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Walter Avancini (1935-2001)

Biografia

Nunciato Walter Abreu Avancini, em arte mais conhecido como Walter Avancini, foi um diretor, roteirista e produtor de cinema, além de escritor, autor e diretor de telenovelas e minisséries, brasileiro nascido na cidade de São Caetano do Sul (SP) no dia 18 de abril de 1935. É pai da atriz Andréa Avancini, do diretor de novelas Alexandre Avancini e do artista plástico Otávio Avancini.

Filho de pedreiro, de infância muito pobre, começou a trabalhar como ator de rádio aos sete anos e, aos nove, torna-se o maior salário da familia. Aos treze anos, escreve seu primeiro texto, um programa infanto-juvenil de rádio, já revelando seu enorme talento. Com o surgimento da televisão em 1950, tornou-se autor de teledramas.

Em entrevista ao Museudatv, no youtube, em 1998, ele revelou que Nunciato era seu primeiro nome em homenagem a seu avô, um italiano, que tinha um cinema na cidade onde nasceu.

Um dos mais inovadores e criativos diretores da história da televisão brasileira, Walter Avancini foi o responsável pela condução de verdadeiros clássicos da teledramaturgia como A Deusa Vencida (onde lançou Regina Duarte e Ruth de Souza), As Minas de Prata, Selva de Pedra, O Semideus, O Rebu, Gabriela, Saramandaia, Nina, Xica da Silva, O Cravo e a Rosa, além de minisséries e especiais históricos, aclamados no Brasil e no exterior, como Morte e Vida Severina, A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, Avenida Paulista, Moinhos de Vento, Anarquistas, Graças a Deus, Rabo de Saia, Grande Sertão: Veredas, Memórias de um Gigolô, Chapadão do Bugre, entre muitos outros.

Dono de um espírito inquieto, acreditava que a televisão não era apenas um veículo para histórias-padrão produzidas em ritmo industrial, mas sim um dos mais poderosos meios de nossa expressão cultural, como conseguiu demonstrar através de seus inúmeros e brilhantes trabalhos. Trabalhou também em Portugal, onde dirigiu a telenovela A Banqueira do Povo.

Estreou no cinema como ator em 1949, aos quatorze anos de idade, ao lado de Vianinha, no filme Quase no Céu. Em 1950, emprestou sua voz para o garoto do filme Caiçara, primeira produção da Vera-Cruz e como diretor, sua única experiência acontece em 1990 no filme Boca de Ouro.

Sua primeira experiência na direção acontece em 1958, no teledrama Lampião, de Rachel de Queiroz, mas dirigiria sua primeira novela somente em 1964, Melodia Fatal, e não para mais, tornando-se um dos mais competentes diretores da televisão Brasileira, com trabalhos do quilate de A Deusa Vencida (1965), pela TV Excelsior, Gabriela (1975), pela TV Globo, e, mais recentemente, Xica da Silva (1997), Mandacaru (1997) pela TV Manchete, Sendo em 2001 sua última direção, na novela A Padroeira, pela TV Globo.

Seus últimos trabalhos em telenovelas foram na Rede Manchete onde lançou vários atores brasileiros como Giovanna Antonelli, Taís Araújo, Murilo Rosa, entre tantos outros. Foi ele também que viu na atriz Drica Moraes a possibilidade de uma grande vilã na novela Xica da Silva.

Faleceu aos 66 anos, no dia 26 de setembro de 2001, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência respiratória, em decorrência de um câncer de próstata, deixando inacabado o trabalho na novela A Padroeira, concluído por Roberto Talma.

Filmografia

:: Filmografia como Ator ::

1975 – O Casal
1960 – Conceição
1950: Caiçara (voz)
1949 – Quase no Céu

:: Filmografia como Diretor ::

1990 :: Boca de Ouro

Bibliografia

Livros:

BRITTO, Ângela. O Último Artesão: Walter Avancini. Rio de Janeiro: Gryphus, 2005.
SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. 2. ed. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010.

Internet:

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO. Walter Avancini. Disponível no endereço: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/walter-avancini/

História do Cinema Brasileiro

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5 comentários sobre “Walter Avancini (1935-2001)

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