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Rogério Sganzerla (1946-2004)

Biografia

Rogério Sganzerla foi um cineasta, roteirista, crítico de cinema e produtor brasileiro nascido na cidade de Joaçaba, no estado de Santa Catarina, no dia 26 de novembro de 1946. Faleceu em São Paulo no dia 09 de janeiro de 2004.

Desde cedo, Sganzerla manifestou sua vocação para o cinema. Casou-se com sua própria musa do cinema (a atriz Helena Ignez), viveu para o cinema e morreu fazendo cinema, Assim como os Irmãos Ientz.

De natureza intelectual, leitor e escritor precoce, formado desde a adolescência na leitura de diversas tradições artísticas e de vanguardas mundiais.

Antes de começar sua produção cinematográfica, escreveu durante quatro anos para o jornal O Estado de S. Paulo, sempre sobre cinema. Em 1967, realizou seu primeiro curta-metragem titulado como Documentário. E, em 1968, seu primeiro longa-metragem foi rodado, o consagrado O Bandido da Luz Vermelha.

A partir daí realizou uma notória carreira como diretor de cinema. Sempre buscando a transgressão. Em toda a sua obra se vê uma força criadora e viva, deslocando-se visivelmente das idéias tradicionais e secas de grande parte do cinema contemporâneo, atual ou não.

Em 1970, fundou a produtora BelAir, juntamente de Júlio Bressane. Esta produtora foi responsável por filmes do diretor como O Abismo, Copacabana mon amour e Sem essa aranha.

Pesquisador e pensador da imagem em sua duração e em seu movimento, criou novas relações de linguagem com uma nova forma de olhar para a tela. E dentro deste campo que se insere O bandido da luz vermelha.

Com influência direta na cinematografia de Orson Welles, Jean-Luc Godard, Michelangelo Antonioni e Samuel Fuller, além de utilizar com alta frequência os clichês do filme noir e das pornochanchadas, apresentou sempre um cinema de ruptura, inclusive com os próprios modelos. Sganzerla fez da ironia sua marca registrada, do antifilme sua referência constante e da câmera na mão sua maior aliada. Bom-humor picante, linguagem próxima às histórias em quadrinhos, personagens (des)estruturados, ineditismo, sarcasmo da narrativa clássica, lentes anárquicas e debochadas, câmera imprevisível, radicalidade estética e temporalidade diferente e reflexiva, são as principais características que fazem do cinema de Rogério Sganzerla inexplicável em poucas palavras, dotado de limite-nenhum. Sempre foi muito dedicado no que fazia e no que tinha em mente.

Morreu em 2004, devido a um tumor no cérebro, apenas um breve tempo após realizar <O Signo do Caos e sem realizar seu sonho: refilmar seu clássico O Bandido da Luz Vermelha com o ator Alexandre Borges no elenco. Inclusive, o roteiro fez o roteiro, que em 2010 foi realizado o filme Luz nas Trevas, A revolta de Luz vermelha.

Filmografia

:: Filmografia como Diretor ::

2005 :: O Signo do Caos
1997 :: Tudo é Brasil
1990 :: Isto é Noel
1986 :: Nem tudo é verdade (Welles Nô Brasil)
1981 :: Brasil
1977 :: O Abismo
1970 :: Carnaval na Lama
1970 :: Copacabana mon amour
1970 :: Sem essa, Aranha
1969 :: A Mulher de Todos
1968 :: O Bandido da Luz Vermelha
1967 :: Documentário (CM)

:: Filmografia como Roteirista ::

2010 :: Luz nas Trevas, A revolta de Luz vermelha
1968 :: O bandido da luz vermelha

Publicações

SGANZERLA, Rogério. Edifícil Rogério: Textos Críticos 1 e 2. Florianópolis: Editora UFSC, 2010.
______. O bandido da luz vermelha. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.
______. Por um Cinema sem Limites. : Azougue, 2001.

Bibliografia

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Rogério Sganzerla. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/rogerio-sganzerla/
IMDB. Rogério Sganzerla. Disponível no endereço: http://www.imdb.com/name/nm0786987/
WIKIPEDIA. Rogério Sganzerla. Disponível no endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rogerio_Sganzerla

História do Cinema Brasileiro

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