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Pinguinho de gente (1949)

Sinopse

Como era linda aquela boneca! Dentro da vitrina da casa de brinquedos, assemelhava-se a uma pequena rainha. Sua principal escrava, enfeitiçada pela beleza daquele ser inanimado, vinha sempre olhá-la, adorá-la através do vidro frio. Mas Nini sabia que jamais poderia possuir a boneca. Pois se, em sua casa pobre, muitas vezes sua mãe, curvada dia e noite à máquina de costura, nem sempre podia arranjar o necessário para a alimentação. Maria Lúcia conhecia o ardente desejo da filhinha. Embora a pobreza que a rodeava, ela também ainda era jovem e já havia tido muitos sonhos e desilusões. Agora, era preciso antes de tudo pensar no pagamento do aluguel, saber como iria desculpar-se ante a dona da casa, que dentro de breves instantes, talvez, reclamaria pela centésima vez o aluguel. Sim, um dia poderia satisfazer o desejo de Nini.

Elenco

Anselmo Duarte …. (Luiz Antônio, médico)
Vera Nunes …. (Maria Lucia, mãe de Nini)
Mario Salaberry …. (Tito)
Lucia Delor …. (Mathilde)
Violeta Ferraz …. (D. Mimosa, dona da pensão)
Isabel de Barros …. (Nini)
Marzullo, Antonia (Tia Velha (mais moça))
Silva, Palmira (Tia Velha)
Oliveira, Jacy de (Empregada Benedita)
Martins, Domingos (Julinho)
Guimarães, Guilherme
Cataldo, Luiz
Galeno, Roberto
Gomes, Rodney (Outro garoto menor)
Leite, Ferreira (Oficial de Justiça)
Policena, José (Avô Avellar)
Ferreira, Armando
Rocha, Manoel (Garçon)
Duval, Roberto (Mau Caráter)
Soares, Affonso (Vendedor na livraria)
Costa, Maria (Empregada dos Avellar)
Prates, Nino
Franco, Almeida
Vieirinha
Varetto, Marga
José, Ivan
Rosada, Arlette
Carlos, Walter
Santos, Noêmia
Monteiro, Manoel
Magalhães, Gilda Maria Botelho
Lindberg, Yuco (Arlequim)
Loreida, Helga (Fada)
Gray, Dennys (Palhaçinho)
George, Zaquias (Baiana)
Rzepecki, Erik (Varredor)
Yanakiewa, Juliana (Pastora Luiz XV)

Narração:
Almeida, Alfredo

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Pinguinho de Gente que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Gilda Abreu
Argumento: Gilda Abreu
Adaptação: Gilda Abreu
Assistência de direção: Lester, Arlete
Produção: Adhemar Gonzaga
Direção de produção: Rocha, Manoel
Gerente de produção: Rocha, Manoel
Coreografia: Lindberg, Yuco
Direção de fotografia: Castro, Afrodisio P.
Assistência de fotografia: Stamato, Guilherme
Direção de som: Braga Jr., Luiz
Montagem: Lounine, Nicolas; Lester, Arlete e Gilda Abreu
Cenografia: Lindberg, Yuco
Montagem de cenário: Lounine, Nicolas
Maquiagem: Rzepecki, Eric
Música (Genérico): Varetto, Ercole
Companhia produtora: Cinédia S.A.

Canção
Título: Senhor do Bonfim;
Autor da canção: Celestino, Vicente;

Título: Sonho do Natal
Autor da canção: Abreu, Gilda

Prêmios

:: Melhor ator de 1949 concedido a Duarte, Anselmo pela revista A Scena Muda.

Bibliografia

Fontes utilizadas:

CB/Transcrição de letreiros-Cat
AG/50 CIN
Certificado de Censura Federal
CENS/I
FCB/FF
ALSN/DFB-LM
Fontes consultadas:
AV/ICB
ACPJ/I
CS/FF

Observações:

Críticas: “A direção do trabalho representa mais uma vitória para Gilda, confirmando assim, de modo indisfarçável, as qualidades que possui no difícil mister, evidenciadas que foram quando apresentou ‘O Ebrio’. ‘Um pinguinho de gente’ está, pois, fadado a grande sucesso, conhecidas como já a capacidade de direção e o estilo usado pela autora em seus trabalhos, sempre explorando o lado humano. O romance é bonito, escrito com sentimento. É uma deliciosa história de amor em que o coração fala acima de tudo, deixando patente, através de uma dolorosa renúncia, que o amor não necessita de ser correspondido para que exista. ‘Pinguinho de gente’ é, pois um filme que fará sucesso, porque tudo possui para isso – desde o seu enredo, sua interpretação, sua cenografia, quer de ambiente quer de cenas de rua, sua fotografia, seu som, tudo é muito bom.” (Jornal do Brasil, 5 de outubro de 1949, in AG/50 CIN) “(…) Assim é o filme; banal, servindo-se das situações de novela, de uma inexpressividade mórbida, procurando distrair a atenção para números de palco que mostram nossa falta de recursos e de artistas, com um Natal que nem mesmo é o nosso. Gilda de Abreu só teve um mérito neste filme: mostrar que se pode fazer filmes mais limpos, do que as ‘chanchadas’ ou as pretenções de um Freda ou de Bernoudy. Ela atingiu o alvo, como já o fizera com ‘O Ebrio’, isto é, público para a bilheteria. Mas faltou atingir nível melhor diante dos que aguardam que possamos fazer cinema de verdade, em vez de teatro filmado, de novela radiofônica em imagens, de levar o filme para um caminho perigoso e que não pode ficar como um passo dentro da indústria.” (Pedro Lima, Diário da Noite, outubro de 1949, in AG/50 CIN)
ACPJ/I acrescenta ao elenco Estevão Matos, Jurema Magalhães, Grijó Sobrinho e Sérgio Oliveira.

Distribuído em São Paulo pela Cinematográfica Polifilmes em 1960.

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2 comentários sobre “Pinguinho de gente (1949)

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