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Pixote, a lei do mais fraco (1981)

Sinopse

Dito, Lilica, Chico e Pixote – este de apenas dez anos – vivem a dura realidade do menor carente num reformatório em São Paulo, junto a outros garotos abandonados como eles, sendo que alguns já com passado criminal. Revoltados com a violência e as injustiças dos administradores da instituição, os quatro resolvem fugir. Lá fora, conhecem um traficante que os utiliza como portadores de drogas para o Rio de Janeiro, para onde vão clandestinamente num trem de carga. Inexperientes, são trapaceados; Chico morre e Pixote comete seu primeiro assassinato. Sem a droga e sem dinheiro, eles voltam para São Paulo. Encontram Sueli, uma prostituta, com a qual negociam um acordo: ela atrai fregueses e eles os assaltam. Dessa maneira, vivem dias perigosos e alegres. Lilica vai embora. Dito morre num acidente provocado por Pixote. Sozinho com Sueli, o garoto encontra nela um tipo de amor que nunca conhecera antes. Mas isso também não dura. Rejeitado, ele sai armado para enfrentar a cidade grande.

Pixote, a lei do mais fraco é um filme brasileiro de 1981, do gênero drama, dirigido por Hector Babenco.

Neste filme, Hector Babenco conseguiu construir um dos mais cruéis retratos da realidade nas ruas de São Paulo, onde crianças têm sua inocência retirada ao entrarem em contato com um mundo de crimes, prostituição e violência. Abandonado por seus pais, o garoto protagonista rouba para sobreviver nas ruas de São Paulo. Passado por reformatórios, só ajudou sua revolta e o contato com as drogas, convivendo com criminosos delinqüentes.

O ator Fernando Ramos da Silva, que interpreta o personagem-título, tempo depois do êxito do filme, voltou à sua vida de sempre, vivendo num ambiente de total miséria. Chegou a tentar seguir a carreira de ator, ingressando na Rede Globo com a ajuda do escritor José Louzeiro, porém, foi demitido por ser incapaz de decorar os textos, já que era semi-analfabeto. Devido à influência dos irmãos, retornou à criminalidade, sendo assassinado por policiais em 1987.

A rápida trajetória de Fernando foi contada posteriormente pelo diretor José Joffily, em outro filme Quem Matou Pixote?.

Este filme pode ser considerado um legado do cinema marginal, que hoje nos trouxe Carandiru, Cidade de Deus, Ônibus 174, dentre outros. Detalhe para quando Babenco reproduz o quadro da Virgem Maria amamentando Jesus traduzindo para uma cena entre uma prostituta e um menor de rua. Diversos críticos estrangeiros elegeram Pixote, a lei do mais fraco como um dos dez melhores filmes do ano de 1981, sendo premiado com o Leopardo de Prata, no Festival de Locarno, e indicado ao Globo de Ouro.

