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Todos os Corações do Mundo (1995)

Trechos

Todos os Corações do Mundo – Parte 1:

Todos os Corações do Mundo – Parte 2:

Todos os Corações do Mundo – Parte 3:

Todos os Corações do Mundo – Parte 4:

Todos os Corações do Mundo – Parte 5:

Todos os Corações do Mundo – Parte 6:

Todos os Corações do Mundo – Parte 7:

Todos os Corações do Mundo – Parte 8:

Todos os Corações do Mundo – Parte 9:

Todos os Corações do Mundo – Parte 10:

Todos os Corações do Mundo – Parte 11:

Sinopse

Documentário oficial da Copa do Mundo de 1994, na qual o Brasil tornou-se tetracampeão. Além dos jogos, conhecemos culturas dos países envolvidos, imagens de bastidores das partidas e muitas outras curiosidades.

Vinte e duas cameras, um milhão de pés de filme, 30 toneladas de equipamentos, quase 100 pessoas nos Estados Unidos, equipes na Europa e na América do Sul. O esporte mais popular do mundo, as torcidas mais apaixonadas, os atletas mais carismáticos, o evento mais assistido na Terra. Tudo é grandioso, espetacular, superlativo em “Two Billion Hearts”, o filme oficial da Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Los Angeles, 17 de julho de 1994. No gramado do Rose Bowl, Brasil e ltália batalham pela honra de se tornar o primeiro tetracampeão mundial de futebol. Suas estrelas, Romário e Baggio, disputam o título de melhor jogador do planeta. 0 Rose Bowl lotado – 94.194 pessoas acompanham o jogo – é uma gota no oceano de fãs do esporte. Dois bilhões de pessoas assistem pela TV à decisão da Copa do Mundo. Um recorde de audiencia só comparável ao dos Jogos Olímpicos com todos os seus esportes. Dois bilhões de pessoas consagram o futebol como o esporte mais popular na face da Terra.

São dois bilhões de corações que batem acelerados a cada chance de gol. Dois bilhões de corações espalhados por mais de 100 países onde o futebol é uma paixão, onde jogadores são heróis nacionais, onde um jogo pode ser uma questão de vida ou morte. Dois bilhões de corações que vêm acompanhando as festas, as vitórias, os dramas, as tragédias do Mundial.

Two Billion Hearts é muito mais do que o filme oficial sobre a Copa do Mundo dos Estados Unidos. É uma viagem pela paixão pelo futebol, pela alma dos torcedores, pelas façanhas de seus ídolos. 0 filme mostra os melhores momentos da Copa e acompanha o show das torcidas dos 24 paises nos Estados Unidos para onde viajaram 300 mil amantes do futebol de todo o mundo. As câmeras caçam ainda corações apaixonados em outros seis países, em lugares tão distantes como a Floresta Amazônica, no Brasil, e a Fontana di Trevi, em Roma.

“Enquanto a bola rolar, o mundo estará feliz e estará unido” – afirma o presidente da FIFA (Federation Internationale de Football Association), Dr João Havelange, em seu depoimento em “Two Billion Hearts”. 0 brasileiro Havelange, há mais de 20 anos no comando da entidade, gosta de lembrar com orgulho que há mais paises filiados à FIFA do que à Organização das Nações Unidas e de defender o esporte como caminho para paz.

Mais do que qualquer outra, a Copa do Mundo dos Estados Unidos serviu para alimentar o sonho do presidente da Fifa. Dos 168 países filiados à entidade, 146 se inscreveram e 132 disputaram as eliminatórias. De um Libano recuperando-se da guerra civil às ex-repúblicas soviéticas da Estônia, da Letônia e da Litudnia, seleções dos cinco continentes disputaram 490 jogos até a classificação das 22 equipes que se juntaram ao anfitrião e à campeã Alemanha.

Nos Estados Unidos, quase 3 milhões e 600 mil espectadores foram aos jogos com uma média de 68 mil torcedores por partida, quebrando os recordes do Mundial da Itália em 1990. As câmeras do filme revelam essa gente: muitos americanos que não sabiam bem as regras do futebol e nem o que era a Copa do Mundo mas que ficaram fascinados com a disputa, a emoção e a festa; torcedores fanáticos de todos os lugares. Mais do que a Copa, “Two Billion Hearts” leva ao cinema a emoção, a festa e a disputa que tiveram seu ponto máximo naquela tarde de 17 de julho em Los Angeles.

