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Prata Palomares (1971)

Sinopse

Alegoria encenada em conjunto com integrantes do teatro Oficina ou documento vivo de um momento histórico muito específico: início dos anos 70, Brasil Grande, Tri-campeão de futebol, Transamazônica, Milagre Econômico. Mas também repressão cultural, política e principalmente tortura. Houve uma guerra, dos vencedores contra a guerrilha, da qual ninguém podia falar.

Dois guerrilheiros saem de um local de batalha. Uma santa mensageira declama sobre o futuro da humanidade. Os guerrilheiros invadem a igreja de uma pequena cidade e ali se instalam. Discutem idéias para mudar o mundo e planos futuros, criticam o conservadorismo da igreja e procuram o paraíso. Acham um rádio, que passa a ser seu meio de comunicação com o novo mundo. Surgem divergências entre eles. A vontade de mudar o mundo é grande, mas as dificuldades são maiores e isto os leva a loucura. A santa aparece na igreja e diz querer ter um filho com os dois. Os três se relacionam sexualmente. Uma família rica e policiais vão até a igreja e instalam instrumentos e aparelhos para tortura. Os guerrilheiros se revoltam e um deles resolve se vestir de padre. O falso padre vai até o prefeito da cidade e faz exigências para a igreja. Em um bordel, conhece um cafetão. O falso padre ganha popularidade e seguidores. Mesmo no meio de muita confusão mental, ele reza missas com teor revolucionário proclamando a paz, a liberdade, os novos tempos e a chegada do paraíso. O guerrilheiro tenta fazer o padre deixar tudo para voltar a luta armada e o critica por seus atos corrompidos. Ele vai atrás de um barco para poder atravessar o mar para o outro lado. O padre quebra o rádio e inicia-se uma longa discussão entre os dois. O padre delira e ri sem parar, enquanto o guerrilheiro discursa sobre o fim da luta e o início de uma vida de loucura. A família rica, os seguranças e o chefe de polícia da cidade invadem a igreja e lá torturam o cafetão até morte. A santa leva o corpo do cafetão para um ritual religioso e faz protesto feminista dando armas às mulheres. O padre, violentamente pressionado, entra em completo delírio e coopera com os ricos torturadores. A santa é capturada e violentamente torturada. Os ricos descobrem que o padre é falso, e o convidam para fazer parte do grupo. A santa e o guerrilheiro conseguem um barco e partem. O padre quebra toda a igreja com a ajuda do povo. Os ricos entregam a cidade ao padre, que instaura uma república livre destinada ao prazer. Ele tenta criar o paraíso em poucos dias estipulando as características a serem seguidas, mas seu mundo se transforma em loucura, desorganização, sujeira e primitivismo. O padre, ao tentar fazer o homem voar, cai de um penhasco e morre. Em uma praia, a santa e o guerrilheiro encontram o cérebro e a roupa do padre na areia.

Elenco

Ítala Nandi
Borghi, Renato
Gregório, Carlos
Dobal, Renato
Augusto, Otávio
Augusto, Paulo
Cao
Zenaider
Kander, Elizabeth
Brasil, Antonio
Prieto, Carlos
Hering, Elke
Terreno de Umbanda de Malvina
Pescadores da Barra

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Prata Palomares que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: André Faria
Argumento: André Faria
Roteirista: André Faria; José Celso Martinez Corrêa
Produção: Sacchi, Luiz Augusto; Guerra, João; Guimarães, Marcos
Direção de produção: Silva, Genaldo da; Carvalho, Roberto; Colasso, Julio; Valenzuela, Santiago; Feitosa, Tairone
Produtor associado: Sacchi, Luiz Augusto; Guerra, João; Guimarães, Marcos
Direção de fotografia: Levi, Soly; Bastos, Silvio; Ebert, Carlos Alberto
Técnico de som: Tavares, José
Montagem: Ramiro, João; Alves, Amauri
Cenografia: Bardi, Lina Bo
Figurinos: Bardi, Lina Bo
Música (Genérico): Vaz, Guilherme Guimarães
Música de: Vigliati, Daniel; Aute, Luiz Edvaldo e Carlos, Roberto;
Companhia(s) produtora(s): André Faria Produções Cinematográficas; Vega I Filmes Ltda.
Companhia distribuidora: Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A.

Locação: SC

Prêmios

1979 :: Melhor diretor e Melhor cenografia para Bardi, Lina Bo no 12. Festival de Brasília.

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

RAMOS, Fernão Pessoa (org.). História do cinema brasileiro. São Paulo: Art Editora, 1981.

_________; MIRANDA, Luiz Felipe A. de. (Org.). Enciclopédia do cinema brasileiro. São Paulo: Senac São Paulo, 2000.

SILVA NETO, Antônio Leão da. Dicionário de Filmes Brasileiros: longa-metragem. São Paulo, Ed. do Autor, 2002.

Jornais e Periódicos:

Jornal Diário Mercantil
Jornal Diário Regional
Jornal do Brasil
Jornal do Comércio
Jornal O Dia
Jornal O Globo
Jornal O Pharol
Jornal Panorama
Jornal Tribuna da Tarde
Jornal Tribuna de Minas

Internet:

http://www.ancine.gov.br/ – Agência Nacional do Cinema – Brasil
http://www.cinemateca.org.br/ – Cinemateca Brasileira – Brasil
http://www.cinemabrasileiro.net – Cinema Brasileiro – Brasil
http://www.cinemateca.gov.br – Cinemateca Brasileira – Brasil
http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br – História do Cinema Brasileiro – Brasil

Instituições Consultadas:

Arquivo da Cinemateca Brasileira
Arquivo Histórico da Universidade Federal de Juiz de Fora
Biblioteca da Universidade Federal de Juiz de Fora
Biblioteca da Universidade Salgado de Oliveira de Juiz de Fora

Observações:
ACPJ/II indica no elenco Elk Herins e Kao.
Há o Certificado de Produto Brasileiro 082 de 14.09.1971, revalidado em 1980, com o número 447, de 12.1980, produtora Vega I Filmes, distribuidora Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes S.A. e direção de André faria.
Os letreiros do filme estão ilegíveis em algumas partes (sinalizadas com ?). Impossível a leitura do fotógrafo de cena.
Letreiros indicam cenografia e figurinos de Lina do Bardi.
EP-VH/CMSF refere-se a André Faria como André Faria Jr., grafa o nome de Luiz Augusto Sacchi como Luiz A. Sache e indica duração de 120 minutos.
ALSN/DFB-LM informa que o filme ficou mais de dez anos proibido pela censura por conter cenas que agridem princípios religiosos, família e sociedade, e acabou não indo a Cannes, mas recebeu prêmios e elogios em todo o mundo. Foi lançado somente em 1984.
Press-release grafa os nomes de Tairone Feitosa como Tayrone Feitosa e Amauri Alves como Amaury Alves e indica produção de finalização Murillo Moreira Jr..
Press-release indica a participação do filme nos seguintes festivais: 25º Festival de Cannes, 1972 – FR na XI Semana da Crítica Francesa; 30º Festival de Cannes, 1977 – FR, na Quinzena dos Realizadores; Cine Olimpic Entrepôt, 1977, Paris – FR; 25º Festival de San Sebastian, 1977 – ES, Seção Novos Diretores; 6º Festival de Gramado, 1978, Seção Especial e 12º Festival de Brasília, 1979 – DF.
Press-sheet indica câmera de Carlos Alberto Ebert, Levi Soli e Silva Bastos.

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