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Primeiro Plano 2002 – Festival de Cinema de Juiz de Fora

Evento

A primeira edição do Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora foi realizado nos dias 23 a 26 de outubro de 2002, tendo como locais de exibição o Espaço Unibanco Palace (em sua Sala 2) e na tenda no Parque Halfeld, onde aconteceu, além de mostras infantis, a reapresentação de curtas em competição, em vídeo, que foram exibidos no dia anterior outros vídeos. Oficina Primeiros Inventos da Arte da Animação. Oficina ministrada por Antônio Moreno.

O público estimado foi de 4.000 espectadores, com a exibição de 77 filmes, entre estes 28 em competição.

Festival nacional de cinema e vídeo voltado exclusivamente para diretores que estão estreando na função. Os filmes selecionados concorrem ao Troféu “Carriço” nas categorias Melhor Filme Documentário e Melhor Filme Ficção; além de Melhor Direção; Roteiro; Fotografia; Som; Montagem; Direção de Arte; Trilha Musical; Ator e Atriz.

Patrocínio e Apoio: Prefeitura de Juiz de Fora/ Diretoria de Política Social, através da Fundação Alfredo Ferreira Lage – FUNALFA, e com apoio institucional do Juiz de Fora Convention & Visitors Bureau; da Kodak Brasileira; do Canal Brasil; da Labocine do Brasil; da Quanta; da Revista de Cinema; do Movimento Gay de Minas (MGM); da TV Alterosa (SBT-Zona da Mata); da CurtaMinas (ABD/MG); Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABDeC/Rio); do Fórum Nacional dos Festivais; do Decine-CTAv-Funarte e da DaimlerChrysler.

Co-Realização: Groia Filmes Cinematográfica

Antes de cada mostra no Espaço Unibanco Palace foram exibidos cine-jornais de João Gonçalves Carriço. Durante o evento, aconteceu o Encontro de Política Municipal de Cinema, além do lançamento do livro A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro, de Antônio Moreno.

Abertura com a exibição dos filmes Um Sol Alaranjado, de Eduardo Valente, da UFF – vencedor de sua categoria no Festival de Cannes, na França; Uma onda no ar, de Helvécio Ratton – em pré-estréia na cidade, contando a história da Rádio Favela.

Mostra Primeiros Êxitos, com os filmes Um Sol Alaranjado, de Eduardo Valente; Rota de Colisão, de Roberval Duarte; Cão Guia, de Gustavo Acioli; De janela pro Cinema, de Quiá Rodrigues; e Funesto, de Carlos Dowling.

Mostra José Sette, com a exibição de Um Filme 100% Brazileiro; A Janela do Caos; Ver tigem (este filme era, então, o mais recente de José Sette e foi incluído no lugar de Encantamento, programado inicialmente); Goeldi – Um Sorriso Por Favor; Dr. Lund – O Homem de Lagoa Santa; Naturalista Krajsberg.

Encerramento com entrega do Troféu Carriço.

Selecionados

Mostra Competitiva Primeiro Plano de Documentários

Vaidade, de Fabiano Maciel: A vaidade humana pode ir mais longe do que se pensa, até mesmo a uma zona de garimpo no interior do Pará.
Artesãos da Morte, de Miriam Chnaiderman: Quem são os profissionais que vivem cuidando daqueles que já morreram? O dia-a-dia dos que trabalham em um cemitério na cidade de São Paulo.
Atrocidades Maravilhosas, de Renato Martins, Lula Carvalho e Pedro Peregrino: O Rio de Janeiro é invadido por um grupo de performance que utiliza cartazes para fazer sua arte.
Glória e Memória da Cana, de Júlio Mauro Peixoto: A história de Glória de Cataguases e da cultura da cana-de-açúcar naquela região do interior de Minas Gerais.
DuraLex SedLex, de Luciana Tanure, Henrique Silveira e Marília Rocha: Um apaixonado por cinema tem a história de sua vida contada num documentário, que não deixa de ser também uma homenagem àqueles que amam a sétima arte.
Metamorfose, de Ana Cristina Costa e Silva: Um acidente pode mudar a vida de alguém? Com certeza, sim, e nem sempre isso significa que a pessoa não pode ser uma vencedora.

