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Quando as Óperas param (2020)

Sinopse

O título do documentário remete à suspensão e posterior cancelamento do programa duplo baseado nas peças de Plínio Marcos e adaptadas para ópera que seria apresentado no Municipal este ano – Navalha na Carne, composição de Leonardo Martinelli, e Homens de Papel, de Elodie Bouny.

O curta-metragem, gravado no Municipal durante o período de isolamento social e de acordo com todos os protocolos sanitários para a segurança dos envolvidos na produção do filme, começa relembrando a ideia de montar um trabalho do dramaturgo paulista no teatro dedicado à ópera e à música de concerto.

Na sequência, a atriz, diretora musical e dramaturga Fernanda Maia, emocionada por voltar ao Municipal após cinco meses para gravar seu depoimento, comenta sobre o processo de criação, interrompido pela pandemia. O documentário também aborda quais olhares esta nova realidade trouxe para as duas obras e quais cadeias de significados a pandemia fez aflorar nas mesmas.

Quando as óperas param apresenta as bases de pesquisa e criação dos artistas envolvidos, desde o surgimento da ideia inicial, criação de libretos, composição, cenário, figurino, direção cênica e musical, além de um depoimento do filho de Plínio Marcos, Ricardo Barros. Fernanda Maia compartilharia a direção cênica do Double Bill com o ator, cenógrafo e figurinista Zé Henrique de Paula.

“Quando as Óperas Param é uma iniciativa realmente fabulosa, visto que concretiza – mesmo que parcialmente e em outra plataforma, o vídeo – os conteúdos das óperas”, destaca Zé Henrique. “Pode-se ver com rigor o que norteou o trabalho da equipe, com acesso em primeira mão a trechos da música, trechos de duas das árias, concepção cenográfica, conceito de figurinos e, não menos importante, o olhar da direção sobre duas obras icônicas daquele que pode ser considerado o maior dramaturgo paulista do teatro contemporâneo”, completa.

Fernanda Maia destaca que, além da situação atual ter acrescentado significados às duas obras, “não há como negar que a pandemia teve um impacto emocional muito grande nos artistas envolvidos e isto também é matéria do documentário. É uma pequena amostra dos efeitos na classe artística, que forçada a interromper suas atividades, se vê privada não somente do seu ganha pão, mas de sua expressão, de sua maneira de se colocar no mundo”, enfatiza a dramaturga.

Em um trecho do documentário, Fernanda Maia e o compositor Leonardo Martinelli conversam por videoconferência sobre Navalha na Carne, uma peça de 1967 que fala sobre os conflitos, confrontos e agressões entre três personagens marginalizados, dentro de um quarto de hotel decadente do centro da cidade: a prostituta Neusa Sueli, o cafetão Vado e o empregado do hotel, Veludo. Martinelli descreve o seu trabalho de composição. O documentário também traz depoimentos da compositora Elodie Bouny, do cenógrafo Bruno Anselmo, do figurinista João Pimenta e do maestro Roberto Minczuk.

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Quando as Óperas param (2020) que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia

Brasil | Documentário | cor | 30 min. | 2020

Classificação Indicativa: Livre

Bibliografia

Livros:

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Quando as Óperas param. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/quando-as-operas-param/

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