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Paulo Benedetti (1863-1944)

Biografia

FOTO Paulo BenedettiPaulo Cianelli Benedetti, em arte mais conhecido como Paulo Benedetti, foi um cineasta nascido em Lucca, (em Bernalda) na Itália, em 1863. Foi o pioneiro dos pioneiros do cinema brasileiro, além de produzir, dirigir e revelar filmes, foi diretor de fotografia e empresário do setor no país quando o cinema ainda estava se iniciando no Brasil.

Paulo Benedetti é considerado como o pioneiro dos pioneiros do cinema brasileiro chegou ao Brasil, coincidentemente no mesmo ano da chegada do cinema no país, em 1897. Chegou no país para trabalhar com extração de gás de acetileno. Estabeleceu-se na cidade do Rio de Janeiro, onde montou uma fabrica de aparelhos para uso do gás. Sua empresa foi responsável por fazer a iluminação de um extenso trecho da Central do Brasil. Anos mais tarde, após quase morrer em uma explosão, a empresa fechou.

Em 1905, muda-se para São Paulo onde instala uma sala de exibição, o Cine Japonês, e o primeiro laboratório de revelação de filmes da cidade.

Resolve, então, ir para Barbacena (MG) em 1910, tornando-se proprietário do Cinema Mineiro. Além de exibidor, realizava atualidades através de sua outra empresa, a Opera Filme, para projetar no seu cinema. Criou e registrou, em 1912, a patente do Sistema Cinemetrofonia, um aparelho que sincroniza o som com o filme na tela. O filme Uma Transformista Original, de 1915, era todo cantado e, mais da metade, sincronizado com um fonógrafo e uma orquestra.

Após encerrar as atividades da Opera Filme em Barbacena (MG), Paulo Benedetti pega um trem com sua família e parte em direção à Capital Federal, o Rio de Janeiro, em 1917. A partir de sua chegada à capital até o início dos anos 1920, Paulo Benedetti trabalha intensamente como fotógrafo em produções de estúdios cariocas. Em 1924, fundou a Benedetti Filme e constrói seu laboratório de revelação de filmes no bairro do Catete. Assim, ele passou a revelar e copiar, além dos seus próprios filmes, os de outras companhias da época.

Neste período, produz A gigolete (1924) e Dever de amar (1925), sob a direção do italiano Vittorio Verga.

Como fotógrafo, Paulo Benedetti assumiu a direção de fotografia de Barro humano (1929), de Adhemar Gonzaga, com grande sucesso de público e crítica.

Com a popularização do cinema sonoro, o laboratório de Paulo Benedetti passou a fazer a legendagem de filmes estrangeiros. Realizou cinerreportagens, inventou processos de gravação e, a partir de 1935, dedicou seu tempo na descoberta de um novo processo de filme em cores.

Faleceu em 1944, aos 81 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Filmografia

:: Filmografia como Diretor ::

1930 :: Bando dos Tangarás (CM)
1929 :: Bole-Bole (CM)
1929 :: Café Com Leite (CM)
1929 :: Deliciosa (CM)
1929 :: Estoy Borracho (CM)
1929 :: Guerra aos Mosquitos (CM)
1929 :: Iaiá (CM)
1929 :: Jura (CM)
1929 :: Mary (CM)
1929 :: Vamo Falá do Norte (CM)
1926 :: Uma Página da Vida (CM)
1920 :: Cavalhadas em Goiás (CM)
1915 :: As Cavalhadas (CM)
1915 :: Uma Transformista Original
1912 :: As Lavadeiras (CM)
1912 :: Canção Popular (CM)
1912 :: Documentários (CM)
1912 :: Filme Especialmente Organizado para Demonstração da Cinemetrofonia (CM)
1912 :: O Guarani (CM)
1912 :: Raid da Infantaria da Linha de Tiro 81 (CM)
1911 :: Inauguração da Herma de Correia de Almeida (CM)

:: Filmografia como Diretor de Fotografia ::

1929 :: Barro humano
1926 :: O Guarani (cofot. Vittorio Capellaro)
1925 :: Dever de Amar
1925 :: Esposa do Solteiro (cofot. Victor Ciacchi e Pedro Scaglione)
1925 :: La Mujer de Medianoche (Argentina/Brasil) (cofot. Victor Ciacchi e Pedro Sgaglione)
1924 :: A Gigolette
1920 :: O Garimpeiro
1919 :: Iracema
1919 :: Iracema (Inacabado)
1917 :: O Cruzeiro do Sul
1915 :: Uma Transformista Original (cofot. Rosina Cianelli)
1912 :: O Guarani (CM)
1912 :: Raid da Infantaria da Linha de Tiro 81 (CM)

Bibliografia

Livros:

SILVA NETO, Antônio Leão da. Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2011.

Internet:

TVBQ. http://www.tvbq.com.br/benedetti/

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