Elenco

Fernando Ramos da Silva …. Pixote
Marília Pêra …. Sueli
Jardel Filho …. Sapatos Brancos
Rubens de Falco …. Juiz
Elke Maravilha …. Débora
Tony Tornado …. Cristal
Beatriz Segall …. Viúva
Pompeu, João José (Almir)
Rollo, Rubens (Diretor)
Fontana, Emilio (Dr. Delegado)
Serra, Luiz (Jornalista)
Perez, Ariclê (Professora)
Kantor, Joe (Gringo)
Farias, Isadora de (Psicóloga)
Berg, Beatriz (Mãe de Fumaça)
Breda, Walter (Raulzinho)
Matos, Raymundo (Médico)
Corsi, Benedito (Avô de Pixote)
Damaceno Filho (Jornalista)
Queiróz, Cleide Eunice (Mãe de Dito)
Pinheiro, Israel (Inspetor I)
Costa, Carlos (Inspetor II)
Montazini, Fábio (Filho da viúva)
Dias, Lineu (No primeiro assalto)
Pezzuoli, Cesar (Homem jovem)
Kocoth (Amigo de Sueli)
Julião, Jorge (Lilica)
Moura, Gilberto (Dito)
Lino, Edilson (Chico)
Santos, Zenildo Oliveira (Fumaça)
Bernardo, Cláudio (Garotão)
David, Israel Feres (Roberto Pé de Lata)
Santos, José Nilson Martin dos (Diego)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Pixote, a lei do mais fraco (1981) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Hector Babenco
Argumento: Duran, Jorge e Hector Babenco
Roteiro: Duran, Jorge; Babenco, Hector
Estória Baseada no livro Infância dos mortos, de José Louzeiro
Assistência de direção: Barros, Maria Cecilia M. de; Toledo, Fátima
Continuidade: Moreira, Silvia
Produção: Babenco, Hector
Direção de produção: Costa, Lilia
Produção executiva: Naves, Sylvia Bahiense
Produtor associado: Pinto, José; Francini, Paulo
Assistência de produção: Santiago, Daniel; Souza, Marçal Ferreira de; Cabrera, Carlos; Barros, Marcelo Paes de; Laurindo, Luiz Alberto
Direção de fotografia: Sanches, Rodolfo
Câmera: Sanches, Rodolfo; Tomas, Waldemar; Moreira; Portiolli, Cláudio
Assistência de câmera: Davinha, Felipe; França
Fotografia de cena: Magalhães, Ayrton
Eletricista: Caetano, Esmeraldo; Cardoso, Altino Procópio
Maquinista: Paraná; Garcia, Ricardo
Som direto: Gama, Hugo
Efeitos especiais de som: Marchesin, José
Técnico de mixagem: Sasso, José Luiz
Operador de microfone: Carneiro, Francisco
Montagem: Elias, Luiz
Assistente de montagem: Carlos, José
Sincronização: Villares, Maria Inês; Elisa, Ana
Figurinos: Bueno, Clóvis
Guarda-roupa: Guarana, Carminha
Cenografia: Bueno, Clovis
Letreiros: Tassara, Marcelo
Assistencia de cenografia: Monteiro, Lisa
Maquiagem: Nena
Guarda-roupeira: Guaraná, Carminha
Música: Neschling, John
Companhia Produtora: H.B. Filmes Ltda. | Unifilm
Companhia co-produtora: Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.
Companhia Distribuidora: Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.

Prêmios

Prêmio de Melhor Filme com Menção especial da crítica e Menção do Júri da OCIC – Office Catholique Internacional du Cinema no Festival de San Sebastian, 1981, ES..
Prêmio Leopardo de Prata no Festival de Locarno, 34, 1981, CH..
Prêmio Makhila de Ouro de Melhor Filme e Grande Prêmio do Público do Festival de Biarritz, 3, 1981, FR..
Melhor filme estrangeiro pela Associação de Críticos de Cinema de New York, 1981, US..
Melhor Filme Estrangeiro pela Associação de Críticos de Los Angeles, 1981, US..
Prêmio de Melhor atriz para Pera, Marília pela Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos, 1981, US..
Melhor filme do ano e Melhor atriz para Pera, Marília pela Associação de Críticos de Boston, 1981, US..
Melhor Filme no Festival de Sidney, 1982, AU.

Bibliografia

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CB/Ficha Filmográfica
Guia de Filmes, 1980
Concine/80
Press
CA/AF
CB/Coleção de roteiros
CB/EMB-110.2-00736
CB/EMB-110.1-00200

Fontes consultadas:
O Estado de S. Paulo, 06.01.1980 p.28; 21.09.1980 p.41; 25.09.1980 p.28; 04.11.1980 p.21 e 04.02.1982 p.24
Jornal da Tarde, 19.09.1980 p.15; 01.10.1980 p.22
O Globo, 05.02.1982 p.25
FBR/13
Folha da Tarde, 11.01.1980 p.20
JLS/site, acessado em 22.06.2007

Livros:

LOUZEIRO, José. Infância dos mortos. : , .
SILVA, Paulo Henrique (Org.). 100 Melhores Filmes Brasileiros. Belo Horizonte: Letramento/Abraccine/Canal Brasil, 2016.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Pixote, a lei do mais fraco. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/

Observações:
Comprado pela ZDF, Televisão da Alemanha Federal, na CIMEX – 1ª Feira Internacional de Cinema Brasileiro.
O filme participou do 13º Festival de Brasília, em 1980.

História do Cinema Brasileiro

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4 comentários sobre “Pixote, a lei do mais fraco (1981)

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