolta com a passividade e covardia da população. Rouba a arma do policial Zé e atira no caminhão. Na troca de tiros, Gaúcho morre. Mário fica desolado. Ele se despede de Luíza e parte com os outros policiais. O boi, que até então era santo para os fiéis, é morto e toda a população avança para pegar um pedaço da carne.

Elenco

Nelson Xavier …. Mário
Átila Iório …. Gaúcho
Joel Barcellos …. Vaqueiro com o filho morto
Hugo Carvana …. José
Paulo César Peréio …. Pedro
Cecil Thiré
Antonio Pitanga Sampaio …. voz
Mauricio Loyola …. Beato
Maria Gladys …. Luísa
Leonides Bayer …. Sargento
Ivan Cândido …. Soldado
Rui Polanah
Povo de Milagres
Povo de Tartaruga
Povo de Nova Itarana

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Os Fuzis (1964) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Ruy Guerra
Argumento: Ruy Guerra e Miguel Torres
Roteiro: Ruy Guerra, Miguel Torres e Pierre Pelegri
Diálogos: Ruy Guerrae Miguel Torres
Assistência de direção: Cecil Thiré e Rui Polanah
Continuidade: Rubens Azevedo
Produção: Jarbas Barbosa
Direção de produção: Raimundo Higino
Assistência de produção: Nelson Dantas, Wilmar Menezes e Romulo Almeida
Coordenação de produção: J.P. de Carvalho
Direção de Fotografia: Ricardo Aronovich
Câmera: Ricardo Aronovich
Assistência de câmera: Henriques, Affonso; Kusnetzoff, Hugo
Técnico de som: Vianna, Aluizio
Sonoplastia: José, Geraldo; Goulart, Walter; Pereira, José
Montagem: Higino, Raimundo e Ruy Guerra
Cenografia: Calazans Netto
Maquiagem: Adelia, Maria
Trilha musical: Santos, Moacir
Companhia Produtora: Copacabana Filmes
Companhias Produtoras Associadas: Inbracine Filmes | Daga Filmes
Companhias Distribuidoras: Produções Cinematográficas Herbert Richers S.A. | Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.

Locação: Milagres – BA; Tartaruga – BA; Nova Itarana – BA

Prêmios

Urso de Prata (Prêmio especial do júri) no Festival de Berlim, 14, 1964 – DE..
Prêmio Cabeza de Palenque no Festival de Acapulco, 1965 – MX..
Prêmio de melhor fotografia no Festival de Pesaro, 1964 – IT.

Bibliografia

Livros:

BALADI, Mauro. Dicionário de Cinema Brasileiro: filmes de longa-metragem produzidos entre 1909 e 2012. São Paulo: Martins Fortes, 2013.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. ///

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CENS/IV
CCSP/LMP
CP-MC/RG

Fontes consultadas:
ACPJ/I
O Estado de S. Paulo, 06.06.1965
JCB/BTC
CA/AF

Observações:
ACPJ/I indica Gilberto Perrone como produtor associado; Rui Polanah como secretário; Billy Davis como gerente; José Higino como assistente; Pierre Pelegri em argumento; Miguel Torres no roteiro; na sonografia; como assistente de cenografia e Ziraldo nos letreiros. No elenco inclui: ; ; ; ; Cecil Thiré e Billy Davis.
O Estado de S. Paulo de 06.06.1965 informa montagem de Ruy Guerra na versão original, mais na versão comercial. Informa ainda a voz de Sampaio e que a versão comercial do filme possui um corte de 40 minutos da versão original.
Possivelmente, num dos primeiros tratamentos do filme, ele recebeu o título de Os Lobos, conforme matéria da Tribuna da Imprensa de 06.06.1962.

História do Cinema Brasileiro

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3 comentários sobre “Os Fuzis (1964)

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