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Virou Bagunça (1961)

Trecho

Sinopse

O Trio Gerimum chega ao Rio de Janeiro querendo vencer na carreira artística. Lutam com grandes dificuldades e chegam até a cantar na rua. A polícia persegue os três, que vão parar no local que mais gostariam de estar: um estúdio de televisão. Tomados por deputados nordestinos, são levados ao diretor-geral da TV, Sr. Walter. Pouco depois entra Marly, a vedete-propaganda, e seu secretário, Josias. Confusão armada, a situação se resolve quando aparecem os verdadeiros deputados. O trio é expulso do estúdio. A secretaria Biluca, já com simpatias por um dos integrantes do trio, aconselha-os a pedir ajuda a Marly, que estreava neste dia no teatro de revista. Marly arranja emprego para o trio: eles deveriam aplaudir a vedete e carregar cartazes na rua. O empresário de Marly, porém, não está satisfeito com a estréia e pretende suspender a temporada. É quando a vedete tem a idéia de ser raptada, dando cartaz para a revista e o seu próprio nome. A missão é confiada ao trio. No local onde está sequestrada a vedete aparecem os membros do Partido Comodista Nacional, que planejam um golpe de estado. Os barbudos comandados por Fidelino Granada descobrem os quatro e os prendem. O trio Gerimum consegue escapar, indo a uma delegacia onde delatam a trama. O delegado achando estar diante de um bando de doidos os manda para um hospício. Marly se confraterniza com os barbudos, querendo participar da revolução como mulher barbada. O golpe deveria ser desfechado no carnaval. No hospício, o trio consegue a adesão dos loucos. Com roupas de soldados, eles invadem o casarão e prendem os barbudos. Com isso, Marly ganha cartaz e o trio é perdoado.

Filme Virou Bagunça, dirigido Watson Macedo, tem no elenco Trio Irakitan, Zezé Macedo, Nádia Maria, entre outros.

Galãs, bandidos, vilões e o Carnaval do Rio eram uma constante no gênero cinematográfico brasileiro Chanchada. Muitas das tramas se desenrolavam em época próxima ao Carnaval e sempre no Rio de Janeiro. Eram estes alguns dos ingredientes muito usados no estilo cinematográfico Chanchada. Este gênero era sucesso garantido de bilheiteria nos cinemas brasileiros, durante a década de de 1950 e até meados da década de 1960. Continham ingredientes inspirados no teatro de revista e em alguns filmes musicais norte-americanos. Mas, diferente daqueles, os números musicais não estavam interligados ao enredo, inseridos na trama do filme. Surgiam assim de repente, numa boate, num palco qualquer, num o estúdio de TV, às vezes até no meio de uma rua.

Na verdade, eram números apresentados com a finalidade, das gravadoras e seus artistas contratados, de divulgar novos sucessos musicais, muitos dos quais viravam hits do carnaval que se aproximava.

No trecho de Virou Bagunça disponibilizado aqui, vemos o Trio Gerimun, interpretado pelo Trio Iraquitã, que se esconde num estudio de televisão fugindo de uns certos barbudos (bandidos que estavam perseguindo os rapazes). O trio interpreta uma impagável paródia de música que foi sucesso na voz do cantor brasileiro de origem árabe Romeu Feres durante 1960 e 1961, a canção Mustafá. O trio faz um engraçado trocadilho misturando palavras brasileiras, africanas hebraicas e árabes para fingir que cantam em árabe, tais como Saravá, Cabala, habibi, muamba, samba etc.

Elenco

Trio Irakitan …. (Trio Gerimum)
Nádia Maria …. (Marly)
Zezé Macedo …. (Biluca)
Valença Filho …. (Josias)
Duval, Roberto (Fidelino Granada)
Silveira, Mozael (Napoleão)
Celestino, Paulo (Walter)
Mello, Angelito (Empresário)
Barbosa, Abelardo (Chacrinha)
Iório, Átila (Detetive)
Marchelli, Vicente (Médico do hospício)
Bruno, Alberico (Nero)
Machado, Adolfo (Ademar)
Ventura, Ayrton (Primeiro barbudo)
Ramos, Fernando (Segundo barbudo)
Napoli, Nena (Vedete de teatro)
Sandrini, Rosa (Freguesa do restaurante)
Vasconcelos, Gonzaga (Rapaz da TV)
Bacurau, Zé (Deputado nordestino)
Praxedes, Zé (Dr. Kleber)
Yago, Roberto (Artista de teatro)
Montila, Ademar (Louco do trio)
Tony Jr. (Garção)
Vieira, Sérgio (Segundo enfermeiro)
Camargo, Olindo (Freguês)
Silva, Mário (Freguês)
Granado, Ronaldo (Boy do teatro)
Cupello, Nicolino (Diretor de TV)
Levita, Walter (Professor Bey)
Veiga, Pedro Faria (Delegado)
Severino, Jaime
Ilka

Ficha Técnica

Por trás dos filmes, além dos atores, dos figurinos, das câmeras, da arte, do som e de outros elementos mais facilmente perceptíveis na construção qualquer longa metragem, há também um verdadeiro exército de profissionais dedicados a viabilizar cada detalhe do intrincado quebra-cabeça artístico, operacional, logístico e financeiro da produção audiovisual.

