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Sete grandes produtoras nacionais se unem para facilitar a distribuição de filmes no Brasil

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Sócios-fundadores de sete produtoras de renome no Brasil se reuniram para criar um novo modelo de distribuição de filmes no país. O lançamento da mais nova companhia NOSSA Distribuidora criada pela união de empresas como Conspiração Filmes, Lereby, Mobz, Morena Filmes, O2 Filmes, Vinny Filmes e Zazen Produções, quer facilitar a distribuição do cinema no Brasil e também promover o cinema brasileiro.

Entre os filmes das sete produtoras, estão alguns recordes de bilheteria do cinema nacional, como “Tropa de Elite”, “Dois Filhos de Francisco”, “Se eu Fosse Você”, “De Pernas pro Ar” e “Cidade de Deus”. “Não queremos ser melhor do que ninguém, queremos ser uma distribuidora que vai se inserir nesse bom momento que vive o cinema brasileiro e nesse ótimo momento que vive o Brasil, dentro desse modelo inovador”, explicou Marco Aurélio Marcondes, da FL&MAM Participações, na tarde desta terça-feira (11), no lançamento da NOSSA Distribuidora no Rio Market, o salão de negócios do Festival de Cinema do Rio.

Segundo os fundadores da NOSSA Distribuidora, é possível reduzir os custos de transação incorridos pelos detentores dos direitos patrimoniais na comercialização de seus filmes no mercado nacional, assim como também colaborar para o aumento da competitividade do filme brasileiro e das empresas nacionais. Quem explica como funciona este novo modelo ambicioso de distribuição de filmes no Brasil é José Padilha da Zazen: “A gente está considerando a distribuição como um serviço. A NOSSA Distribuidora não vai investir recursos P&A (Prints and Advertising), vai fazer o planejamento de marketing para lançar os filmes e vai fazer toda a operação de distribuição, cobrança dos exibidores e o dinheiro vai direto para a conta do produtor. Agora o produtor vai ter que comparar o potencial do filme se gera lucro e quanto o filme custa para calcular se vale a pena fazer esse filme ou não”.

O cálculo de receita média líquida de um produtor depois de pagar o imposto é cerca de cinco reais vezes o número de ingressos vendidos no cinema. “Se o cara vende um filme de 2 milhões de ingressos, o produtor vai ter um lucro de 10 milhões de reais”, exemplifica Padilha.

Segundo o sócio fundador da Zazen, o produtor terá que saber qual vai ser a performance econômica do seu filme. “Existe a possibilidade dele ganhar ou perder dinheiro. Antes, era muito difícil ganhar no Brasil como produtor no modelo anterior que ainda continua existindo, no qual o distribuidor cobra uma taxa de distribuição. Nesse novo modelo o produtor vai tomar riscos para fazer o seu filme”.

A conta é simples, explica Padilha: se o filme fizer sucesso, o produtor pode ganhar dinheiro, assim como as pessoas que investiram. “O produtor, então, tem um ‘downside’, uma chance de perder dinheiro, e um ‘upside’, uma chance de ganhar dinheiro se fizer bons filmes. Antes ele não tinha chance de ganhar”, argumentou. A ideia toda, segundo os sócios-fundadores da NOSSA Distribuidora, é construir um modelo alternativo a partir de uma estrutura econômica diferente.

“A NOSSA vai distribuir os filmes sem cobrar taxas de distribuição e sem cobrar o copyright do diretor. O produtor vai correr risco, vai ter mais receita, ter mais controle de distribuição e vai ter o copyright do filme. Essas três condições apontam para uma sustentabilidade do cinema brasileiro. A nossa ideia é valorizar a produção de conteúdo”, ressaltou Padilha ao destacar que esta já tem sido uma realidade nos Estados Unidos.Segundo o sócio fundador da Zazen, o produtor terá que saber qual vai ser a performance econômica do seu filme. “Existe a possibilidade dele ganhar ou perder dinheiro. Antes, era muito difícil ganhar no Brasil como produtor no modelo anterior que ainda continua existindo, no qual o distribuidor cobra uma taxa de distribuição. Nesse novo modelo o produtor vai tomar riscos para fazer o seu filme”.

A conta é simples, explica Padilha: se o filme fizer sucesso, o produtor pode ganhar dinheiro, assim como as pessoas que investiram. “O produtor, então, tem um ‘downside’, uma chance de perder dinheiro, e um ‘upside’, uma chance de ganhar dinheiro se fizer bons filmes. Antes ele não tinha chance de ganhar”, argumentou. A ideia toda, segundo os sócios-fundadores da NOSSA Distribuidora, é construir um modelo alternativo a partir de uma estrutura econômica diferente.

“A NOSSA vai distribuir os filmes sem cobrar taxas de distribuição e sem cobrar o copyright do diretor. O produtor vai correr risco, vai ter mais receita, ter mais controle de distribuição e vai ter o copyright do filme. Essas três condições apontam para uma sustentabilidade do cinema brasileiro. A nossa ideia é valorizar a produção de conteúdo”, ressaltou Padilha ao destacar que esta já tem sido uma realidade nos Estados Unidos.

A produtora de cinema Mariza Leão, que está à frente da Morena Filmes, em sociedade com o cineasta Sérgio Rezende, tendo sido a primeira diretora-presidente da distribuidora Riofilme em 1992, esclareceu que a NOSSA não foi criada exclusivamente para distribuir os filmes produzidos pelas empresas produtoras sócias. “Não há exclusividade, vamos buscar filmes de diretores e produtores não associados a ela. Da mesma maneira que temos poder de escolha para trabalharmos com outras distribuidoras. É um processo aberto e dinâmico, seremos capazes de competir e injetar nesse mercado novidades e novos modelos de negócio”, destacou Leão. Para a produtora, a equipe da mais nova distribuidora brasileira está animada em poder usar “a nosso favor a NOSSA Distribuidora e legar ao cinema brasileiro um modelo que seja compatível com o momento do mercado”.

A NOSSA já dá início com uma carteira de 50 filmes, destes 20 são nacionais. O primeiro anunciado, nesta tarde, será Paraísos Artificiais de Marcos Prado e produção de José Padilha. “Nós só vamos anunciar a carteira de filmes em reunião para os exibidores. Temos 20 filmes nacionais já garantidos e estamos recebendo uma série de propostas de filmes estrangeiros que querem distribuir no Brasil com a nossa prestação de serviços”, disse Padilha.

Marco Aurélio Marcondes destaca que a nova distribuidora apenas “sistematiza algo que o mercado já pratica”. “Acreditamos que este é um momento que o Brasil não é mais o país do futuro, o Brasil é o futuro, e é este presente que queremos vivê-lo intensamente. É um momento que tem que saber surfar com muita coragem, desprendimento, ousadia e atitude. A NOSSA não quer abafar ninguém, a gente só quer mostrar que sabe fazer samba também”, brincou Marcondes parafraseando Noel Rosa. Para ele, esse novo modelo vai ser melhor para o cinema no país e para o cinema brasileiro, em particular. Essa, pelo menos, é a “NOSSA aposta”.

Fontes de Referência

ORTIZ, Fabíola. Sete grandes produtoras nacionais se unem para facilitar a distribuição de filmes no Brasil. Disponível no endereço: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2011/10/11/sete-grandes-produtoras-nacionais-se-unem-para-facilitar-a-distribuicao-de-filmes-no-brasil.jhtm?cmpid=facebook. Acesso em: 12 de out. de 2011.

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