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Serras da desordem (2006)

Trailer

Sinopse

POSTER Serras da desordem 02Carapirú é um índio nômade, que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante 10 anos ele perambula sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2000 km de distância de sua fuga inicial.

Levado a Brasília pelo sertanista Sydney Ferreira Possuelo, em uma semana ele se torna manchete por todo país e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas em relação à sua origem e identidade. Na tentativa de identificar sua origem ele reencontra um filho, com quem retorna ao Maranhão. Porém o que Carapirú encontra ao retornar já não está mais de acordo com sua vida nômade.

É um interessante retrato cultural e geográfico do centro-oeste e do norte-nordeste do Brasil, especialmente da sua história cultural indígena. Um filme bem construído e bem fotografado, com direção de arte digna de nota.

Serras da Desordem foi classificado pelo Festival de Gramado como Longa-metragem Documetário Ficção 35 mm.

É certo que existem particularidades curiosas a serem consideradas como o fato de que os principais atores do filme representam a si mesmo nas telas: algumas das mesmas pessoas que outrora viveram os fatos narrados estão na tela para revivê-los. Mas, ainda assim, o filme não pode ser considerado um documentário propriamente dito.

Outra curiosidade sobre Serras da Desordem é que embora o filme seja nacional, o diretor é italiano. Andrea Tonacci nasceu em 1944 na Itália e se mudou para São Paulo com quase dez anos de idade. Mas não que Tonacci precise de apresentações: é ele o responsável pelo clássico Bang Bang (1970), considerado um dos filmes que fizeram história no cinema brasileiro.

A sua temática indígena é recorrente, uma paixão antiga do diretor que se dedicou quase uma década à pesquisa sobre a cultura indígena nas Américas. O seu “Serras da Desordem” conta a história/estória de Carapirú, um índio nômade que sobrevive a um ataque de fazendeiros e, após escapar, passa dez anos perambulando solitário pelas serras do centro-oeste. Em 1988, é encontrado a 2000 km de onde partiu.

Ao ser levado para a capital do país, torna-se sensação em Brasília de imediato, causando polêmica entre estudiosos culturais. Na busca por sua identidade, Carapirú retorna ao Maranhão ao lado de seu filho, que reencontra durante o processo, mas encontra uma nova realidade, completamente diversa daquela que deixou há dez anos, e que é discrepante da sua filosofia de liberdade e da sua cultura nômade.

É um interessante retrato cultural e geográfico do centro-oeste e do norte-nordeste do Brasil, especialmente da sua história cultural indígena.

Elenco

Carapirú (Carapirú)
Tiramukõn (Tiramukõn)
Camairú (Camairú)
Myhatxiá (Myhatxiá)
Sydney Ferreira Possuelo (Sydney Ferreira Possuelo)
Estelita Rosalita dos Santos (Estelita Rosalita dos Santos)
Wellington Gomes Figueiredo Luiz Aires do Rego (Wellington Gomes Figueiredo Luiz Aires do Rego)
Talita Rocha (Professora)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Serras da Desordem que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Andrea Tonacci
Roteiro: Andrea Tonacci, Sydney Possuelo e Wellington Figueiredo
Produção: Andrea Tonacci
Produção Executiva:
Assistente de Produção:
Direção de Fotografia: Aloysio Raulino, Alziro Barbosa e Fernando Coster
Operador de Câmera:
Assistente de Câmera:
Diretor de Arte: Arnaldo Zidan
Desenho de Produção:
Figurinista:
Cenografia:
Montador: Cristina Amaral
Música: Rui Weber
Som:
Edição de Som:
Empresa Produtora: Extrema Produção Artística
Distribuidora: Andrea Tonacci

Título original: Serras da Desordem
Duração: 2h 15 min

Bibliografia

Livros:

CAETANO, Daniel. Serras da desordem. São Paulo: Azougue Editorial, 2008.
SILVA, Paulo Henrique (Org.). Documentário Brasileiro: 100 Filmes Essenciais. Belo Horizonte: Editora Letramento/Abraccine/Canal Brasil, 2017.

Internet:

http://www.contracampo.com.br/79/artserrasdadesordem.htm – Revista Contracampo – Brasil

http://www.revistacinetica.com.br/serrasdadesordem.htm – Revista Cinética – Brasil

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Um comentário em “Serras da desordem (2006)

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