Veja logo abaixo a equipe técnica de Virou Bagunça que o portal História do Cinema Brasileiro pesquisou e agora disponibiliza aqui para você:

Direção: Watson Macedo
Argumento: Watson Macedo; Porto, Ismar; Guimarães, Mário Meira
Roteiro: Watson Macedo; Porto, Ismar; Guimarães, Mário Meira
Diálogos: Guimarães, Mário Meira
Produção: Watson Macedo
Direção de produção: Souza, Elias Lourenço de
Produtor associado: Oswaldo Massaini
Assistência de produção: Roberto Machado
Gerente de produção: Valença Filho
Assistência de direção: Macedo, Eliana; Porto, Ismar
Direção de fotografia: Ugo Lombardi
Câmera: Viana, Afonso
Foco: Pires, José Figueiredo
Eletricista: Ruas, Belmiro
Assistente de eletrecista: Santos, Antonio
Direção de som: Viana, Alberto
Operador de microfone: Zequinha
Montagem: Watson Macedo
Assistente de montagem: Macedo, Geny
Cenografia: Watson Macedo; Monteiro, Mauro
Carpinteiro: Santana, José
Maquiagem: Carias, Paulo
Costureira: Souza, Elia Macedo de
Música (Genérico): Panicalli, Lírio
Companhia(s) produtora(s): Watson Macedo Produções e Cinedistri Ltda.
Empresa distribuidora: Cinedistri Ltda.

Canção
Título: Eu vim morar no Rio;
Autor da canção: Almeida, Hianto de e Anisio, Francisco;
Intérprete: Gonzaga, Carlos;

Título: Na hora de sambar;
Autor da canção: Gustavo, Miguel;
Intérprete: Carlos, Francisco;

Título: Brasilina;
Autor da canção: Viana, Ayres e Vieira, Murilo;
Intérprete: Carlos, Antonio;

Título: Canção da aranha;
Autor da canção: França, Edson e Costa Netto;
Intérprete: Carlos, Antonio;

Título: Não há;
Autor da canção: Pina, Leduvy de; Almeidinha e Zé, Zilda do;
Intérprete: Batista, Linda;

Título: Corocotum;
Autor da canção: Venancio e Corumba;
Intérprete: Gonzaga, Carlos;

Título: Tenho você;
Autor da canção: Almeidinha e Gonzaga, Carlos;
Intérprete: Zé, Zilda do;

Título: Pensar… professor;
Autor da canção: Costa, José e Fernandinho;
Intérprete: Zé, Zilda do;

Título: Índio quer apito;
Autor da canção: Lobo, Aroldo e Oliveira, Milton de;
Intérprete: Alencar, César de;

Título: Cantareira;
Autor da canção: Silva, Barbosa da e Horto, Eloide;
Intérprete: Costa, Aracy;

Título: Lago dos cisnes;
Autor da canção: Tchaikovski, Piotr Ilitch;
Intérprete: Borba, Emilinha;

Título: Ozébio;
Autor da canção: Braguinha;
Intérprete: Zé, Zilda do;

Título: Mustafá;
Autor da canção: Azzam, Bob e Barclay, Eddie;
Intérprete: Borba, Emilinha;

Título: Não teve graça;
Autor da canção: Loro, Aldacyr e Rodrigues, F.;
Intérprete: Batista, Linda;

Título: Quero morrer no carnaval
Autor da canção: Antonio, Luíz e Campos, Eurice
Intérprete: Zé, Zilda do;

Intérprete: Levita, Walter

Bibliografia

Fontes de Referência

Livros:

Internet:

CINEMATECA BRASILEIRA. http://www.cinemateca.org.br/

Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CB/Em Memória
Press-release
SA/EMP
CB/FNF

Fontes consultadas:
ACPJ/I
ALSN/DFB-LM

Observações:
Material examinado com 2.830m.
A versão da música ” é de . O autor da música também aparece como sendo de .
O nome de Roberto Yago também aparece como . O tempo de projeção segundo o Press release era de 90 minutos.
SA/EMP informa: distribuído pela no Rio de Janeiro.
ACPJ/I inclui no elenco .

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