Mostra Competitiva Primeiro Plano – Programa 1

O Tempo dos Objetos, de Bruno Carneiro: Homem encontra objetos desaparecidos há anos, que surgem sem explicação.
Última Trincheira, de Rondon de Castro: Soldados guarnecem uma posição durante a revolução constitucionalista de 32. Sem munição e esperanças, dividem-se entre o dever e a vontade de voltar para casa.
Deus Me Livre, de Alexei Divino: O diabo resolve devolver o inferno para Deus.
O Prisioneiro, de Eric Laurence: Um velho prisioneiro é libertado e passa a ter lembranças da vida no presídio.
A Bailarina, de Carlos Canela: Em um país fictício, artistas têm que passar pelo crivo de um comitê de avaliação para poderem exibir suas obras.
Quarto Sacramento, de Kleber Primo: O Arcanjo Miguel convida Lúcifer a viver novamente entre os anjos de Deus.
O Encontro, de Marcos Jorge: O encontro entre um homem e uma mulher visto de uma maneira bem peculiar, permeado pela presença do cinema.

Mostra Competitiva Primeiro Plano – Programa 2

O Metro Quadrado, de Flavia Cândida: Paredes de uma sala de uma agência de investigação começam a se mover inexplicavelmente, provocando situações inesperadas no lugar.
Miopia, de Muriel Paraboni: O mundo é visto através do olhar de um jovem míope, que procura corrigir o seu problema num consultório oftalmológico.
Bichos Urbanos, de João Mors e Karen Barros: Pseudo-documentário sobre animais que vivem numa grande cidade, no caso o Rio de Janeiro, fazendo relações com a vida dos homens nos grandes centros urbanos.
A Encomenda, de Alan Minas: Homem vagueia por uma estrada carregando uma mala, até que encontra quem insista em levá-la em seu lugar.
A História Real, de Andrea Pasquini: Num hospital que luta para não fechar as portas, acontece a estranha relação de duas crianças internadas.
O Bloqueio, de Cláudio de Oliveira: Morador solitário de um edifício se depara com um dilema: as obras que acontecem constantemente estariam sendo feitas para terminar a obra do prédio ou para demoli-lo?
Justiça Infinita, de Cacá Nazário: O dia 11 de setembro de 2001 visto não só pelo ângulo dos que viveram a tragédia nos Estados Unidos, mas também para pessoas que estavam envolvidas em seus próprios dramas cotidianos.
Bah!, de Gustavo Brandau: A interjeição gaúcha vista em suas diversas formas. Bah!

Mostra Competitiva Primeiro Plano – Programa 3

Alumbramentos, de Laine Milan: A poesia e a descoberta das palavras na vida de um garoto que está começando a enxergar um mundo novo.
Verdeamarelismo, de Luiz Adriano Damiello: Fotógrafo acorda pela manhã e descobre que está sofrendo de um estranho mal.
O Limpador de Chaminés, de Rodrigo John: Limpador de chaminés cai do telhado e percebe, em seguida, que adquiriu poderes de vidente.
Cidades Possíveis, de Laine Milan: As mudanças que acontecem no encontro entre pessoas solitárias num ponto de ônibus de uma grande cidade.
Confiança, de Heraldo Cavalcanti: Será que a confiança entre marido e mulher é sempre total?
Baseado em Estórias Reais, de Gustavo Moraes: Duas histórias passadas nos tempos da ditadura militar se cruzam em um dado momento.
Cego e Amigo Gedeão à Beira da Estrada, de Ronald Palatnik: Um cego que vive à beira da estrada diz reconhecer todos os carros que passam por ali e isso serve de pretexto para que ele conte uma estranha e surpreendente história.

Mostra Curta Minas 1

Dois Homens, de Helvécio Marins Jr.;
Geografia do Som, de Fábio Carvalho;
Para Sempre Assim, de João Carlos Lemos da Silva;
Velocidade, de André Martins Cardoso;
Clandestinos, de Patricia Moran;
Dalmar e Rosália, de Bel Bechara e Sandro Serpa;
Esse Deserto, de Ana Flávia Dias Salles;

Mostra Curta Minas 2

Françoise, de Rafael Conde;
Negócio Fechado, de Rodrigo Pereira da Costa;
Selenita Acusa!, de Luiz Roberto Pinto Nazário;
Todos os Dias São Iguais, de Carlos Gradin.