“Foi um prazer danado fazer este filme. Nunca tinha experimentado o caminho da ficção a partir do dado real. Sempre trabalhei com ficção mas como a Copa do Mundo devia ter um approach jornalístico tentei perceber a ficção no meio daquilo tudo. Trabalhei na direção de trazer o filme mais ficcional que eu podia”. Este é o relato do diretor de “Two Billion Hearts”, Murilo Salles, um cineasta que coleciona sucessos.

Apesar de brasileiro e, como brasileiro, íntimo do futebol, Murilo Salles dirigiu o filme oficial da Copa do Mundo com a preocupação de evitar um documentário sobre o esporte. Em algumas vezes, a câmera deixa a bola em segundo plano e sai à procura de rostos, movimentos do corpo e emoções.

“Tudo foi feito procurando contruir uma história. A história da emoção da Copa, toda a emoção de seguir um evento desses. E acho quc consegui criar um documento dramatúrgico. Foi bárbaro. O filme é uma doce brincadeira como o “Rei Leão”. Um filme para as pessoas sentarern no cinema e se divertirem. Um grande entretenimento. O ponto de vista nunca foi o factual, muito menos o jomalístico, menos ainda o do apaixonado por futebol. Para qualquer um que assistir, será uma curtição”, aposta Murilo Salles.

Um ângulo diferente, uma imagem aproximada, a emoção dentro do gramado, à beira do campo e a milhares de quilômetros de distância. Uma velocidade não convencional, um som rico em detalhes, uma produção muito além de um simples registro de um acontecimento esportivo. Um filme de “quase ficção” a partir de dados reais. Foi para levar a Copa do Mundo de 1994 e suas muitas histórias à tela que uma equipe de mais de 100 profissionais apontou suas lentes para os ídolos, o fundo das redes e viajou pelos Estados Unidos e mais seis paises à procura da emoção.

Quase 1milhão de pés de negativo registraram a produção da Sports Target Media, sob a direção do brasileiro Murilo Salles. Pela primeira vez na história do filme oficial da Copa do Mundo todas as 52 partidas foram filmadas – 18 câmeras de 35mm e 4 equipes de 16mm estiveram atentas aos treinos, jogos e à torcida para permitir ao espectador viver mais uma vez a Copa do Mundo por uma hora e 48 minutos. Foram feitas tomadas da beira do campo, das arquibancadas e até de helicópteros.

O time formado para realizar o filme reuniu profissionais da mais alta qualidade, a começar pelos produtores. O presidente da Sports Target Media, Leonardo Cyryner, produtor de “Two Billion Hearts” ao lado de Carlos Roberto Osório e Sérgio Villela, têm longa experiência em eventos esportivos. Por sete anos Gryner foi Diretor de Esportes da TV Globo, a maior rede de televisão brasileira e quarta do mundo, e por um ano atuou como Diretor de Marketing Esportivo da empresa. Na TV Globo, produziu as Copas do Mundo de Futebol de 1978 (Argentina), 1982 (Espanha), 1986 (México) e 1990 (Itália).

Na mesma função, esteve presente aos Jogos Olimpicos de 1976 (Montreal), 1980 (Moscou), 1984 (Los Angeles) e 1988 (Seul). Nos Jogos Olimpicos de Barcelona, em 1992, foi contratado pela Host Broadcast para produzir os eventos realizados fora do complexo olímpico, como Marathons, Walks, Road Cycling, Cross Country from the Modem Pentathlon and Equestrian Cross Country.

“A idéia de “Two Billion Hearts” foi fazer um filme que atingisse diferentes audiências e não apenas os fãs do futebol. 0 filme tem atrativos para agradar e entreter desde os amantes do esporte, passando por crianças, até quem simplesmente gosta de cinema”, explica Leonardo Gryner. “Para tornar isto possivel, fizemos um filme que não se limita a retratar o factual. Fomos buscar a emoção e um humor sutil que oferecem ao espectador mais do que uma simples memória dos fatos”, destaca o produtor.

Além da emoção, o segundo grande investimento dos produtores e diretor do filme foi o som, que contou com o trabalho de mais de 30 profissionais e gastou três meses em sua edição. “Two Billion Hearts” utiliza a tecnologia do dolby surround, que permite ao espectador sentir-se de fato dentro do estádio. “Decidimos investir no som, que dá ao grande público a sensação de estar nas arquibancadas assistindo à Copa, uma experiência vivida por um grupo limitado de pessoas. É mais um ingrediente para, aliado a emoção, fazer do filme um sucesso”, conclui Leonardo Gryner.