Mostra Cinema Juizforano

Visão do Céu, de Marcelo Mega;
O Fio e a Cidade, de Thiago Almeida Junior e Alexandre Guerreiro;
Verdade ou Consequência, de Aleques Eiterer;
Pai Nosso, de Márcio Azevedo;
Calçadão, Onde de Tudo Acontece, de Franco Groia;

Mostra Plano Animado 1

Tainá – Uma Aventura na Selva, de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch

Mostra Plano Animado 2

Vôo de Imaginação, de Mauro Vergne;
Uma Casa Muito Engraçada, de Toshie Nishio;
Catarse, de Heloísa Helena;
Quando os Dinossauros Dominarem a Terra, de Mauro Vergne;
Cebolas São Azuis, de Marcelo Marão;
Shpluph, de César Cabral;
Bugs, de Juliano Castro;
Traça Teca, de Diego M. Doimo;
Minhocas, de André Metello;
Tá na Mão, de Afonso Serpa, Fábio Faria Lima, Fernando Morais, Gustavo Borges, Mônica Imbuzeiro e Renato Satoshi Doho.

Mostra Primeiro Plano de Vídeos

Kiss Me, de Pablo Sanábio: Triângulo amoroso entre dois rapazes e uma garota na década de 60.
Atup, de Suzana Markus: As duas faces – espelhos – da vida de uma jovem, exibindo a questão da solidão feminina.
Game Life, de Priscilla Pinheiro e Maria Izabel Mendes: Um trabalhador sofre com os efeitos da fome em seu organismo.
O Banco, de Maria Bitarello: Rapaz angustiado busca formas de driblar o tédio e a solidão.
Macho Mass, de Chico Brinati, Renato Salles, Fernando Rocha, Leonardo Paiva e Márcio Corino: Rapaz insatisfeito com sua forma física e com seu relacionamento com as mulheres, descobre a solução para os seus problemas.
Por Volta das Seis, de Patrícia Almeida: Mulher vai para um encontro por volta das seis.

Mostra Minha Primeira Vez

Gostosa, de Pablo Torres Lacal, Márcia Nascimento, Alexandre Plosk e Cléber Rezende;
Meu Sangue Ferve por Você, de Márcio Bunemer e Miryan Rahme;
Nervos de Aço, de Ed Andrade;
O Vestido Dourado, de Aleques Eiterer, Alexandre Guerreiro, Alexandre Seigarro, Flávio Magalhães e Renata Abreu.

Premiados

MELHOR SOM: Lênio Oliveira, de O prisioneiro;
MELHOR MONTAGEM: Bruno Pacheco, de DuraLex SedLex;
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Maria Emília Aguiar, de Alumbramentos;
MELHOR TRILHA SONORA: Célio Balona, de Alumbramentos;
MELHOR ATRIZ: Chana Manica, de Justiça infinita;
MELHOR ATOR: Lui Strassburger, de O encontro;
MELHOR FOTOGRAFIA: Fernando Vanelli, de Última trincheira;
MELHOR ROTEIRO: Gustavo Moraes, de Baseado em estórias reais;
MELHOR DIREÇÃO: Ronald Palatnik, de Cego e amigo Gedeão à beira da estrada;
MELHOR FILME DOCUMENTÁRIO: Atrocidades Maravilhosas, de Renato Martins, Lula Carvalho e Pedro Peregrino;
MELHOR FILME DE FICÇÃO: Bichos urbanos, de João Mors e Karen Barros;
MENÇÃO HONROSA: Deus me livre, de Alexei Divino;
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:O bloqueio, de Cláudio de Oliveira.
CONTRIBUIÇÃO AO CINEMA JUIZFORANO: Gabriel dos Santos Rocha – Biel;
HOMENAGEM À MEMÓRIA: João Carriço.

Galeria

História do Cinema Brasileiro

História do Cinema Brasileiro

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3 comentários sobre “Primeiro Plano 2002 – Festival de Cinema de Juiz de Fora

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