A parte técnica de “Two Billion Hearts” foi toda feita nos Estados Unidos. O filme foi copiado e revelado em laboratórios norte-americanos. Foram cinco os diretores de fotografia: César Charlone, Pedro Farkas, Carlos Pacheco, Lucio Kodato e José Roberto Eliezer. O cuidado com a fotografia levou o diretor Murilo Salles a trabalhar com fotógrafos de filmes publicitários, todos eles com premiações nacionais e intemacionais.

O texto final do filme foi entregue a George Vecsey, editor e colunista de esportes do The New York Times, com a experiência da cobertura de quatro Copas do Mundo. No dia da final em Los Angeles, Vecscy escreveu sobre a decisão que elegeria o tetracampedo mundial: “…I’ve been toying with the theory that Brazil should always be the automatic finalist in every World Cup, the way Australia seemed to be from 1900 to 1970 in the Davis Cup of tennis. Brazil is like the Montreal Canadians of hockey – the once and future champions, the genius of people. But rightfully, Brazil had to struggle before it even qualified for this World Cup, and so did Italy.” Vecsey sabia que seria uma final eletrizante.

A tradução da emoção que batia dentro de dois bilhões de corações em notas musicais é do pianista, compositor e maestro Lalo Schifrin: É ele quem assina a música-tema do flime, juntamente com Gary Stockdale (orquestração) e Marie Cain (letra). Um argentino que escreveu seu nome na história da música Lalo Schifrin compôs mais de 100 temas para filmes e séries de televisão – entre les “Bullit”, “Dirty Harry”, “Missão Impossível” e “Mannix” -, ganhou quatro Prêmios Grammy, um Cable ACE Award e recebeu seis indicações para o Oscar.

Schifrin estudou música clássica na Argentina e continuou sua formação musical no Conservatório de Paris durante os anos 50, na mesma época em que se tornou um pianista, compositor e arranjador de jazz, tocando e gravando na Europa. Quando retornou a Buenos Aires formou sua própria banda e durante uma apresentação chamou a atenção de Dizzy Gillespie, que o convidou para ser seu pianista e arranjador, fazendo com que Scilifrin se mudasse para os Estados Unidos e iniciasse uma carreira de sucesso.

Lalo Schifrin regeu algumas das mais famosas orquestras do mundo, como a Filarmônica de Londres, a Filarmônica de Paris, a Filarmônica de Los Angeles, a Sinfônica de Londres e a Sinfônica da Argentina. Escreveu os arranjos do Concerto dos Três Tenores, que reuniu Lucianno Pavarotti, Placido Domingo e José Carreras pela primeira vez em um mesmo palco, durante a Copa do Mundo de Futebol da Itália, em 1990, e repetiu a dose na véspera da final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, quando, novamente, junto com o trio cantou no Dodger Stadium.

“Two Billion Hearts” é para ser visto e ouvido. São 57 música na trilha sonora criada e coordenada por Gary Stockdale e a Killer Music. Gary tem intimidade com o cinema: assinou, entre outras, as trilhas de “Sudden Impact” , “Stripped to Kill”, “The Dead Pool”, “FX2 – Orion”, “The Osterman Weekend”, “Bad Medicine”. Sua experiência se estende ainda aos filmes feitos para a televisão e campanhas publicitárias com a da Fanta, a da Coca-Cola. A Killer Music conta em seu currículo com mais de 300 filmes, entre eles podemos citar” Who Frammed Roger Rabbit?, Sweet Charity, Apocalypse Now, The Flinstones, Rosemart’s baby, Grease, Terms of Endearments e Dance With Wolves.

A narração fica por conta do jovem ator Liev Schrieber, que desenvolveu sua carreira principalmente no teatro, incluindo passagens pela Broadway. Schrieber ganhou o prêmio “Irene Ryan of Excellence in Acting”.

“Two Billion Hearts” utiliza a moderna linguagem do grafismo. São mais de 50 gráficos elaborados pelo brasileiro Jair de Souza, diretor de criação de publicidade da J.W.Thompson do Brasil.

Elenco

Liev Schreiber (Narrador – EUA)
Antonio Grassi (Narrador – BRA)

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Todos os corações do mundo que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Murilo Salles
Roteiro: George Vecsey
Produção: Leonardo Gryner, Carlos Roberto Osório e Sérgio Villela
Produção Executiva: Mauro Rychter e Richard A. Levine
Diretores de Fotografia: César Charlone, Pedro Farkas, Carlos Pacheco, Lucio Kodato e José Roberto Eliezer
Montagem: José Rubens Hirsch

Bibliografia

Internet:

MURILO SALLES. Disponível no endereço: http://www.murilosalles.com/. Acesso em: 22 de nov. de 2011.

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